Tudo o que ela tinha era um antigo porta retrato empoeirado, com uma foto velha e lembranças amargas. Mais e se o passado voltasse novamente trazendo novos pedaços de uma historia mal resolvida? Foi o que aconteceu com Alexandra Woods quando ela viu...
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Tudo estava fora de controle, seu cérebro entrou em estado de alerta. Murmurando algumas coisas sem nexo, Clarke apenas jogou o celular dentro da bolsa, se levantou arrumando a roupa de qualquer jeito, tentando se acalmar, antes de abrir a porta do banheiro. Foi recebida do lado de fora por vários rostos impacientes... Rosto que se assustaram ao reconhecê-la. Clarke corou rapidamente sentindo como se tivesse feito algo errado. Mas ela sabia que era, apenas pelo grande tempo que tinha ficado trancada dentro do banheiro e por isso todas as encaravam, com certa curiosidade. Era de esperar já que ela era a mulher que fora abordada por Alexandra Woods no saguão da Honey.
— Você conhece Lexa Woods? — Alguém questionou Clarke enquanto ela lavava as mãos.
— Não. — Ela respondeu querendo que aquilo fosse verdade.
— Então ela deve estar interessada em você? — Mais alguém indagou.
— Eu não acredito, que a milionária Lexa Woods deu em cima de você. E você a ignorou Clarke, como faz com todo mundo que se aproxima de você. E por isso que ela estava zangada e depois você saiu ás pressas?
— Ela ficou zangada é? — Clarke rebateu.
— Com os olhos frios como cumes de neve de um gigantesco vulcão. — Alguém descreveu.
Clarke secou as mãos e sorriu imaginando Lexa tendo um ataque de fúria, e tendo pena de quem fosse atura-la. Ela mesma tinha passado por isso diversas vezes e sabia bem que a morena virava a cão quando estava com raiva. E o problema de Lexa era mistura de sangue quente espanhol e a gélida sofisticação. E se ela ficava de mau humor poderia assumir tanto uma postura gélida quanto uma inflamada que faria que estivesse a sua volta temer pela própria pele... Ou por outras partes de seu corpo. E as outras partes teimavam e estremeciam tanto que Clarke precisou fechar as coxas para se controlar. Ela se reprimiu e tentava não pensar em Lexa Woods daquela forma, mas era impossível.
— Ela ficou mesmo incomodada quando viu seu filho Clarke? — A pergunta ansiosa veio de uma das mães que tinham crianças na creche. — E se ela não gostar de crianças vai mandar fechar a creche, não sei como...
— Confie em mim Lexa Woods não é tão má assim, ou antiquada.
Clarke se ouviu dizendo aquela frase com tanta convicção e um pouco de sarcasmo que na mesma hora se arrependeu e desejou ter ficado calada. Todos no banheiro ficaram estáticos olhando para ela.
— Então você realmente a conhece!
— Não, não a conheço. — Mas era impossível negar, já que suas bochechas tinham ficado vermelhas e quentes. Ela demonstrava estar envergonhada e sem saber o que fazer naquele momento.
—Clarke ela ficou completamente paralisada quando te encontrou no saguão. Como se te conhecesse há anos, eu estava lá e vi tudo acontecer. Pensei ate mesmo que ela iria agredi-la ali mesmo.