Capítulo 20 - Mc Livinho

902 34 4
                                        

Voltei para São Paulo no mesmo dia que Laís pediu. Eu não queria, mas ela tinha razão, eu precisava comprir com minhas obrigações. Liguei para Juninho e mandei ele ajeitar minha agenda.
Quando cheguei em São Paulo fui direto vê minha mãe. Ela é claro tava toda preocupada.
- Como ela está filho ? - Ela pergunta.
- Bem melhor - respondo deitado em seu colo.
Minha mãe acaraciava minha cabeça, e isso era ótimo.
- O que os médicos disseram ?
- Eles vão continuar com a quimio e a radioterapia.
- Como é mesmo o nome do câncer dela ?
- Leucemia linfóide crônica.
- Ouvir dizer que a poucas chances de cura.
- É, mas Laís é forte, ela vai conseguir vencer.
- Só não crie expectativas que vão te magoar no fim.
- Eu sei mãe, mas se eu não pensar assim vou ficar louco.
- Você tem razão, vamos focar na positividade!
- Estava com saudade da senhora.
- E eu ? Longe de meu bebê.
- Mãe, nada haver me chamar de bebê.
- Quando você tiver seus filhos, quero vê quando vai vê-los como adultos.
- Alguma notícia de Byanca ?
- Ela esteve aqui, veio perguntar quando você ia voltar.
- E ela disse para onde ia ?
- Sim, foi fazer raio X.
- Droga, sou um péssimo pai!
- Não fale isso, você está passando por um momento difícil.
- Mesmo assim, deveria está mais presente no desenvolvimento do meu filho.
- Ele vai entender Oliver.
- Acho que tá na hora de eu ir vê Byanca.
- Também acho, vá vê se ela precisa de algo.
Dei um beijo na minha mãe e sair. Byanca não merecia isso, eu preciso dá um pouco de atenção a ela. Não só por que ela tá carregando um filho meu, mas também porque eu um dia a amei. Ou pelo menos fui apaixonado por ela.
Uma coisa que sempre gostei de Byanca é que ela sempre foi uma mulher dependente, nunca esperou por mim. Simplesmente fazia o que tinha que fazer, ela não precisava de mim para nada, e isso era atraente nela.
Embora ela tenha vacilado comigo me ameaçando, eu ainda sinto carinho e respeito por ela.
Quando cheguei na casa de Byanca sua mãe estava lá.
- Boa noite - digo.
- Oi Oliver - ela diz.
- Byanca está ?
- Não, mas ela chegará logo. Já me ligou avisando, sente e espere por ela. Quer comer ou beber algo ?
- Não, obrigado.
Me sento, a mãe de Byanca me olha, finalmente ela suspira e diz:
- Olhe, eu não queria me entrometer, mas Byanca é minha filha, e certamente eu como mãe quero o seu bem - ela diz respirando a cada palavra - Me responda uma coisa, você ainda é apaixonado por Byanca ?
- Não posso dizer que sou quando não sou, e a senhora me conhece, não sou de iludi ninguém.
- Mas por que não terminou com ela ? É por causa do bebê ? Você sabe que tem direito sobre a criança.
- Eu sei, mas Byanca disse que se eu terminasse com ela, que sumeria com o beber, e se eu duvidasse ela até o matava.
A mãe de Byanca me olhou com clara surpresa.
- Não acredito que ela fez isso!
- Eu sei que para a senhora eu seja o culpado, ma...
- Não precisa me dizer mais nada. Eu já entendi, conheço minha filha, quando Rafhael terminou com ela, ela ficou traumatizada. Não pense que ela é uma psicopata, pois não é, só fez isso porque tinha medo de te perde.
- Eu sinto muito, eu gostei de verdade de Byanca, mas acabou, não sei quando acabou, mas não dinto mais nada por ela. E embora não posso parecer, mas eu me preocupo com ela e quero muito sua felicidade.
- Eu sei Oliver, vou conversar com Byanca, ela sempre me escuta. E por favor, se você não quer mais, termine! É a melhor coisa que vai fazer a você e a ela.
- Ok.
Não demorou muito e Byanca surgiu. Seus lábios tinha um sorriso enorme ao me vê ali, sua mãe se levantou e foi embora, nos deixando a sós.
- Oi Bya - a comprimento.
Dou-le um beijo na testa.
- Oi amor - ela fala sorridente.
Eu precisava fazer aquilo. Sinto muito Bya, mas eu amo outra, e eu quero ela mais que tudo nessa vida.
- Tudo bem ? Como vai nosso filhão ?
- Vamos todos bem.
- Minha mãe falou que esteve lá.
- Foi, queria saber quando você viria, não atende meus telefonemas. O que fazia ?
- Byanca precisamos conversar.
- O que ?
- Eu quero termina.
- Por que ? É por causa daquela biscate ?
- Respeite Laís, e não é somente por causa dela. Eu não gosto mais de você!
- Você não pode dizer isso, não assim! Eu tenho um filho seu!
