Capítulo 18

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Júlio havia acordado cedo no domingo e seguiu para a cozinha, quando viu Lúcio entrando pela porta da área de lazer. Ele franziu a testa, e encostou-se ao balcão, enquanto irmão vinha em sua direção.

— Bom dia. Dormiu lá fora? — Ele questionou, ainda bocejando.

— É... Fiquei assistindo filme e acabei dormindo. — Passou pelo irmão, indo em direção a geladeira — E você? Não saiu ontem, e está de pé essa hora. O que está acontecendo?

— Eu estava cansado... — Júlio se espreguiçou — Minha cabeça estava me matando ontem. Fiquei esperando pela Larissa, para ver se ela queria sair comigo, e acabei dormindo. O Igor passou a madrugada mandando mensagem... — bufou uma risada, e foi até a máquina de café — Ele e o Fernandes estavam bêbados e encheram o saco.

— Esse Fernandes é um idiota — Lúcio murmurou — Não sei como você consegue conviver com ele.

— Acho ele de boa — o outro deu de ombros — A única coisa que fiquei um pouco incomodado, foi um comentário que ele fez sobre a Larissa. E também, já o vi dando umas olhadas... Pô, o cara sabe que eu estou ficando com ela e mesmo assim fica de olho? É muita sacanagem.

— Hum. — Ele murmurou, enquanto pegava um pão e se sentava no balcão. Em silêncio, para evitar que ele prosseguisse com o assunto.

— Me diz uma coisa... — O irmão pediu, ainda distraído, fazendo o café — Você que paga algumas disciplinas com ela, já a viu com outro cara? Ou sabe se ela tem ficado com alguém?

— Eu mal falo com ela, Júlio. Não tenho como saber. — Lúcio exclamou, irritando-se — E não me faça descobrir isso. É mais fácil você conversar com ela.

— É que... Sei lá. — Ele estalou a língua — Eu estou muito a fim, mas não sei se ela está, sabe? Não consigo ficar com outras garotas, porque toda hora estou pensando nela... Só que, e se ela estiver ficando com outro cara? Não que ela não possa, porque não temos nada, mas... Ah droga, é uma merda. — Ele grunhiu, e virou-se para o irmão, segurando sua xícara de café.

— Não sei opinar. — Lúcio apenas suspirou pesado, e levou o copo de achocolatado até seus lábios.

— Você acha que seria precipitado pensar em relacionamento? — Ele cerrou os olhos, encarando o irmão, que engoliu seco.

— Você quer namorar uma pirralha que você ficou duas vezes? — O outro arqueou as sobrancelhas, estando surpreso, e chocado.

— Cara, eu estou apaixonado por essa garota... — Júlio bufou um sorriso e agitou a cabeça para os lados, e então Lúcio desceu do banco, se negando a ouvir aquilo — Não quero ficar atrás dela, para não a sufocar, mas é que...

— Bom, a vida é tua, então você que sabe a merda que quer fazer com ela... — Ele resmungou, pegou o copo e seu pão, dando a volta pelo balcão — Vou subir para dormir mais um pouco

Ao subir para seu quarto, Lúcio jogou-se na cama, com as palavras do irmão em sua cabeça. Ficou um tempo pensando em como deveria lidar com tudo aquilo, uma vez que flashs da noite com Larissa não saía de sua mente. Ele sabia que precisava se afastar da loira, pelo irmão e por Ana, mas cada vez mais, sentia a necessidade de ter a garota por perto. Era algo que ele não estava conseguindo controlar.

Virou-se para o lado, e fechou os olhos, para tirar um cochilo, e quando acordou, foi a procura do irmão, para saber o que iriam almoçar. Entrou em seu quarto, e deparou-se com ele vazio, mas conseguia ouvir o barulho do chuveiro ligado. Sentou-se na cama, para esperar por ele, quando o celular de Júlio começou a apitar, indicando mensagens.

Em dose duplaOnde histórias criam vida. Descubra agora