Capítulo 58

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Tudo era muito confuso, Fernando não entendia nada sobre o que estava acontecendo, mas Fátima não sabia se era a hora certa ou não, mas entrou no quarto de Fernando para conversar.

- Oi Fernando, eu posso falar contigo?.

- O que você quer Fátima?. Pergunta Fernando irritado.

- Queria me desculpar por ter desistido de me casar no altar e ter culpa por ter causado esse acidente.

Fernando pega um pedaço de papel e começa a rasgar.

- Está vendo esse papel rasgado no chão?.

- Sim, o que tem?.

- Vou pedir desculpas a ele, desculpa papel por ter te rasgado.

Fátima fica sem entender nada.

- Eu até posso pegar esse papel e colar os pedaços, mas ele sempre terá esse rasgo ele nunca mais ser como era antes, assim como eu mesmo você pedindo desculpas talvez eu não volte a ser como era antes, porque terei medo de amar outra mulher, porque essa mulher pode me abandonar no altar assim como você.

- Fernando eu sei que errei mas eu estou arrependida, quando eu soube que você precisava de doação de sangue eu queria muito ser compatível com você para doar o meu sangue, mas infelizmente eu não era.

- Fátima eu só queria entender o porquê em todos esses anos que a gente ficou juntos, você não conseguiu me amar como eu amei você. Fala Fernando com lágrimas.

- Eu te amei sim, mas o amor que eu sentia era mais por amizade, admiração, carinho e não como um casamento mas eu estou aqui para tudo o que você precisar, eu sou sua amiga. Fala Fátima abraçando Fernando.

- Tudo bem Fátima, eu perdoou você.

- Obrigada, você não sabe como isso me deixa feliz.

E de repente Gláucia chega.

- Oi meu querido, o Sérgio me disse que você vai receber alta hoje, então eu pensei da gente ir dar um passeio como mãe e filho, o que você acha?.

- Eu quero! O dia está lindo, vai ser muito bom dar um passeio.

- Então vem, eu vou te ajudar a arrumar as coisas.

Uma hora depois...

Fernando e Gláucia chegam em uma praça e sentam em um banco para conversar.

- Você quer comer alguma coisa?. Pergunta Gláucia.

- Pode ser, eu estou com muita fome.

- Está bem! Eu vou comprar uma pipoca para a gente.

- Obrigado, então me conte mais sobre você mãe.

- Ah que lindo! Você me chamou de mãe. Fala Gláucia emocionada..

- Você é muito parecida comigo e quando eu estou perto de você sinto uma ligação muito forte, então eu sei que você é minha mãe.

- Entenda filhinho, eu nunca quis te deixar, porém não queria morar na rua com 14 anos e uma criança para cuidar.

- Tudo bem, eu não tenho rancor de você até porque sei que a culpa não foi sua.

- O seu caráter é muito bonito filho.

- Eu queria saber coisas sobre o meu pai, como ele é? Onde ele está? Quero saber tudo.

- Bom o seu pai é um pouco mais velho que eu, quando eu engravidei de você ele tinha 16 anos naquela época, e quando descobriu que eu estava esperando um filho dele ele ficou furioso e não queria assumir a criança e me deixou aí depois que ele soube que eu tinha te abandonado ele voltou a me procurar e voltamos a namorar a gente se casou e até que era um casal feliz mas as vezes ele era grosseiro comigo chegava bêbado em casa e as vezes me agredia, mas no final ele me pedia perdão e tudo ficava bem, mas ano passado ele morreu em um acidente de moto.

- Ah eu sinto muito, o meu pai era uma pessoa cruel?.

- Só quando estava bêbado, mas em outros momentos ele me agradava e era um bom esposo.

- Está anoitecendo é melhor a gente ir para casa.

- É verdade, e você precisa descansar, você acabou de sair do hospital.

No hospital Aline examinava Luiz.

- Aline, é Heitor o nome do meu afilhado?.

- Isso! Você se lembrou tio Luiz?.

- Eu jogava bola com aquele menino, será que se eu convidar ele para jogar amanhã ele vai aceitar?.

- É claro, ele gosta muito de você.

- Mas quando ele vai vir me visitar para eu convidar ele?.

- Se você quiser posso chamar ele agora mesmo.

- Eu ficaria agradecido.

- Então tá, eu vou ligar para ele.

Continua.... 




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