DEZ

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Diana tinha voltado de uma viagem. Ser comissária sempre fora seu sonho, mas ficar dias longe do homem que amava estava ficando cada vez mais difícil. Ela chegara a tarde e viu um recado dos pais na geladeira dizendo que só voltariam a noite. Mandou uma mensagem para Vicente dizendo que já havia chegado e que aproveitaria pra dormir um pouco já que os pais não estavam em casa.

Tomou banho e se enrolou na toalha. Muito cansada se deitou na cama assim mesmo. De repente um barulho insistente a acorda. A campanhia está tocando. Diana se levanta um tanto atônita e se vê nua com a toalha ao seu lado. Enrola-a novamente no corpo e vai ver quem é. Olhando pelo olho mágico da porta, vê Vicente. Então ela abre do jeito que está.

Vicente sorri e a abraça. Inalando seu cheiro.

- Desculpe, amor. - ele fala ainda com o rosto em seu pescoço. - Não consegui esperar até a noite. Tava morrendo de saudade.

- Eu também, amor. Só não fui direto ver você porque me disse que iria na gravadora hoje. Não quis atrapalhar.

Ele a olha profundamnete.

- Você não atrapalha, Diana. Quantas vezes eu tenho que te dizer que você é prioridade pra mim? Nada me importa  mais que a mulher mais linda do mundo que eu amo profundamente.

Ela sorri, em êxtase. E num beijo louco e apaixonado, carregado de saudade, Vicente a carrega para o quarto, para matarem a saudade.

***

Eu continuo olhando para o Vicente sem acreditar no que ouvi.

- Quer saber? - ele parece concluir que está sendo invasivo. - Não precisa me dizer nada.

Eu rio sem humor.

- Ah, mas eu não preciso mesmo. - falo irritada.

Eu me levanto abruptamente.

- Foi um prazer rever você,  Tadeu. - digo olhando para o amigo do meu ex-marido, ignorando totalmente o Vicente. - Mas já está tarde e o Bê deve estar bem cansado.

Tadeu se levanta também, vem até mim e me abraça.

- Você sabe que pode contar comigo a qualquer momento, não sabe? - ele fala em meu ouvido para que só eu escute.

Olho pra ele com um sorriso e assinto.

-Eu vou buscar o Bê. - Vicente diz se levantando.

Ficamos só eu e Tadeu. Eu me direciono até a sala-de-estar pra pegar minha bolsa.

- Dê tempo a ele. - Tadeu fala.

Franzo o cenho, sem entender.

- Ele ama você, Diana. - bufo, incrédula. - É verdade. Ele nunca te esqueceu. Todo esse tempo, o meu amigo viveu infeliz aqui sem você, Diana. Vocês foram vítimas de uma armação sórdida...

- Espera aí, Tadeu. - interrompo-o. - Eu fui a vítima. O Vicente é tão culpado quanto a pessoa que armou tudo aquilo. - desabafo.

Eu odeio meu ex-marido (FINALIZADO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora