Fiz quase mil perguntas para o homem que estava dirigindo, eu ainda não acreditava que possivelmente o Evan estaria vivo. Então o que tinha acontecido na prisão na noite passada? Eu não sei. Que merda.
Evan novamente fazia todos enlouquecerem pensando mil coisas, mas só ele sabia o que estava acontecendo, parecia que ele gostava de chamar atenção. Com certeza era isso. Chegamos a frente a uma mega mansão, falo mega por que nem nas televisões eu via uma casa tão luxuosa e grande como aquela. Com paredes brancas e portões dourados, aquilo era encantador, mas mesmo assim não tirava toda a raiva, se eu o visse em minha frente, queria mata-lo.
Abriram o portão para o carro passar e foi quando eu tentei descontrolar a direção do carro para batermos em algum lugar e eu sair de lá correndo, se eu conseguisse sobreviver né? Mas o cara que estava dirigindo era muito forte e também ameaçador, logo me mostrou um canivete e foi aí que preferi não tentar fazer mais nada para que eu fugisse. Minha resposta para o Evan, sempre seria não. PARA SEMPRE.
Quando ele parou o carro, eu tentei abrir a porta, mas novamente ele me mostrou o canivete, provavelmente pensou que eu iria fugir.
- Vá se foder, cara. - Respondi irritado quando ele saiu do carro para abrir minha porta, mesmo sabendo que aquela casa deveria ter mil seguranças, e eu não tinha nenhuma arma sequer para atacar. Idiotas... Sempre idiotas.
Quando saí do carro, comecei a andar tranquilamente para ir para a porta.
- Onde pensa que vai só? - Ele me perguntou.
- Vou entrar na casa, não pode? - Falei ainda mais irritado.
- Não sozinho. - Disse quando fechou a porta do carro lentamente e colocou algemas em mim. Enquanto andávamos, ainda assim ele segurava minhas duas mãos. Depois de um momento, que aquele segurança era bem atraente. Até mais atraente que o infeliz do Evan.
Chegamos a frente a porta daquela enorme mansão, e o segurança fez questão de bater na porta, invés de tocar a campainha. Olhei para ele com um olhar arrogante, quando abriram a porta, ele colocou a mão em meu ombro e entrou, aquele lugar estava totalmente escuro e empoeirado, não via quase nada devido a falta da presença de luz naquele lugar. Entramos ali e fecharam a porta, o que me fez virar imediatamente. Não vi ninguém lá. A luz havia sido ligada e eu virei. Quando vi, havia diversos homens ali na minha frente, atrás havia uma escada enorme de luxo, sem falar nos móveis que estavam ali, todos na cor dourada também.
Um deles aproximou-se de mim. Cabelo ruivo, muita barba, pelos em seu abdômen, olhos castanhos e estava com uma expressão bem sexy.
- Solte-o. - Falou para o segurança.
Quando ele me soltou, agradeci. Por que aquilo, mesmo que eu houvesse passado pouco tempo, doeu.
- Cadê o Evan? - Perguntei ao ruivo.
- Morto. - Ele disse inexpressivamente.
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SUPREMOS - Contos
RomansaContos da série Supremos. Contos que antecedem os livros da série.
