Um homem me levou até o banheiro. Enquanto eu tomava banho, ele ficava lá, mas não observava diretamente o meu corpo, mas claro, ele precisava ficar olhando um pouco o que eu fazia, pois poderia fazer qualquer coisa contra ele, mesmo que isso acontecesse, devia ter mais de cem homens nessa casa.
Após terminar o banho, ele me levou novamente até o quarto e colocou diversas roupas por cima da cama, pensando que eu iria quer vestir uma coisa bonita. Na verdade, nem motivo eu tinha para me vestir de um jeito elegante, principalmente quando tem possibilidades de eu sujar ela com sangue, durante minha morte, que eu ainda não sabia se ia acontecer.
Peguei qualquer roupa. Um jeans surrado e uma camisa preta. Procurei um relógio e após encontrar, coloquei em meu pulso. Eu perguntei a ele sobre os perfumes. Ele saiu do quarto, e voltou com três. Peguei qualquer um deles, e coloquei. O cheiro dele era bastante forte.
– Vamos? – Perguntou-me.
– Vamos.
Eu abri a porta, e ele veio em seguida. Trancou a porta e caminhou junto comigo até as escadas, descemos as escadas.
– Vamos para onde agora? – Perguntei.
– Siga-me. – Respondeu, sem nem fazer alguma pausa.
Eu não sei por que não foi o Raphael. Mesmo sendo misterioso, o Raphael me agradava bem mais. Este homem que estava agora era loiro, branco, usava calça e jaquetas de couro, havia uma barba bem grande e olhos castanhos.
Enquanto ele caminhava, eu o seguia, como ele havia dito. Eu ainda me assustava com tanto luxo naquela casa, havia quadros que pareciam bastante valiosos em todo lugar. E os corredores eram um pouco mal iluminados.
Chegamos a uma sala, em que só havia estes quadros e outros artefatos que também pareciam ser bem valiosos, e havia um grande lustre que iluminava um pouco mais.
Ele não parava de caminhar, passávamos em mais e mais corredores, todos luxuosos. Mas chegamos a uma sala, vi dos dois cantos, e só havia uma porta. Foi ali que ele parou. Tinha uma mesa de madeira no centro, um grande lustre no teto, a mesa estava com os pratos e a comida, apenas três homens estavam sentados lá, provavelmente eles estavam esperando mais chegarem.
– Sente-se. – Ele me disse.
A mesa tinha cadeira para umas cinquenta pessoas, era grande mesmo e a sala também. Ali só havia um quadro, que era de uma torre, o céu no quadro estava bastante cinza, como se estivesse nos piores dias de chuvas, mas não estava chovendo. Diversas pessoas com roupas bastante estranhas estavam entrando ali. Eu observei aquele quadro por bastante tempo para tirar algo dali. Mas não consegui, pois eu percebi que os homens que estavam sentados me observavam, e isso me incomodou. Olhei para baixo, para não ter o incomodo de eles ficarem me observando.
De pouco em pouco chegavam mais pessoas, percebi quando o Raphael e o ruivo entraram e sentaram-se. Quando a mesa ficou completa, um homem levantou-se com uma taça de vinho.
– Supremos! – Ele disse com sua voz bastante rouca.
– Supremos! – Todos falaram, exceto a minha pessoa.
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SUPREMOS - Contos
RomanceContos da série Supremos. Contos que antecedem os livros da série.
