Capítulo 42

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Isadora preocupada com a irmã cria uma página na internet para ajudar a conseguir um pulmão para Virgínia.

- Muito boa a página que você fez Isadora, está tendo muitas visualizações. Fala Fernando.

- Obrigada, pedi para alguns amigos de Washington para ajudar a deixar a página mais famosa, eu só quero ajudar a minha irmãzinha.

- Eu te entendo, você tem o meu apoio e o apoio de todos daqui do hospital.

- Muito obrigada Fernando, esse apoio será muito bom para mim e para a Virgínia.

- Oi amor, o que acha depois a gente ir tomar um sorvete?. Pergunta Fátima.

- Pode ser, eu preciso mesmo me distrair. Fala Fernando dando um beijo em Fátima.

- Com licença, eu vou ir ver os meus pacientes. Fala Isadora e sai.

- Você viu a página que a Isadora fez para ajudar a encontrar um pulmão para a irmã?. Pergunta Fernando.

- Não, mas eu vou ir ver depois e vou ajudar a compartilhar a página, a Virgínia é uma boa pessoa merece ser feliz. Fala Fátima sorrindo.

- Sim ela é, quando eu estava namorando a Isadora, a Virgínia já estava doente, porém ela era uma menina divertida que sempre me fazia rir.

- Fernando por acaso você ainda sente algo pela Isadora?.

- Não, e você ainda sente algo pelo Júlio?.

- Não. Fala Fátima disfarçando.

- Não mesmo Fátima?.

- Claro que não! E ele tá está junto com a Virgínia.

- Ah tá bom então. Fala Fernando e sai.

Fátima encontra Aline no vestiário dos médicos e vai correndo falar com ela.

- Aline o Fernando acha que eu ainda sinto algo pelo Júlio.

- Ah isso está na sua cara né Fátima.

- O que? Como assim? Eu não sinto mais nada pelo Júlio.

- Olha Fátima você pode enganar quem você quiser mas eu você não engana, dá para perceber que você fica toda enciumada quando o Júlio fica perto da Virgínia.

- Não é ciúmes e que eu não concordo que um médico tenha alguma relação com uma paciente.

- E o que tem? Se você não sentisse nada por ele iria deixar ele ter relações com quem ele quiser.

- Aline você está do lado de quem nessa história?.

- De ninguém! Eu só estou te aconselhando antes que a confusão piore e se torne uma guerra dentro do hospital.

- Está bem, obrigada pelo conselho.

Enquanto isso Júlio fica ao lado de Virgínia tentando alegrar ela.

- Não fique assim, você vai conseguir um pulmão.

- Aí Júlio eu não sei, já faz tanto tempo que eu tenho essa doença e nenhum médico conseguiu me curar.

- A sua irmã criou uma página na internet para ajudar no seu tratamento e construir um pulmão com isso outros médicos de outros países podem te ajudar.

- É que o meu problema é raro, e isso pode dificultar no tratamento.

- Não chora, coloca um sorriso no seu rosto porque você fica linda sorrindo.

- Aí Júlio assim você me deixa sem graça.

Júlio estava mesmo se apaixonando por Virgínia, em todo tempo que ela está internada ele todos os dias ia no seu quarto e segurava sua mão.

Júlio estava mesmo se apaixonando por Virgínia, em todo tempo que ela está internada ele todos os dias ia no seu quarto e segurava sua mão

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- Júlio eu tenho medo de não conseguir sobreviver. Fala Virgínia com lágrimas.

- As vezes pode existir barreiras no caminho, mas você precisa ter força e conseguir vencer todas elas.

- E que eu não sei até quando o meu corpo vai aguentar.

- Momentos difíceis aparecem para nós deixar mais fortes.

- Você já passou um momento muito difícil que achava que não iria conseguir vencer?. Pergunta Virgínia.

Enquanto isso Fátima e Aline escutam a conversa de Júlio e Virgínia atrás da porta.

- Sim Virgínia, um deles eu achei que nunca iria acabar.

- Me conte, por favor.

- Eu nasci em cidade pequena numa família pobre as vezes a gente nem tinha dinheiro para comprar comida, e eu sonhava em ser médico e quando eu cresci queria logo arrumar um emprego para pagar a minha faculdade de medicina, e quando eu tinha 18 anos eu consegui trabalho como empregado em casa de uma mulher muito rica e essa mulher tinha uma filha que tinha a mesma  idade que eu e essa filha dela sempre dava em cima de mim, muitas vezes me levava a força para o quarto dela e ela me ameaçava se eu contasse alguma coisa para a mãe dela, ela iria me expulsar de lá e eu não podia sair porque precisava muito daquele dinheiro para pagar a faculdade, então fiquei dois anos naquela casa sofrendo com aquela menina me abusando. Fala Júlio com lágrimas.

- Puxa que idiota daquela menina fazer essas coisas com você.

- Mas já passou eu consegui pagar a faculdade e hoje eu sou cirurgião e consegui comprar uma casa melhor para a minha família.

- Coitado do Júlio! Eu nunca pensei que ele tinha sofrido tanto assim. Fala Fátima.

- Pois é, as vezes a gente vê o Júlio aquele médico grosso e chato com as pessoas mas não percebe que as vezes ele pode ser uma pessoa melhor. Fala Aline.

Continua....















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