Tudo o que ela tinha era um antigo porta retrato empoeirado, com uma foto velha e lembranças amargas. Mais e se o passado voltasse novamente trazendo novos pedaços de uma historia mal resolvida? Foi o que aconteceu com Alexandra Woods quando ela viu...
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Clarke e Bellamy conversaram sobre o que havia acontecido, e o rapaz tentou acalma-la. Ele conhecia o passado de Clarke e mesmo assim ficara ao seu lado, primeiro como amigo e com tempo acabara sendo, apoio nas horas difíceis, e depois algo mais.
— Clarke se acalme. — Bellamy falava esfregando as costas de Clarke.
— Como me acalmar Bell, ela quer tirar meu filho de mim.
— Ele é filho dela também Clarke.
— Não, não é. Aiden é meu filho. Aquela mulher o rejeitou no primeiro problema, e agora ela não tem direitos sobre ele. Eu sou a mãe e você o pai, o máximo que Aiden tem dos Woods são traços genéticos e nada mais. — A loira respondeu transtornada.
— Eu amo nosso garoto Clarke, você sabe disso não é?
—Eu sei. Então promete não nos deixar Bell.
— Eu não vou, estarei aqui com você sempre, não importa a forma. — Bellamy confirmou abraçando Clarke em seguida.
A loira estava apreensiva e com medo de perder seu trabalho, era algo que si muito monótono e o pagamento deixava claro o quanto era dispendioso manter Aiden na creche o dia inteiro, e ao menos ele ficava perto dela e podia vê-lo sempre que precisasse. O local onde moravam era desconfortável e pequeno era quase miserável, mas eles tinham Bellamy estavam juntos como e família. Tinham uns aos outros e não precisavam de Lexa em suas vidas.
E Clarke estava certa de que quando Lexa se recuperasse do choque que era ter visto ela e seu filho, não ia desejar qualquer tipo de aproximação. Já na rua andando com filho para fazer as comprar do dia Clarke foi chamada atenção pelo garotinho.
— Mamãe o moço glandão esta seguindo a gente. — Aiden informou.
— Ele não é um moço glandão, é um homem adulto filho. — Clarke o corrigiu, mas se recusou a olhar na direção de Gutus. Ela recusava a olhar para homem.
Ainda sim o medo e o calafrio novamente vinham à tona, a sombria constatação de que ela estava mentindo para si mesma, quando acreditava que Lexa a deixaria em paz sem saber a verdade sobre Aiden. Lexa pensava. E ela era insistente.
***
— Safada, uma mentirosa e traiçoeira isso que Clarke era. — Lexa resmungava.
Ela estava sentada atrás de sua mesa, murmurando insultos silenciosos à foto em seu antigo porta retrato, encarava o retrato se lembrando de no vivera no dia em que foto foi tirada. A dor a matava por dentro e vontade de volta aqueles momentos era imensa. Clarke parecia tão doce, tão adorável e inocente, que a morena queria chorar. Ela olhou para computador e abriu uma foto de Aiden sorrindo, e uma vez sentiu uma perturbação em sua alma, uma sensação estranha que a corroía por dentro.
— O que você acha Gutus? E meu filho ou semelhança que tem com os Woods é porque é filho daquele maldito do Carl? – Lexa perguntou ao seu guarda costa. Gutus deu os ombros.
— Se o niño for mesmo de Carl, teve sorte de puxar os genes menos safados do pai. — O guarda costas afirmou de forma seca antes de continuar. — O niño tem sua boca, seus olhos, e pelo que pude ver... Tem também sua teimosia e seu senso de humor senhora Woods.
Gutus se lembrava de como o menino o tinha observado por todo o caminho sempre com sorriso no rosto. E quando Clarke e ele entraram no prédio ele se virara e dissera. “Tchau moço glandão!” antes de ser levado para dentro, rindo, e Clarke que se recusava a encarar Gutus. Lexa não se considerava nem um pouco de bom humor ao olhar a foto da criança. Era como se aqueles pequenos olhos verdes estabelecessem um elo forte com os seus. Podia sentir bem no fundo se sua cabeça, Aiden era seu filho.
