Diana...
Teve como forma no latim arcaico a versão Diviana, que significa "da natureza de Divia". Divia, Diana, é a deusa da Lua, significa "aquela que ilumina".
***
dois anos antes...
O dia em que eu me casei foi o dia mais feliz da minha vida. Eu nunca sonhei com casamento. Pra falar a verdade, sempre achei que era uma forma de oficializar uma decisão errada. Não era o problema de ficar preso a outra pessoa, isso era o de menos. O problema era que eu tinha medo de ser igual ao meu pai. Ele era louco pela minha mãe ao ponto de perder o amor próprio. Inúmeras foram as vezes que ele perdoou suas traições. Até que ela mesma cansou e foi embora. Quando minha mãe o deixou, ele se entregou totalmente à auto-depreciação e poucos meses depois morreu de tristeza ou afogado no álcool, depende do ponto de vista. Eu não queria isso pra mim. Relacionamento, pra mim, era só de uma noite. Ter uma transa satisfatória e esperar a próxima.
E meus planos vinham dando certo até encontrá-la. Diana. A mulher com os olhos mais lindos e doces da face da Terra. Ela tinha uma ingenuidade que me deslumbrava. Uma doçura que me levava ao êxtase. Linda. Aquele olhar que ela me deu pela primeira vez fez o tempo parar. Ela enxergava coisas boas em mim que nem eu mesmo via. Eu sempre fui explosivo, impulsivo e incontido. Mas Diana via generosidade em mim. E na minha ilusão eu acreditei nela. Por ela eu tentei ser uma pessoa melhor. Só em estar perto dela, já me sentia em paz. Na minha ilusão, eu pensei que ela tinha salvo a minha vida.
Nem em mil anos eu serei capaz de esquecer quando a vi vindo de noiva em minha direção. Tão linda. Tão radiante. Tão minha. Ainda ecoa em minha mente as últimas palavras do juiz: "Diana Monteiro e João Vicente Santiago, eu os declaro casados." Eu estava tão feliz naquele dia que parecia fora do meu próprio corpo.
Eu os declaro casados.
Eu os declaro casados.
Eu os declaro casados.
Mas pouco tempo depois descobrir a sua infidelidade acabou comigo. Eu me vi na mesma situação do meu pai ao descobrir a traição da mulher amada. Mas eu não podia ser como ele. Eu não permitiria. Eu tinha amor próprio. Então decidi pelo divórcio. Ela quis conversar e me explicar. Mas dane-se. O que ela fez não tem perdão.
E agora estou aqui. Sentado numa sala de conciliação judicial com meu advogado do lado à espera da futura ex-senhora Santiago. Eu nunca mais a vi. Não depois de tê-la expulsado da minha casa e da minha vida. Quem dera que também tivesse conseguido expulsar a Diana do meu coração. Quando a porta se abre, meu coração para. Mas não é ela que entra. É um homem que suponho ser seu advogado. Ele nos cumprimenta e senta-se de frente para o meu advogado. Instantes depois a juíza entra e nos levantamos.
- Bom, vamos dar início ao processo de divórcio do Sr. João Vicente Santiago e da Sra. Diana Monteiro Santiago. - ela diz lendo nossos nomes no documento.
- Não vamos esperar a Sra. Diana?
Meu advogado dá voz ao meu pensamento.
- Não. - responde a juíza olhando para meu advogado. - O Sr. Álvaro Fernandes além de seu advogado é também procurador da Sra. Diana.
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Eu odeio meu ex-marido (FINALIZADO)
Romansa"Eles se separaram. Ela seguiu o caminho da esquerda. Ele, o da direita. Mas se esqueceram de algo: o fato do mundo ser redondo." Diana é comissária de bordo. João Vicente é empresário musical. Os dois se conheceram num avião à caminho de Lisboa e...
