||70||

3K 234 9
                                        

Lucas tinha conseguido se libertar, ele estava lutando com o Strognoff que tinha cortado a cabeça do Sam. 

Quando ele virou pó por causa da morte da Mia, Lucas veio correndo para me abraçar. Dei um chute nele o fazendo voar contra a parede onde ele bateu tão fortemente contra ela que ela até rachou. 

Apesar do meu coração doer por eu o ter agredido, eu não o deixei se aproximar de mim e nem deixaria de o agredir caso ele continuasse a insistir em se aproximar.

_Não quero mais nada com você. Fique longe de mim._Sussurrei antes de pegar na cabeça do Sam, a apertei contra o meu peito. Ele não merece ficar aqui, ele merece um velório digno de herói de guerra lá na alcateia. Irei enterrar a sua cabeça no seu local favorito.

_Mas.._ele se aproximou novamente. 

_Não fale mais comigo, não se aproxime, a partir de agora somos apenas conhecidos, nada mais. _peguei no anel que ele me deu de noivado e o joguei no chão perto dos seus pés. Era difícil agir assim com ele, mas eu não quero mais nada com ele de verdade. Não confio mais nele. 

Sai daquela sala sem me importar com o facto de estar nua ou de que Lucas ainda não me seguia e ignorando o som do seu choro. Nada mais me importa. Nem todos os lobos que encontram os seus companheiros têm uma relação juntos, algumas vezes as coisas não dão porque tem sempre um deles que não consegue ou não esta pronto para ter somente a sua companheira ou companheiro como amante todas as noites. 

E por vezes um deles é agressivo, se diverte com o sofrimento do outro, tem relacionamentos entre companheiros que não dá certo e que depois decidem se separar porque talvez a lua tenha os escolhido para serem um só por engano. 

Talvez isso tenha acontecido comigo e com o Lucas. Talvez nem era para ser. Parecia ser tão certo, parecia ser tão perfeito, mas não passa de mais um dos poucos enganos da deusa da Lua. 

Encontrei os meus lobos no lado de fora. A única morte foi a de Sam, tinha vários lobos gravemente feridos, mas não morreram. Parece que os Strognoffs mais fortes tinham ficado lá dentro, ou seja apenas eu, o meu pai e o Flávio os enfrenta-mos.

Quando o Flávio viu a cabeça do Sam nos meus braços, ele caiu de joelhos no chão. Desviei o olhar, eu não podia ver o sofrimento do meu irmão, isso ia aumentar o meu sofrimento e me faria entrar em depressão, se é que eu já não estava numa.

_Vamos embora. Acabou, nós vence-mos._Falei alto para todos escutarem perfeitamente. Alguns comemoraram por poder voltar sãos em salvo para as suas famílias e também por não ter havido quase morte nenhuma.. apenas uma morte.. uma morte, a morte de alguém que sempre esteve ao meu lado para me animar quando eu estava em baixo, quando eu estava insegura, alguém que me protegia mesmo que eu fosse mais forte do que ele.

Sam era o meu primo e o meu protector. O guardião dos meus segredos mais ocultos e sombrios. Segredos aos quais ele jurou nunca contar a ninguém, e nunca contou, nem mesmo ao meu irmão que era o seu melhor amigo. Sam sabia o quanto eu me sentia insegura a cerca de eu ser a futura alfa e não o meu irmão. 

Sabia do medo que eu tinha se por acaso o meu irmão decidisse me matar para poder ser ele o alfa, Medo de que ele não e falasse mais por ter sido eu a fiar com a sua posição de alfa que deveria ser dele. A minha confiança não tinha nenhuma falha, graças a Sam. Eu sabia que enquanto eu o tivesse a ele e ao meu irmão do meu lado, nunca jamais precisaria temer algo. 

Caminhei na frente de todos em direção a alcateia. Quando já estávamos com metade do caminho feito, Flávio correu para o meu lado e se colocou do meu lado em silêncio. 

_Naquele lugar._Ele sussurrou.

_Naquele lugar._Confirmei mesmo que ele já o tivesse feito. 

A Alfa e o NerdOnde histórias criam vida. Descubra agora