Capítulo 23 - Laís

849 32 2
                                        

   Os lábios do Oliver se moviam delicadamente nos meus. Seus dedos passavam suavimente por meu rosto, passando pelas maçãs do meu rosto até minha coluna. Meu corpo todo tremia com seu toque, um fogo ardente acendeu-se dentro de mim. Meus pulmões lutavam por ar, me afastei do Oliver para respirar e ele me abraçou.
     - Você está bem meu amor ? - Ele pergunta.
     - Estou sim, só preciso respirar um pouco - respondo rindo.
     Era tão bom vê- lo ali, sentir seu corpo quente no meu. Poder tocá-lo e amá-lo, poder me perder em seus braços e me derreter com sua voz melancólica.
      - Você disse que sabe tocar ? - Ele se afasta um pouco de mim e me olha curioso.
      - Sim, meu pai me ensinou algumas coisas, depois tive aulas particulares.
      Livinho me leva para perto do piano e eu me sento. Levanto a madeira vermelha que cobria os teclados e aquecir meus dedos.
       Olhei para o Oliver, que não tirava os olhos de mim. Demostrando está absolutamente fascinado.
      Penso em que música tocar. Pensei em algo agrecivo, mas não achei adequado à noite. Poderia tocar Debussy, mas também não achei adequado à noite, fora o fato de que nunca conseguia me encaixar nas notas dele. Já sei!
      Bethoven!
      Coloquei meus dedos no piano e comecei a tocar minha favorita de Bethoven, Para Elisa. Uma linda melodia começou a entoar pela sala. Meus dedos se movimentavam no mesmo rítimo da música, calmamente e delicadamente. Gostava dessa porque o som era imprecionante. Sempre ficava emocionada tocando ou ouvindo a música. Amava tocar Bethoven, achava o estilo dele muito parecido com o meu.
      Ele tinha um toque peculiar.
     Modesto, simples, enegmático e sútil. A combinação perfeita de dois mundos!
      Oliver me olha boquiaberto quando termino de tocar. Ele bate palmas e eu me curvo diante dele mostrando está agradecida.
      - Você foi maravilhosa! - Ele exclama.
      - Nem tanto, seria mais emocionante se fosse o próprio Bethoven - falo dando de ombros.
      - Você foi demais Laís! Se já é linda sem fazer nada, tocando piano fica extremamente linda - ele insiste.
      - Você é suspeito a falar - digo indo te beijar.
      Ele me da um longo beijo.
      - Qualquer um diria o mesmo, você é talentosa demais. Por que nunca me contou que tocava ?
      - É um hobby meio particular - respondo - É meio que uma forma de ligação com meu pai.
      - Entendo - ele suspira - Vamos comer ?! Estou morrendo de fome.
       - Vamos sim, o que fez ?
       - Não fiz, pedi, cheguei um pouco tarde - ele me olha e faz biquinho.
       - Ooh, que pena, queria vê se você era bom de cozinha.
       - Eu sou, minha comida favorita é estrogonofe de frango, melhor prato que sei fazer.
        - E aposto que o único.
        - Eu aposto que você não consegue fritar um ovo sem se machucar.
        - Consigo com muito esforço, mas consigo.
        Livinho rir e vai até a cozinha, coloca algumas coisas para esquentar no microondas. Logo em seguida leva tigelas para fora e pedi para eu acompanhar.
      - Sente, por favor madame - ele pedi e puxa a cadeira para eu sentar.
      - Obrigada - agradeço com um sorriso.
       Ele volta para dentro da casa e volta em seguida com vinho italiano. Serve a mim e a ele.
     - Bom na petite.
     - Gracias.
     Comemos em silêncio, saboreando o prato delicioso que estava ali. Quando acabamos, Livinho contou o que aconteceu em Dianópolis, por que reagiu daquela forma. Depois falou de Byanca, que ela parece ter entendido que ele não queria mais nada com ela. Falou sobre os shows, como tem sido difícil para ele ficar longe de mim.
      - Trouxe uns biscoitos da sorte lá de São Paulo - Oliver diz se levantando e saído.
      Ele volta um minuto depois com uma cesta com biscoitos da sorte. Ele me entrega um com meu nome, amei o biscoito.
      - Abra e veja o que tem escrito - Livinho manda rindo.
       Abro o biscoite devagar, retiro o papel e abro. Não acreditava muito nessas coisas, mas o Oliver trouxe com tanto carinho. Me surpreendo com o que tá escrito quando leio.

       "Você quer casar comigo ?"

    Meus olhos se arregalam. Oliver se aproxima de mim, seus joelhos estão no chão e ele segura uma caixa. Ao abrir, vejo um anel lindo, havia uma safira no meio. Meus olhos se encheram de lágrimas.
      - O que significa isso ? - Pergunta soluçando.
      - Isso significa um pedido de casamento - ele responde emocionado - Eu, Oliver Decesary Santos, peço a você, Laís Menezes Anenberg, em casamento. Prometo ama-lá e respeita-lá, prometo está com você em todos os momentos na sua vida, na saúde ou na doença. Eu te peço, imploro na verdade, que aceite ser minha esposa.
      Meus olhos me traem e eu começo a chorar. Pulo em seus braços e o abraço, beijo ele perdidamente.
     - Sim, sim - sussurro em seu ouvido - Sim Oliver, eu aceito ser sua esposa, somente sua. Eu te amo.
     - Eu te amo.
     Livinho me pegou nos braços e caminhou até o quarto. Me jogou na cama e subio em mim, tirando minha roupa e em seguida a sua.
     Dessa vez nós fomos devagar. Deleitamos cada minuto de prazer. Seu corpo no meu, sua respiração se misturando com minha, seus dedos a cada centímetro do meu corpo. Nada ali importava, somente o nosso amor prevalecia.
     Nos amamos várias vezes, até que meu cansaço me dominou e meu corpo exigiu que eu dormisse.