— Ele é meu filho, eu posso sentir isso em cada fibra do meu corpo. — Ela afirmava bruscamente.
— Sí. — Gutus assentiu. Lexa queria um motivo pelo simples fato de seu guarda costas confirmar sua suposição a fez sorrir.
— Então vá para creche e fique de olho no menino. — Ordenou. E pela primeira vez em anos Gutus se assustou com uma ordem de sua patroa.
— Quer mesmo que eu passe a tarde toda em uma creche cheia... De niños? Gutus parecia horrorizado, pois não tinha o menor jeito com crianças.
— E em quem mais poderia confiar a segurança do menino ate decidir o que faço?
— O niño não ira a lugar nenhum sem sua madre! Ela... Lexa se levantou demonstrando sua insegurança e preocupação.
— Ela pode fugir com o menino. — Ela murmurou. — Não posso deixar que ela, desapareça sem que eu saiba a verdade.
Gutus ficou quieto. Ele podia não gostar nem um pouco da ideia de ter que viajar crianças ou das ordens dadas por Lexa, mas sabia que ela tinha razão. Com certa apreensão encolheu os ombros largos, e se dirigiu a porta.
— Gutus sabe me dizer por onde Carl tem andado nos últimos anos? — Lexa perguntou antes que ele saísse. Gutus parou e respondeu.
— Ouvi dizer que casou com uma Duquesa e esta de férias no Havaí.
— Faça com que ele continue por lá. — Lexa ordenou. — Ameace, ofereça dinheiro, faça o que precisar.
No mesmo instante sentiu um nó na garganta e só de pensar em dar a seu primo um euro para que não se aproximasse de Clarke e Aiden sua raiva aumentava. Porque sabia se ele soubesse da existência do menino iria chantagea-la para sempre. — Eu não quero que ele, sabia que Clarke teve um filho.
— E se ele descobrir algo? — Gutus perguntava meio surpresa.
Carl tinha sido afastado da família Woods por ser um vigarista e mau caráter, ele não tinha contato nem com a própria mãe.
— Ele só descobrira como o resto do mundo fará isso. — Disse Lexa. — Eu vou anunciar publicamente que tenho um filho e que em breve vou me casar com mãe dele. Lexa ficou em silencio, então Gutus disse com cautela.
— Não esta sendo precipitada patroa.
O olhar gélido daquele par de olhos verdes se dirigiu ao guarda costas com uma expressão seria e sua respiração se suavizou.
— Eu sei que preciso de provas.
— É bom ter certeza Senhora Woods, para não se arrepender no futuro.
— O garoto é meu filho Gutus eu tenho essa certeza em meu coração. Mas sei que se quiser ter um lugar na vida dele, terei que levar a mãe junto.
— Bom terá que dizer isso aquela mujer patroa. – Gutus afirmou secamente.
— É o que farei meu caro.
— Então precisa saber que ela já é casada patroa. E o niño tem o homem como seu pai. Por isso digo que talvez esteja se precipitando em suas afirmações.
Aquela informação havia pegado a empresária totalmente desprevenida Clarke estava casada? A sua Clarke tinha alguém? E o que faria agora? Porque mesmo com todas as evidencias apontando contra seu coração dizia que Aiden era seu. E pela primeira vez ela conseguia admitir para si mesma mesmo se odiando por isso ela ainda amava Clarke Griffin, e na verdade nunca havia deixado de amar. O porta retrato com a foto antiga delas que a morena admirava todos os dias era prova disso. Vivera anos com dor das lembranças e agora descobrira que Clarke tinha superado e seguido em frente, enquanto ela não. Precisa pensar precisar decidir tantas coisas, mas a questão era como tomar decisões sem machucar a ninguém. E principal não magoar Aiden no meio dessa confusão.