Capítulo 22

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Aline e Júlio discuteqm sobre a saúde da paciente.

- Porque você está brava comigo?. Pergunta Júlio indignado.

- Porque eu não acho certo largar uma paciente que quer viver.

- Mas tem muitos outros pacientes nesse hospital precisando de ajuda.

- Então vai cuidar desses pacientes que dela cuido eu. Fala Aline furiosa e sai.

Enquanto isso Fátima e Sérgio conversam no corredor.

- Olha para ela. Fala Fátima apontando para Aline.

- O que tem? É só a Aline. Fala Sérgio rindo.

- Eu sei, mas olha o tamanho da barriga dela e olha como os pés dela estão inchados.

- Ela já está no sétimo mês de gravidez, é normal as mulheres ter os pés inchados e andar mancando por conta das dores nas costas.

- Será que não seria melhor ela pegar uma licença?.

- Eu ouvi isso e não quero! Eu estou muito bem. Fala Aline olhando para Sérgio e Fátima.

- Não estava falando de você Aline, e de outra pessoa. Fala Fátima disfarçando.

- Até parece, eu ouvi que vocês estavam falando sobre a minha barriga e meus pés inchados.

-Desculpa Aline, a gente não queria te ofender. Fala Sérgio.

- Não me ofenderam, eu adoro a minha barriga de gestante e meus pés ficam fofos inchados. Fala Aline dando risada.

- Oi Aline, como está a paciente baleada?. Pergunta o enfermeiro.

- Está na mesma, não melhorou e nem piorou depois da cirurgia.

- Entendi, você pode atender a paciente do quarto 18? E uma mãe que acabou de dar a luz a um bebê prematuro. Fala o enfermeiro entregando os papéis para a Aline.

- Claro, vou lá ver o que eu posso fazer.

Chegando no quarto 18 Aline vê a mãe brincando com o bebê.

- Olá eu sou a doutora Aline, muito lindo o seu filho.

- Obrigada, ele é um garotinho muito forte.

- Posso perceber, ele tem força na mão, olha como ele aperta o meu dedo.

- Isso é um bom não é?.

- É sim, e o pai cadê?.

- Ah ele teve que sair para resolver alguns assuntos do trabalho, eu já volto eu vou no banheiro.

- Tudo bem, eu cuido do seu filho.

Aline fica observando o bebê.

- Oi você é muito lindinho, eu também vou ter um bebêzinho sabia, mas é uma garotinha. Fala Aline brincando com o bebê.

Sérgio observa Aline brincando com a criança.

- Você será uma ótima mãe. Fala Sérgio.

- Ah que susto doutor Sérgio! Não vi que estava aí.

Logo a mãe do bebê chega.

- E aí ele se comportou?.

- Sim, não chorou nenhuma vez. Fala Aline sorrindo.

- Ah ele é um amor.

E logo aparece o namorado da paciente baleada.

- Doutora Aline eu posso falar com você?.

- Pode sim, Sérgio cuida do bebê.

Aline e o garoto vão até numa sala conversar a sós.

- É verdade que aquele médico disse?.

- Que médico?.

- Acho que é Júlio o nome dele.

- O que ele te disse querido?.

- Ele me falou que a minha namorada vai morrer. Fala o namorado chorando.

- Calma! Esse médico é um pouco maluco, ele não sabe muito bem cuidar de pacientes.

- Como não sabe se ele trabalha aqui mais tempo que você.

- Eu sei que esse momento é muito delicado para você, mas você tem que confiar em mim.

- Eu confiei, mas você mentiu pra mim! Você deveria ter me contado a  verdade desde o início.

- Eu não menti para você, o Júlio que mentiu, por favor acredite em mim.

- Como eu posso ter certeza que você está sendo sincera?.

- Eu sou médica, e eu irei fazer o meu trabalho para salvar a vida da sua namorada.

- Me desculpe.

- Não tem problema, agora eu vou ter uma conversa muito séria com o doutor Júlio.

Aline corre para falar com o Júlio.

- JÚLIO QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA FICAR SE METENDO NOS MEUS PACIENTES?. Pergunta Aline furiosa.

- Sou um médico mais competente que você.

- Não é! Se fosse iria estar tentando salvar a vida dela e não dizendo para o namorado que ela vai morrer.

- Eu só quero deixar ele preparado.

- Acontece que ela não vai morrer.

- Como você tem a certeza disso Aline? A menina levou um tiro no peito, está desacordada há quatro dias, ela já sofreu uma parada cardíaca e perdeu muito sangue durante a cirurgia, como você pode ter certeza que um paciente desses vai sobreviver?.

- Pelo mesmo motivo que uma menina de 15 anos teve leucemia, ouviu a avó conversar durante o tempo que ficou em coma e mesmo tendo essa doença eu consegui vencer, porque ela não pode vencer também?.

Continua....






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