         No dia seguinte acordei com os braços do Oliver em volta de mim. Ele dormia tranquilamente, parecia um anjo. Me esforcei o máximo para não acorda-lo, me levantei e vesti minhas roupas, fiquei uns minutos olhando ele dormir.
      Eu amava cada parte do seu corpo, para mim nada era imperfeito. Tudo fazia parte de seu charme, e naquele momento eu sabia o quanto era amada.
      Fui até a cozinha e preparei um café da manhã. Fiz café, pedi um bolo na recepção, peguei iorgute, frutas, pedi também que troxessem pães frescos, leite e suco. Uma mesa farta!
     Coloquei uma música baixa para poder escutar enquando cuidava das coisas.
      A voz de Byoncer cantando Crazy In Love me lembrou da noite passada. Estava tão destraída com meus pensamentos que não ouvir Oliver chegar e mudar de música.
     Ele colocou uma de Gabriela Aplin.
      - Bom dia - falo o beijando.
      - Bom dia - ele responde.
      - Dormiu bem ?
      - Você ainda pergunta ?!
      - Sei lá, vai que teve insônia.
      - Insônia eu tenho quando não estou dormindo com você.
      - Voc...
      Comecei a falar, mas a campanhia tocou. Fiquei surpresa porque tudo que havia pedido já tinha chegado. Oliver me olha confuso e vai atender.
     Vou para a varando, o sol tava lindo. A piscina estava convidativa, talvez chamasse o Oliver para tomarmos um banho.
     - O que você está fazendo aqui ? - Escuto a voz do Livinho se alterar.
     Alguém muito calmo responde, mas eu não escuto nada.
      - Vá embora daqui imediatamente! - Livinho grita irritado.
       Me levando e vou vê o que está acontecendo. Quando chego na sala vejo Pedro parado na porta, meu peito se enche de ar. O que ele faz aqui ?
      - Laís ? - Ele me vê e fala.
      Oliver olha para mim, seu olhar é de alguém muito furioso.
      - Mandi-o embora! - Ele pedi.
      Fico estatalada, não podia mandar o Pedro ir embora, ele deve ter algo importante a me dizer.
      - Oliver - digo pondo minha mãe no seu ombro - Se acalme, deixe o Pedro entrar.
      - Laís, você quer que ele estrague o nosso café da manhã ? - Livinho pergunta.
      - Desculpa cara, eu só vim porque queria falar muito com Laís, e Gutto disse que ela tava aqui, mas não mecionou seu nome. Foi mal, se eu atrapalho, posso ir embora, depois a gente se fala Laís. E desculpe.
       - Tchau! - Livinho o empurra.
       - Oliver para - o repreendo indo atrás de Pedro - Pedro espera! Venha tomar café com conosco e me conte porque veio a minha procura.
      - Não vou incomodar ? - Ele pergunta.
      O Pedro tava com olheiras, havia emagrecido mais e seus ombros deixavam bem claros o quanto ele estava para baixo.
       - Vai - Livinho suspira atrás de mim.
        O ignoro e digo:
       - Não, venha.
       Vamos todos para a varando. Nos servimos e Pedro começa a dizer o porquê veio me procurar. Ele contou que sua mãe estava em uma depressão horrível. Não comia, nem bebia direito, a cada dia ela estava ficando fraca. O Oliver passou a maior parte do tempo calado. Até que Pedro falou com ele.
      - Foi bonito a homenagem que fez para os Chapecoenses. - Ele elogia.
      - Obrigado - Oliver responde seco.
      - Agora tu vacilou batendo no fã - Pedro fala.
      - Se você passasse pelo o que eu passo não taria me julgando - Livinho responde mais seco ainda.
      - Quem julga é Deus, só dei minha opinião.
      - opiniões como a sua eu faço que nem os planfretos que acho na rua, amaço e jogo fora. - Livinho diz e se levanta da mesa. - Tenho um show para fazer, se me dão licença.
      Sigo o Oliver até a porta.
      - Tenha um bom show - digo a ele.
      - Meio difícil ter um bom show depois dessa manhã patética que tivemos. - Ele diz friamente.
      - Só por causa do Pedro ? - Pergunto irritanda. Que bobagem!
      - Laís, depois da noite maravilhosa que tivemos eu esperava um pouco de consideração da sua parte. - Livinho diz saindo.
      Nada me dói como isso, ele sair sem nem ao menos me dizer Tchau. Eu não queria magoa-lo, nem quero ferir  Pedro. Mas preciso deixar Pedro longe de mim, só assim o Oliver vai entender que eu tenho consideração por ele.
      Voltei para a varanda e cintinuei a conversar com Pedro.
                        ***
         
      Quero agradecer a todos q estão lendo minha história. Esse na foto é o intrigante Pedro. Peço aqueles q tiverem um tempinho, para comentar uq acham da história. Assim vou poder fazer mais! Obrigada!!!

Crazy Life - Mc LivinhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora