Como sendo extremamente organizada, ver alguém mexendo em minhas coisas era o fim e no momento eu estava sendo praticamente torturada, ao ver alguns agentes checando o setor administrativo a procura de alguma falha ou até mesmo alguma pista. Após a morte de José, foi decretado luto de 3 dias no Grande Shopping.
Voltando a rotina (contrariando Hélio) me deparo com o meu setor de ponta cabeça, quando se tem dinheiro, investigam até o fio de cabelo dos funcionários.
Depoimentos começaram a serem tomados no mesmo dia que o enterro. Porém, até agora nenhuma novidade, a notícia que estava circulando em todos os veículos de comunicação continham a informação de que o grande empresário José Sanchez havia sido assassinado com um tiro certeiro no coração, estando em sua própria casa, sem testemunhas, sem rastros, a que tudo indica foi serviço profissional.
Deixei de fuzilar com os olhos os agentes quando meu celular tocou, era uma mensagem de Renata dizendo que ela e Alice já estavam me esperando para almoçar.
Tudo o que eu precisava, um pouco de distração, já que logo depois teríamos uma reunião para decidir que fim levará o diretório da empresa.
Em meio a multidão na praça de alimentação, avistei as duas, me aproximei.
-...foi o que Zé me disse, ele e Hélio conversaram e essa seria a melhor decisão no momento.- escutei metade da fala de Alice.
-Pode até ser, mas ela irá surtar.- Renata continuou o diálogo.
-Que decisão e quem vai surtar?- perguntei e notei susto das duas que antes não haviam percebido a minha presença.
-Caramba Bia, está pegando a mesma mania do Hélio de chegar de mansinho.- Renata exclamou de modo demasiadamente dramático.
-Senta aí Bia, já fiz seu pedido do jeito que queria.
-Obrigada Alice, sobre o que estavam falando?- as duas se entreolharam- Vão deixar mesmo uma grávida curiosa?
-Falando em grávida-Alice começou mudando de assunto- Tenho um presente pro nosso mini bombeiro.
- Nosso? Ainda falta um bom tempo para descobrir o sexo.
-Eu tenho certeza que será um menino.- disse convencida enquanto me entregava uma sacola com letrinhas coloridas e divertidas.
Agradeci empolgada com o primeiro presente que meu bebê receberia, meus olhos se encheram de lágrimas ao ver o minúsculo macacão branco com um delicado desenho de um ursinho vestido de bombeiro.
-Que coisa mais fofa.- Renata suspirou ao meu lado, limpou rapidamente uma lágrima que escorreu.
-Renat…
-Relaxa Bia, eu estou bem. Olha só, finalmente a comida chegou.- sorriu para mim, era notável sua vontade de ser mãe, impossível não se sensibilizar, ainda mais no meu estado, com ela que já tentou várias vezes e nunca conseguiu...e eu que por um descuido já tenho uma criaturinha crescendo dentro de mim.
A comida foi muito bem vinda, o que não era novidade já que eu estava praticamente comendo tudo ao meu redor.
-Sua tentativa de distração foi ótima Alice, mas ainda quero saber sobre o que falavam.
-Bia...-ela começou hesitante- Hélio logo te contará, eu não deveria me meter, me lembro do enterro como ele pode ficar quando está com raiva, não quero correr o risco.
-A Bia não reclama do lado dele bravo não.- Renata brincou movendo sugestivamente as sobrancelhas.
-Cheia das graças né.
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Meu Vizinho Bombeiro
Romance"Terrivelmente sedutor...esse era Meu Vizinho Bombeiro." - Bia. "Não tenho medo de me queimar, só não suporto perder você, minha Fênix." -Hélio. Completamente opostos. Intensidade a primeira vista, mas tudo em excesso faz mal...será? Faíscas saem a...