- E eu vou está presente na vida dele todos os mementos possíveis.
- Oliver por favor - Byanca vem até mim, se ajoelha no chão e segura em minha camisa - Por favor, eu te amo.
Pego Byanca pelo braço e a levanto.
- Mas eu não te amo mais, aceite por favor!
- Isso é tão injusto! Eu te amo.
- Desculpe, mas a mulher que Eu amo está com câncer, e eu quero passar todos momentos possíveis junto a ela. E quer saber ?! Eu não sei se ela vai ficar bem, ou por quanto tempo ela vai ficar doente, a única certeza que tenho nesse momento é que eu a amo!
- Você...
- Por favor, aceite isso.
Ela chora sem para, lhe dou um outro beijo na teste e saio. Sei que se ficar ela vai inventar alguma coisa, e nesse memento eu preciso descansar.
No dia seguinte acordei aliviado, havia terminado com Byanca e isso me deixava bastante feliz, pois agora eu posso viver sem medo. Ou seja, eu posso me dedicar a Laís, a mulher que realmente amo. Já estamos no final de novembro, os dias estão passando rápido, nestante é 2017.
Pego meu celular e ligo pra Juninho, marcamos de nos encontrar na GR6. Vou até a garagem e pego meu carro, saio do condomínio e ando pelas ruas agitadas de São Paulo. Resolvo ligar pra Laís, preciso saber como ela está.
O celular toca duas vezes e ele é atendido.
- Alô - uma voz diferente atende.
- Laís ? - Pergunto.
- Não, é o Pedro - a voz responde.
- Oi ? Pedro ? - Pergunto furioso.
Laís havia falado o que esse Pedro fez com ela, não é possível que ela o tenha perdoado.
- Sim, Pedro Santoro, o que deseja ? - Ele pergunta formalmente.
- Eu desejo falar com minha namorada - digo ríspido.
- Desculpe, ligou errado. Aqui é o celular de Laís Menezes, minha namorada, ach...
- Você não acha nada! - Grito furioso. - Devolva o celular a Laís agora!
- Desculpe, Laís está em um sono profundo, mas se quiser que eu deixe recado eu prometo dizer a ela. - Ele diz rindo.
- Filha da puta, eu vou matar você!
- Me ofender não vai mudar nada, afinal quem está aqui com ela sou eu, não você - ele diz rindo ainda mais.
- Não estou porque tenho o que fazer, não sou um desocupado como você. - Falo em resposta.
- Bem, não posso dá muita atenção a você, preciso cuidar de umas coisas que Laís pediu para mim fazer, tchau! - Ele diz desligando o celular.
Meus Deus! Como eu tava furioso. Laís teria que me explicar isso, não é possível que depois de tudo que ele fez ela ainda da bola pra ele. Filha de uma mãe! Desgraçado. Vou matar esse cara.
Chego em frete a GR6 e estaciono meu carro. Logo vejo Abel e Juninho conversando com Tavares.
- Iae tios - os cromprimento.
- Quanto tempo viado - Tavares fala.
- Pois é, a nega ficou doente.
- Byanca ? - Abel pergunta.
- Não, eu terminei com Byanca, estou com uma mina aí - respondo.
- Tu é rápido, né?! - Tavares diz rindo.
- Que nada - falo - Só me apaixonei.
- Olha, Livinho apaixonado - Tavares e Abel rir.
- Deixem ele em paz e vamos logo. Nosso voo vai sair daqui a uma hora e meia, não quero me atrasar. - Juninho diz.
- Onde vai ser ? - Pergunto.
- Sexta: Avenue, RG - Via Matarazzo ; Sábado: Juíz de Fora MG ; Domingo: Rei da Noite SP.
- Ok - respondo pegando minhas coisas e seguindo para o carro.

        - Ok - respondo pegando minhas coisas e seguindo para o carro

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

No caminho os caras colocaram a música de Gustavo Lima.

E quem me viu
Se visse hoje não acreditaria
Que o cachaceiro virou homem de família
E quem me viu
Se visse hoje não acreditaria
Que agora é só sorveteria

Eles ficaram cantando a música e me zoando. Eu ria a cada vez que os caras fazia uma versão do Gustavo Lima cantando, depois eles colocaram Luan Santana, Chuva de Arroz.

... Já falei pro meus amigos
Calma que eu não vou pirar
Já pirei
Me apaixonei perdidamente
E tudo que eu sei é que daqui pra frente
Vai ser nossa cidade
Nosso telefône
Nosso endereço
Nosso apartamento
Sabe aquela igreja ?
Tô aqui na frente imaginando chuva de arroz na gente

Graças a Deus, depois de muito bulliyng com minha pessoa, chegamos ao aeroporto.
Quando embarcamos eu resolvir tirar um cochilo enquanto viajava. Sabia que se eu ficasse acordado ficaria pensando no idiota do Pedro. E nesse momento tudo que eu não preciso é me estressar.

Crazy Life - Mc LivinhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora