capítulo 19

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Verônica S. Miller
Levanto-me da cama, pego o celular que Adrian deixou comigo e vejo que se passaram
somente quarenta minutos desde que saiu. Vou até o banheiro, ligo a torneira e jogo uma água
no rosto para refrescar. O dia está quente e estou quase cogitando a ideia de me jogar na
piscina com Terry.
Decido desfazer as malas, mas, antes, abro as cortinas e vou até a varanda. É linda a
paisagem. Daqui posso ver a piscina e o mar. O cheiro da maresia invade minhas narinas,
fecho os olhos quando sinto a leve brisa tocar meu rosto.
A casa é enorme. Linda. Nunca vi tanta beleza. Tudo perfeitamente decorado. Entro no
quarto e vejo algumas fotos em cima da cômoda. Todas de Adrian com a família.
Volto minha atenção para as malas e decido colocar um biquíni. Não quero perder a
diversão.
Coloco meu biquíni vermelho, pego uma saída de banho e uma toalha. Saio descalça do
quarto e me aventuro nos corredores enorme da mansão. Desço as escadas, atravesso a sala e
saio pela porta enorme de vidro. Caminho até a piscina onde vejo Terry tomando sol na
espreguiçadeira.
— Pensei que tivesse ido com eles – ela diz colocando as mãos na frente do rosto,
bloqueando o sol.
Sento-me ao seu lado e respondo:
— Não. Dormi um pouco. Não queria atrapalhar a diversão deles.
— Que tal um mergulho? – ela sorri.
— Não sei nadar. – digo e ela ri.
— Bom, você pode ficar na parte rasa.
— Tudo bem – digo. Alguma hora eu teria que vencer esse meu trauma.
Ficamos um bom tempo juntas na água, conversando e rindo da nossa noite no cassino em
Las Vegas. Ficamos relembrando como Adrian e Jonas ficaram enciumados quando viram que
estávamos babando por Ben Affleck que também estava lá com sua esposa. Rimos das nossas
palhaçadas e de uma trapaça que Jonas fez contando as cartas para ganhar o jogo.
Depois de algum tempo, decido sair da piscina para tomar um suco.
— Terry, eu vou sair um pouco – digo.
— Eu já vou também – ela diz.
— Vou buscar algo para beber. Está muito calor.
Saio da piscina e me seco na toalha. Coloco minha saída de banho e entro na casa. Dou
alguns passos e a velha vem em meu encalço.
— Estou vendo que está se divertindo – ela diz se aproximando.
— É. Estou sim – sorrio.
— Sabe Verônica – fala pausadamente me medindo de cima a baixo olhando-me com
desprezo. — Não me agrada ter um tipo de mulher como você em minha casa. Achei que
tivesse sido clara quando disse que a queria longe do meu filho.
Olho para ela e tento contar até dez, mas ela continua com seu ataque.
— É ridículo ver o seu desespero. Sabe que essas suas artimanhas para prender meu filho a
você, não irão funcionar – ela se vira caminhando até o bar e se serve de um pouco de uísque.
— Não entendi – digo com ironia.
— Ah querida. Você entendeu sim. Adrian pode ser idiota, mas eu não sou. Esse golpe de
se parecer como a Sara. Até pintou o cabelo para ficar idêntica.
— Você não sabe de nada – digo e quero voar na jugular dessa víbora.
— E parece que você também não – ela sorri dando um gole generoso em sua bebida. —
Mesmo que tente parecer com ela, ele nunca vai amá-la. Sempre verá em você, a mulher que
ele realmente ama. Na verdade, Verônica... Para ele, você é só um reflexo dela. É ela quem
ele sempre vai amar – ela me deixa furiosa. Ela quer me desestabilizar. Maldita! — Minha
opinião sobre tudo isso é que ele projeta em você tudo que ele perdeu, inclusive Sara. Sendo
assim... Você não é nada pra ele.
Meu sangue ferve e não consigo me controlar. A vontade que tenho é de dar na cara dessa
velha.
— Não pedi sua opinião, sua vaca. Mas vou te dar um conselho... Não se meta no meu
caminho, ou eu juro, vou tornar sua vida um inferno e farei com que seu filho nunca mais olhe
na sua cara – digo e quando termino, Terry está batendo palmas encostada a porta de vidro.
— Parabéns, mamãe. Adrian vai adorar saber que a mãezinha, está insultando a esposa
dele. Sabia que eles ainda estão em lua de mel? – ela diz e vejo a velha ficar muda e pálida.
— Pena que a senhora não foi convidada para o casamento. Foi lindo e divertidíssimo. Acho
que teria gostado – ela diz irônica e com sua sutileza que eu adoro
— Ele não seria capaz de...
— Se casar comigo? – digo. — É. Foi sim – concluo e saio deixando-a boquiaberta.
Entro na cozinha ainda passada com a cara de pau da velha.
— Menina! – Maria exclama. — Adrian não vai gostar dessa briga de vocês. Tente se
controlar.
— Ela me odeia Maria – pego um copo e só então vejo o quanto estou trêmula.
— Está se sentindo bem? – Vera pergunta me olhando um pouco assustada.
— Sim estou. Só um pouco nervosa. – Sento-me e bebo minha água devagar e penso em
tudo o que ela disse. Adrian me ama, é claro. Não está comigo por causa dela. Não vou deixar
essa velha entrar em minha mente.
Ouço vozes e fico aliviada quando percebo que Adrian está de volta. Ele entra pela porta
da cozinha ao lado de seu pai e sorri. Ver seu sorriso tão lindo, até me fez esquecer toda essa
merda.
— Achei que te encontraria no quarto – ele diz e me beija. Me olha e parece intrigado. —
Estava na piscina? Debaixo desse sol quente? Mas... Não sabe nadar!? Sabe que isso pode
fazer mal pro...
— Vamos subir? Você precisa de um banho – digo para calá-lo. Ele percebe que quase
falou sobre o bebê e disfarça.
Chegamos ao quarto e ele começa a tirar a roupa. Me jogo na cama e olho para ele
contemplando seu corpo maravilhoso.
— Você tem que tomar cuidado. Não quero que eles saibam do nosso filho agora –
sussurro.
— Desculpe. É que me preocupo com você. De manhã não estava nada bem e agora fica
debaixo desse sol quente – diz e sinto preocupação em sua voz. Eu amo o jeito que ele cuida
de mim. O jeito com que se preocupa conosco.
— Eu sei, mas estou bem – sorrio.
Ele vem em minha direção, me pega pela mão levantando-me da cama. Adrian tira minha
saída de banho e diz baixinho em meu ouvido:
— Não quero que ande desse jeito pela casa – e beija meu pescoço.
— Está com ciúmes dos quadros na parede, querido? – ele ri.
— Talvez. Agora venha porque quero tomar um banho com você – ele diz me despindo de
meu biquíni e me puxa para o chuveiro. Assim que a água começa a cair, me coloca debaixo
dela e cola seu corpo no meu.
Sua mão começa a percorrer meu corpo e desavergonhadamente, ele leva sua mão até
minha boceta e sem perder tempo, começa a massagear meu clitóris me arrancando um
gemido.
— Adrian... Pare! – Tento fazer com que pare, pois não me sinto confortável fazendo isso
na casa dos pais dele.
— Tem certeza que quer que eu pare? – pergunta e enfia dois dedos dentro de mim me
fazendo soltar outro gemido.
— Sua mãe sabe que nos casamos – digo e na mesma hora ele tira sua mão de mim como se
tivesse levado um choque.
Me olha por segundos e diz irritado:
— Isso é golpe baixo. Não quero falar sobre minha mãe enquanto estou fodendo você – ele
diz e leva sua boca até meus seios mordendo meu mamilo e dando leves chupões.
— Adrian! Você não ouviu o que eu disse? – Tento afastá-lo, mas é em vão.
— Ouvi e não estou nem aí. – Ele levanta a cabeça e me beija. — A única coisa que
consigo pensar querida, é no meu pau dentro de você, e se você continuar falando, acho que
terei que colocá-lo em sua boca – ele ri, mas não acho graça.
— Ela está uma fera!
— Sério? Verônica! – ele diz irritado. — Não quero saber dela – conclui e se afasta.
— Desculpe – digo olhando para ele.
Ele me vira com certa violência controlada e me prensa com seu corpo no azulejo frio. Sua
mão esquerda vai até minha nuca e puxa meu cabelo com força deixando meu rosto de lado
colado na parede enquanto sua outra mão desce até minha boceta e a ataca com fúria. Sinto seu
pau duro roçar em minha bunda.
Adrian massageia meu clitóris e morde meu pescoço dando chupões e dizendo
obscenidades em meu ouvido.
— Quero você, amor. Quero gozar nessa sua bocetinha quente e apertada – ele diz
acendendo meu desejo e deixando-me excitada.
Ele se afasta, suas mãos tornam a virar meu corpo, sem gentileza, olhos nos olhos, e com
um passo estou novamente presa, prensada á parede, mas agora menos fria, passa seu braço
sob minha bunda e me ergue na maior facilidade, pede para que eu passe minhas pernas por
sua cintura, obedeço, segura minha bunda com suas mãos segurando-me e no mesmo momento,
me penetra com força.
Enlaço meus braços em volta de seu pescoço e o beijo gemendo em sua boca. Seus
grunhidos me deixam louca. Ele segue me penetrando cada vez mais forte e estou a ponto de
gozar.
— Ahhhhh, Adrian!
— Isso, senhora Miller. Goza pra mim vai. Quero ouvir você gemendo... – ele diz me
penetrando ainda mais forte e rápido.
Sinto meu orgasmo se construindo e as sensações invadindo meu corpo. Fecho os olhos e
as ondas de prazer me invadem.
— Ohhhh, Adrian! – gozo e no mesmo instante, sinto que minhas pernas ficam moles. Logo
após, sinto-o gozar e jorrar dentro de mim.
Ficamos por algum tempo abraçado.
— Eu ainda não terminei com você, querida. Mas antes nós vamos almoçar e vou levá-la
até o píer de Santa Mônica. Que tal um sexo selvagem e quente na areia da praia? – Ele ri e eu
dou socos em seu peito forte.
— Bobo! – digo rindo.
— Precisamos fazer jus a nossa reputação.
— Vou matar sua irmã – ele ri enquanto se ensaboa.
Terminamos nosso banho e saímos do quarto vestidos para ir até a praia dar um passeio ao
ar livre após o almoço.
Quando descemos, todos estão na mesa e me sinto desconfortável por ter que dividir o
mesmo espaço com a megera da mãe dele.
Ela me olha e sei que nesse momento deve estar desejando minha morte.
Adrian me serve. A comida está com uma aparência agradável, mas o cheiro bate
diretamente em meu estômago e, no mesmo instante, me vem uma vontade de vomitar que
reprimo com sucesso para que ninguém perceba.
— Então quer dizer que meu único filho se casa e não sou convidada? – a velha quebra o
silêncio.
Adrian a olha e apenas sorri.
— Seria se não fosse tão chata e intransigente – Terry diz e a chuto por debaixo da mesa.
— Bom o que interessa é que nosso filho está feliz – seu pai diz amigável.
— Pelo visto, também não espero ser convidada para seu casamento – a velha diz se
dirigindo a sua filha e Jonas.
— Talvez eu a convide. Quem sabe? – ela soa com ironia e agradeço por não ser a única
desconfortável nesse momento.
— Meu amor, é melhor você comer – Adrian diz olhando para meu prato intacto. Tento
comer, mas o forte cheiro de camarão me dá enjoo. Estico minha mão para pegar uma taça de
vinho e sou impedida por Adrian discretamente. Ele cola sua boca em meu ouvido e dispara
baixinho:
— O que pensa que está fazendo? Não pode beber – ele se irrita. Enche um copo com suco
e coloca ao lado do meu prato. Eu só queria encher a cara para me livrar dessa situação
constrangedora.
O almoço segue normalmente. Todos conversam como se nada tivesse acontecendo e isso é
o que mais me assusta. Não consigo entrar nessa onda de falsidade e família feliz. Só quero
terminar minha comida e cair fora. Mas por hora, tento manter as aparências.
***
A nossa tarde está sendo maravilhosa. Adrian insistiu para irmos à roda gigante e na
pequena montanha russa. Andamos sobre o píer de Santa Mônica olhando para a pequena
multidão aglomerada. Turistas de todos os lugares se divertiam e nós, nos divertíamos tanto quanto eles. Fazia tempos que não tinha uma tarde tão tranquila.
Descemos para a areia da praia e caminhamos pela a água do mar. De onde estávamos,
dava para ver perfeitamente a enorme casa dos pais dele. Devo reconhecer, a velha nojenta
mora num dos lugares mais bonitos que já tive a oportunidade de conhecer.
— Já está tarde. Quase sete da noite – Adrian diz e o vento suave da noite parece abraçar-
nos.
— Nossa! Nem senti a hora passar. É tudo tão lindo aqui – digo.
— Podemos vir mais vezes, se quiser – recebo um beijo apaixonado.
Me afasto ainda ofegante e digo:
— Vou ficar mal acostumada desse jeito. Com você me mimando tanto.
Ele alisa meus cabelos e me puxa contra ele.
— Então, meu amor... Prepare-se porque vou te mimar muito ainda. Isso aqui não é nem o
começo. Vou fazer de tudo pra te ver sorrir e ver você tão feliz como agora.
— Já te disse que eu te amo? – pergunto sorrindo por ter encontrado um homem tão
maravilhoso.
— Já... Mas pode dizer de hora em hora que eu não vou achar ruim – ele ri e me joga na
areia caindo com seu corpo em cima do meu e me beija loucamente.
“Como não me apaixonar ainda mais a cada minuto por esse homem?”.
— Vamos pra casa. Você precisa descansar e nosso bebê também – ele diz e sai de cima de
mim, levanta, me pega no colo e anda comigo assim até sairmos da areia.
Chegamos a casa e tudo está silencioso. Maria aparece na sala e diz que todos saíram.
Jonas e Terry foram dar uma volta no parque e os pais de Adrian foram jantar fora. O que me
deu um tremendo alívio. Subimos para nosso quarto e tomamos nosso banho juntos. Quando
termino, coloco um vestido bem leve.
—Amor, eu vou até a cozinha pedir para a Vera preparar algo para comermos e já volto.
— Pede pra ela trazer aqui no quarto quando estiver pronto. Vou colocando um filme para a
gente assistir. O que acha? – ele diz, mas não consigo me concentrar olhando-o somente de
cueca. — Tá. Já volto. Não demoro – digo e saio com meu corpo já em estado de ebulição.
Deve ser os hormônios da gravidez.
Peço para Vera fazer um lanche para nós e a campainha toca.
— Deve ser a Srta. Terry. Ela disse que não iria demorar – Vera diz.
— Pode terminar Vera. Eu abro a porta – sorrio para ela que me agradece. Vou em direção
à porta e abro. Minha alegria momentânea desaparece num piscar de olhos.
— Ahhhhhhhh! – Alana grita ao me ver.
— Te assustei querida? – a olho sem entender o que essa maldita dois faz aqui?
— Meu Deus! Quer me matar de susto? Porque você está tão... – ela me encara sem fala.
— Vai entrar? Porque se vai ficar aí parada como uma idiota, eu adoraria bater a porta na
sua cara – me viro furiosa andando em direção a cozinha, mas paro para observá-la. Quando
acho que não pode ser pior, eis que me aparece outro pesadelo.
Ela entra com uma pequena bolsa de mão toda segura de si. Nesse momento, Adrian desce
as escadas somente de shorts preto e a encara mais surpreso do que eu.
— Alana? O que faz aqui?
Ela o olha de cima a baixo e tenho vontade de arrancar os olhos dela.
— Oi Adrian. Tudo bem? Onde está sua mãe?
— Saiu. Mas o que você faz aqui?
— Vim para a festa da Miller´s. Porque a surpresa? Achei que sua mãe tivesse contado que
convidou a mim e ao Tony para a festa – ela sorri e se senta no sofá como se a casa fosse dela.
— E onde está o Tony? – ele pergunta caminhando até o bar e enche dois copos com
uísque. O que presumo ser dele e dela.
— No hotel. E, como detesto hotel, ficarei hospedada aqui nesse fim de semana – ela sorri
me olhando vitoriosa. Bruaca.
Adrian entrega o copo a ela e olho para os dois com um olhar mortal.
— Vai ficar aí de conversa com ela? Nosso lanche está pronto e estou morrendo de fome –
digo cortando o clima.
— Quer comer alguma coisa, Alana? Pedimos para a Vera preparar algo pra nós, mas acho
que ela pode incluir mais um prato – ele diz esbanjando simpatia. Ai, ele me paga.
— Quer saber... Perdi a fome – digo cheia de ódio e minha vontade é de dar na cara dos
dois. Me viro subindo as escadas espumando como um cão raivoso. Só quando chego ao
quarto é que percebo que Adrian veio atrás de mim.
— O que foi aquilo? – ele pergunta me deixando mais puta.
— Escuta aqui, Adrian... Já é difícil o bastante ter que aturar sua mãe me jogando indiretas.
Agora vem essa sonsa para acabar com o pouco de autocontrole que ainda me resta – digo
alterada pela raiva.
— Eu já disse a você que eu e Alana não temos nada – ele se irrita. — Sabe que odeio
essas cenas ridículas de ciúmes.
— Não estou com ciúmes, Adrian. É ela... Ela é uma sonsa, uma cara de pau e você um
idiota que cai na dela e nem percebe – grito. É claro que estou com ciúmes. Estou me roendo
por dentro. Essa vaca não faz nem questão de esconder que gosta dele.
— Não posso acreditar que vou passar por isso outra vez – ele diz com raiva. — Nunca
dei nenhum motivo para que você sinta ciúmes, Verônica. Então pare de agir como uma
criança - ele diz e sai do quarto me deixando sozinha.
Se essa vaca acha que vai me atrapalhar, eu acabo com ela antes.

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