Capítulo 11

53 3 0
                                        

                             ~ 👄 ~

-David Scott

    Está nervosa! Seu coração está descompassado e sua respiração acelerada. Suas bochechas ficam rosadas  quando nossos olhares se cruzam e então ela se vira de costas para mim.
    Stephanie fecha a porta ao se retirar e um silêncio predomina a sala.
_ Amanda!_ chamo. Ela se vira para mim após alguns segundos e nossos olhares se encontram. Mergulho em sua beleza e seu olhar profundo. Daria tudo para saber no que ela está pensando agora._ Sente-se._ falo, saindo do transe. Ela se senta a minha frente. Ainda está nervosa! Os pêlos do seu pescoço estão eriçados e seus nervos parecem querer saltar pela pele. A respiração acelerada até tenta se regularizar, mas arfa em rápidos e baixos suspiros. Seu corpo praticamente implora pelo meu e eu correspondo atentamente a isso.

_ O que quer falar comigo?_ pergunta, tentando se livrar do nervosismo. Mas não consegue, é nítido!
Sua boquinha rosada e entreaberta me faz perder o foco. Me perco em sua beleza.
Como queria agarra-lá nesse momento e dizer que não consigo parar de pensar na noite passada. Queria implorar para retomarmos de onde paramos e dar a ela o melhor sexo que teria na vida. Me dedicar a lhe dar prazeres que seu corpo nunca antes poderia ter experimentado. A julgar pela noite passada, ela deve ter tido poucas transas em sua vida. Mas sabe provocar um homem!
_Como está?_pergunto curioso. Ela me encara com a testa enrugada, parecendo impaciente.

_ Vá direto ao ponto, Sr. Scott._ responde rude._ Acho que não me chamou aqui para saber como estou!

_ Na verdade, eu quero saber sim._ falo nervoso. Como ela é petulante. Me desafia e isso me irrita nela._ Caso tenha se esquecido, sou eu quem manda aqui!_ falo ríspido. Me levanto e apoio às mãos sobre a mesa, encarando-a impaciente. Ela me olha com raiva e esquiva o olhar para uma prateleira de livros ao lado.

_ Acho que é meio óbvio. Eu não poderia estar bem neste lugar!_ fala convicta. Volta a me encarar com um olhar de desprezo. Isso me deixa louco!

_ Pois bem, senhorita!_ desdenho. Volto a me sentar. _ Acredito que o assunto que quero tratar seja de seu interesse então._ falo revirando alguns papéis. Sinto o olhar dela sobre mim. Sinto sua fúria sem sequer olhá-la. Pego um papel e ergo para ela.

_ O que é isso?_ pergunta tomando o papel de minha mão. Olha para ele com curiosidade.

_ Seu contrato. Não sei se posso chamar assim_ falo rindo. Ela me olha com repulsa._ Isso é o que você me deve._ falo retomando minha postura séria. Encaro suas expressões e parece confusa._ De acordo com os meus cálculos, se trabalhar para mim durante cinco anos sua dívida estará quitada._explico. Ela me olha com um sorriso sarcástico.

_ Dívida com você?_ desdenha._ Se você ligar para o meu pai, eu te garanto que ele dará um jeito de arrumar esse dinheiro. Por favor, me deixa ir. Liga para ele!_ diz rapidamente, nervosa.

_ Não existe essa possibilidade!_ respondo.

_ O meu pai trabalha para uma empresa muito conceituada. O chefe dele o ajudaria com toda certeza. Meu pai trabalha há anos para essa empresa, eles vão te pagar esse dinheiro. Por favor, liga para o meu pai._ fala desesperada. Mal sabe ela!

_ Acho que você não entendeu ainda. Quem vai pagar essa dívida é você e não seu papaizinho._ falo ríspido.

_ Mas que DROGA!!!_esbraveja se levantando. Anda em direção à porta e para de costas para mim._ Você me sequestra, quer que eu pague uma dívida que não tenho com você e não aceita que paguem pela minha liberdade. NÃO ENTENDO!_ diz agarrando os dedos entre seus cabelos, puxando-os para trás. Me levanto e me aproximo dela, ficando logo atrás. Admiro suas curvas enquanto está estática e ainda de costas para mim. Sua bunda apertada dentro da calça jeans chama minha total atenção, reviro os olhos e passo as mãos em meu rosto para tentar esquecer o quanto ela fica sexy em qualquer roupa.

_ Al..Amanda!_chamo. Sem obter resposta, continuo._ Sei que está irritada, mas o quanto antes aceitar que essa será sua nova realidade, melhor será._falo tocando seu ombro. Ela se vira repentinamente e me olha de uma forma que não consigo descrever. Estou ficando louco ou ela me olha com desejo.

_ Se vou ficar aqui, quero sair o quanto antes._fala provocante.

_ Do que você está falando?_ pergunto confuso.

_ O que eu tenho que fazer pra diminuir esse tempo? Não vou ficar cinco anos presa aqui!_ fala friamente. Fico alguns segundos sem saber o que dizer. Admito que estou sentindo um tesão da porra com o olhar provocativo que ela me lança, mas consigo ceder aos pedidos do meu corpo. Como ela pôde se mostrar tão fácil assim? Sabia que era como todas as outras mulheres. Ela é fácil e desequilibrada.

_ Quem diria!_falo me afastando. Volto para minha cadeira e me sento nela.

_ Quem diria o quê?_ fala se aproximando da mesa.

_ Nada._ respondo abaixando a cabeça._ Faça o que quiser! Stephanie marcará os pontos de trabalhos e serão descontados na dívida, consequentemente no tempo._ ficamos em silêncio por alguns segundos e então concluo._ Pode ir, senhorita Romero. Qualquer dúvida fale com Stephanie._digo sem olhar para ela. Percebo seu olhar sobre mim por alguns segundos, mas logo ela se distancia. Ouço a porta abrir e em seguida se fechar.
Não pensei que fosse ser tão rápido. Por um segundo pensei que ela fosse diferente, que fosse relutar mais. Mas é como todas as outras mulheres, na primeira oportunidade se deitam com centenas de homens. São facilmente persuadidas. Mas foi bom isso acontecer, me fez lembrar de que posso ter a mulher que eu quiser e com ela não é diferente.

-Alicia Evans

    Como ele é ridículo.  Não sei como pude sentir alguma atração por aquele homem machista e imoral. Como eu fui ridícula. Mas agora ele ficará longe de mim. Sei que não gosta de mulheres fáceis. E isso é repugnante, pois ele é um homem extremamente fácil. Só sinto nojo agora! Vou me concentrar em sair daqui.
    Ando pelos corredores do bordel de volta para o meu quarto.
    Matei o resto do tempo em meu quarto, pensando em um plano infalível para escapar desse lugar. A minha bagagem literária me ensinou que preciso ter paciência nas dificuldades da vida. Pois o desespero nos limita e impede de atingir os objetivos de forma eficiente. A partir de agora eu serei uma personagem impecável. Vou deixar os meus sentimentos de lado e só deixarei a personagem quando estiver longe daqui.

Meu ímpeto: Prazer (Livro 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora