quarto

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4. dificuldades
JUNG HOSEOK

— Hoseok, você está devendo dois meses de aluguel, esse mês irá vencer daqui a duas semanas. Eu não posso ajudá-lo, meu marido vai me matar se souber. — a senhora Kwan me dizia.

Eu conseguia ver a pena brilhando nos olhos da idosa. Odiava que sentissem pena de mim, cheguei até onde estou porque me esforcei para conseguir e não por ter precisado da pena dos outros.

Eu era grato pela ajuda dela, já havia abaixado minha cabeça pra muita coisa, deixado meu orgulho ser pisado, não porque eu queria, mas pela minha irmãzinha.

— Oppa, vai pagar tudinho. — minha irmã fala segurando minha mão — Vamos, oppa, Sunny tá atrasada.

Não consegui me despedir da senhora.

Eu estava preocupado. Não tinha como pedir meu pagamento ao hospital que residia, talvez eu pegasse algum trabalho de meio período mas não havia tempo.

Por que eu escolhi medicina?

Logo um curso tão puxado — e caro. Pelo menos, se eu me desse bem poderia ganhar uma boa grana e dar o melhor à Sunny.

— Oppa, não se preocupa, Sunny vai vender todos os biscoitos de escoteira e ganhar muito dinheiro. — me diz assim que paramos em frente à escola.

— Seus melhores biscoitos? — pergunto tentando não apertar forte minha irmãzinha. Eu me sentia um péssimo irmão mais velho por deixá-la saber em qual condição nós vivíamos.

Não tínhamos dinheiro, às vezes faltava comida. Felizmente, eu tinha Taehyung e Jeongguk que me ajudavam. 

Sunny só estudava porque Taehyung não cobrava nenhuma mensalidade. Ah, claro, Taehyung tem uma pequena escola para crianças.

Além de que os remédios e tratamento custavam muito caro.

— Agora, oppa, você precisa trabalhar pra salvar vidas. — Sunny acenou parada em frente à porta de entrada.

Taehyung acenou para mim, se afastando das crianças.

— Você tem plantão hoje? — pergunta segurando a mão de Sunny. Assinto. — Nós vamos ficar com essa princesa então.

— Obrigado. — agradeço entregando a mochila para Tae — Os remédios extras e algumas roupas estão aí. Cuida bem dela.

— Sempre cuido.

Me ajoelho em frente à pequena garotinha de cabelos longos, olhos arredondados como o de nosso pai. Ela sorri mostrando as duas janelinhas e me abraça forte.

— Oppa, promete pra Sunny que vai salvar muitas vidas?

— Prometo. — sorrio mostrando meu dedo mindinho onde ela entrelaça junto ao seu pequenininho — Eu te amo, sunshine.

— Sunny também ama você, SeokSeok.

🐌🐌🐌

Me jogo na primeira cadeira que vejo. Pelo menos alguns minutos para descansar as pernas.

— Parece que você acabou de ter um orgasmo. — Seokjin, meu sênior, debocha.

— Queria eu todo esse cansaço ser resultado de um orgasmo. — falo massageando minhas têmporas e bebericando o café.

Não sei porque mas lembrei do garoto do bar. Faziam, o quê? Cinco dias desde que o acompanhei em sua vingança bem arquitetada?

De vez em quando me pegava relembrando o que havia acontecido, rindo sozinho por ter aceitado ir junto à ele.

INEFFABLE | yoonseokOnde histórias criam vida. Descubra agora