trigésimo nono

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39. por quê?
MIN YOONGI

— Isso é nojento. — digo julgando Hoseok colocar duas tigelas com leite em pó e farinha láctea.

— Isso é a melhor comida pós-orgasmo. — diz seriamente. Arqueio uma sobrancelha, descrente com seu tom firme.

Reviro os olhos, esperando ele terminar.

— Por que você vai colocar leite se já tem leite em pó? — pergunto confuso.

— Porque é mais gostoso. — diz como se fosse óbvio, reviro os olhos novamente.

Hoseok me entrega uma colher, sentando ao meu lado e esperando minha reação. Murmuro qualquer coisa enquanto coloco pouquinho na boca.

— Eu não acredito que tô comendo isso. — murmuro mais pra mim mesmo, no entendo Hoseok claramente me ouve e ri.

— Você vai me pedir pra comer isso depois de todos os orgasmos. — diz com convicção, um sorriso brincalhão e eu seguro a vontade contínua de revirar os olhos.

— Você é irritante. — retruco, colocando uma colher cheia na boca pra esconder a vontade de sorrir.

— E eu sou perdidamente apaixonado por você. — pisca pra mim, sorrindo ainda mais ao ver o rubor em minhas bochechas. Pego minha comida e saio da cozinha sem responder.

Escuto a gargalhada alta de Hoseok enquanto ele me segue.

Idiota.

— Se você continuar dando uma de engraçadinho, eu vou te chutar. — ameaço, caindo no sofá e chutando minhas pernas no ar para mostrá-lo do que era capaz.

Hoseok deixa o tigela sobre o centro, segurando meus pés e fazendo cócegas neles. Faço uma careta, rindo com a sensação engraçada e tentando chutá-lo para longe.

— P-Para. — peço rindo audivelmente. Provavelmente a risada mais alta da minha vida, sem exageros.

Hoseok para imediatamente, suspiro aliaviado procurando recuperar meu fôlego. Ele morde com força minha panturrilha, choramingo de dor.

— Isso dói. — murmuro, vendo quando ele deixa uma mordida ainda mais forte seguida de um chupão — Seok-ah!

Hoseok não me escuta dessa vez e deixa mais mordidas, subindo até a parte interna das minhas coxas. Eu usava uma camiseta sua, facilitando Puxo seus cabelos para afastá-lo, sentindo um pouco de cócegas.

Ele ri, me obedecendo. Tenho seu rosto nas minhas mãos, meus polegares suas bochechas e as aperto como se ele fosse uma criancinha adorável. Seu sorriso aumenta, juntamente com sua risada e faz um bico infantil.

— Eu sou fofo?

— Não. — nego, soltando suas bochechas e as acariciando, haviam marquinhas avermelhadas pelo aperto e aproveito para beijá-las.

— Diz, Yoongie. — pede usando um tom infantil e meigo.

Bufo, pressionando suas bochechas com minha palma aberta, formando uma careta engraçada em seu rosto. Droga, ele continuava lindo daquele maneira, algo me dizia que Hoseok sempre seria lindo no meu ponto de vista não importa como.

— Eu te odeio. — sussurro, soltando suas bochechas e escondendo meu rosto em uma almofada.

— Se você não disser, eu vou ficar te irritando. — fala rindo. Ele joga a almofada no chão e obriga a olhá-lo.

— Como se você já não fizesse isso. — argumento aborrecido. Eu sabia que Hoseok não largaria do meu pé enquanto eu não confessasse.

E não era como se não estivesse e evidente meus sentimentos, afinal eu não havia feito tudo para conquistá-lo se não fosse apaixonado.

— Eu também sou perdidamente apaixonado por você. Satisfeito? — dou o braço a torcer, com uma expressão fechada e um fico chateado.

Hoseok assente, claramente contente.
— Bom garoto.

— Não sou seu cachorro, sai daqui. — tento empurrá-lo mas Hoseok era mais forte e não move um músculo.

Ele beija meu nariz — o que faz guinchar irritado, mas na verdade eu achei adorável — e meus lábios com extremo carinho. Sorria entre o beijo, mostrando o quanto estava feliz e eu não me dei conta quando sorri junto.

💫💫💫

Era madrugada e nós estávamos deitados no sofá, Hoseok entre minhas pernas e a cabeça descansando no meu peito, conversavamos sobre assuntos aleatórios, levantando discussões sobre assuntos sem a menor importância mas era gostoso e divertido, nunca ficava entediante ouvir Hoseok falar pelos cotovelos.

Nossas comidas haviam sido esquecidas, deixadas completamente de lado enquanto dividimos nosso tempo entre diálogos — que estavam mais para monólogos da parte de Hoseok — e pequenas interrupções para beijos. Era um ciclo.

— Nós precisamos dormir, eu tenho que trabalhar mais tarde. — comenta, olhando o relógio na parede e bocejando. Abraço seu pescoço e minhas pernas prendem sua cintura.

— Me leva pra cama. — peço com um bico manhoso.

Hoseok não reclama ou nega aquele capricho meu, prontamente me segura em seu colo e me leva ao seu quarto, me deixando sobre a cama e deitando ao meu lado.

— Seok. — chamo após alguns segundos em silêncio — Você dormiu?

— Não. — murmura sonolento, virando para ficar de frente para o meu rosto, ele se aconchega no meu corpo e eu abraça minha cintura com sua perna.

— Sabe, minha mãe quer te conhecer. — sussurro, com medo de sua resposta.

— Como? — ele fala embolado, nitidamente com sono. Suspiro, afastando seus cabelos alaranjados de sua testa.

Havia apenas escuridão no quarto, uma pequena luz entrava pela janela através das cortinas, provavelmente era o poste no lado de fora, mas aquela iluminação tímida parecia deixar Hoseok ainda mais belo.

Seu rosto se encontrava sereno e seus cabelos eram tão macios.

Droga, eu realmente estou perdidamente apaixonado por ele. E eu sabia disso antes, mas por que parece que meu coração não consegue parar de bater descontrolado como se quisesse sair do meu peito.

E por que eu queria falar milhares de coisas? E por que eu não conseguia?

— Eu comentei que conheci alguém e ela quer te conhecer. Você se importa de jantarmos juntos na sexta?

Ele demora para responder, por um momento me preocupo com a possibilidade de já ter pego no sono.

— Tudo bem. — sussurra, me apertando mais contra seu corpo.

Beijo sua testa, sussurrando tão silenciosamente que poderia dormir, que temo não ter sido escutado. Fico acordado por mais minutos, talvez horas, não tenho certeza, não havia relógio comigo mas quando percebo a claridade era mais nítida, constato então, ao olhar pela janela, que o sol já nascia.

Eu havia passado tanto tempo pensando que ao menos compreendia o que pensei.

Provavelmente, logo Hoseok teria que acordar para o trabalho mas eu queria continuar na cama ao seu lado, mesmo que ele continuasse a dormir. Eu queria eternizar o momento, os momentos de nós dois juntos.

Especialmente porque eu temia a reação dos meus pais. Eles eram difíceis, meu pai principalmente e por mais que Hoseok tivesse um futuro promissor na Medicina — eu sabia e acreditava em seu potencial — meu pai visava um status para manter o nome da família intacto.

E eu temia que Hoseok não fosse capaz de se achar suficiente para mim com a possível pressão.

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capítulo fofinho, mas logo mais começa as tretas vamo ver o que vai dar

INEFFABLE | yoonseokOnde histórias criam vida. Descubra agora