Capítulo 37

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Aline tenta chegar mais cedo em casa para agradar Heitor.

- Oi querido! Consegui vir mais cedo para te deixar feliz. Fala Aline dando um beijo em Heitor.

- Oi linda, desculpa pelo que eu disse ontem, estava com dor de cabeça.

- Está tudo bem, e a Heloísa já está dormindo?.

- Não, está na sala assistindo desenho.

- Oi minha filha! Olha só essa bonequinha que eu comprei para você.

- Aline a nossa filha só tem 6 meses, ela não vai brincar de boneca agora.

- Ah mas as meninas adoram bonecas, e o tempo passa rápido, logo logo ela vai estar correndo pela casa. Fala Aline rindo.

- E aquela Virgínia, ela melhorou?.

- Na mesma, a coitadinha está sofrendo bastante.

- E agora apaixonada por aquele Júlio pode sofrer mais.

- Mas Heitor eu posso te contar um segredo?.

- Claro.

- Mas não conte para ninguém, a Fátima namorou o Júlio.

- Ué e eu achei achei que a Fátima gostasse do Sérgio.

- Heitor o Sérgio já é casado. Fala Aline rindo.

- Ah mas a Fátima está gostando do Fernando, que é irmão do Sérgio.

- Isso é verdade, e o estranho que o Sérgio nunca falou que tinha um irmão cirurgião, em falar nisso sabia que a Virgínia também tem uma irmã que é médica.

- Caramba! Parece que todo mundo tem um irmão que é médico naquele hospital. Fala Heitor rindo.

No dia seguinte....

Aline chega no hospital conversando com Sérgio e Fátima, e de repente Fernando chega gritando.

- Gente! Preciso falar com vocês urgente! É sobre a Virgínia.

- Tá bom, vamos para a minha sala. Fala Sérgio.

- Eu posso ir também? Afinal eu também estou cuidando da Virgínia. Fala Júlio.

- Pode sim Júlio, venha. Fala Fernando.

Todos entram na sala preocupados, começa um clima tenso.

- Doutor Fernando fala logo, estou muito ansiosa para saber o que é. Fala Aline preocupada.

- Eu conversei com alguns amigos meus que são médicos e estão em Washington e também conversei com a irmã da Virgínia, e nos pesquisamos muito sobre o problema que ela tem no pulmão e descobrimos que a única solução é o transplante de pulmão.

- Mas um transplante pode demorar muito, porque é difícil encontrar órgão que é compatível com o paciente. Fala Fátima.

- Verdade, e o estado da Virgínia é muito delicado, ela pode não resistir a cirurgia. Fala Júlio.

- Eu entendo a preocupação de vocês, mas não vejo outra opção, o Sérgio já falou que já tentou muitos tratamentos e não adiantou, essa é a única solução que eu vejo para ela.

E de repente chega uma enfermeira desesperada na sala.

- PRECISAMOS DE AJUDA! A VIRGÍNIA ESTÁ TENDO UMA PARADA CARDÍACA.

E todos correm para o quarto de Virgínia.

- Júlio comece a massagear ela, peguem o desfibrilador. Fala Fernando nervoso.

- Afastem. Fala Aline para Fernando poder aplicar o choque.

Depois de 30 minutos de reanimação, o coração de Virgínia volta a bater.

- Que susto que você deu na gente menina. Fala Júlio abraçando Virgínia.

- Tem razão Fernando, acho que a única solução é o transplante. Fala Sérgio sussurrando no ouvido de Fernando.

- Temos que avisar ela e a família para deixar tudo preparado. Fala Fernando sussurrando.

- Aline diga a ela sobre o transplante. Fala Sérgio.

- Porque eu?.

- Porque você se dá melhor aconselhando as pessoas.

- Tá bom, eu vou.

Aline preocupada vai até Virgínia.

- Olá Virgínia, posso falar com você?.

- Oi, pode mas o Júlio pode ficar aqui também?.

- Pode sim.

- Tá então o que você quer me dizer doutora Aline?.

- A gente estudou muito sobre o seu problema e vimos que a única solução é o transplante de pulmão.

- Então eu preciso de doação de um pulmão.

- Exatamente. Fala Aline.

- Mas fica calma, você vai conseguir. Fala Júlio segurando a mão de Virgínia.

- Com licença, eu vou ir ver os outros pacientes. Fala Aline e sai.

- Júlio e se eu não conseguir?. Pergunta Virgínia chorando.

- Calma, nós vamos conseguir.

- Falar é fácil quando não é você que está numa cama de hospital cheio de aparelhos e com um desfibrilador no seu lado esperando o seu coração parar de bater.

- E quem disse que é fácil? Se a vida fosse fácil nós não iríamos ficar 9 meses dentro da barriga da nossa mãe esperando para nascer.

- Agora o que me resta é sair juntando os pedacinhos que sobraram de mim para continuar caminhando.

Continua....












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