Capítulo 61

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Júlio estava irritado por Fátima ter contado a verdade, porém sabia que aquela não era hora de discutir.

- Fátima e agora? Como iremos conseguir trabalhar sendo que todo mundo sabe que temos um filho e escondemos isso todo esse tempo?.

- Bem a gente vai ter que continuar com a mesma rotina de antes, cuidando dos pacientes, fazendo cirurgias e cuidando da saúde do Rafa.

- Aí Fátima porque você foi falar a verdade? Era para ter ficado quieta.

- O que você queria? Esperar o nosso filho falecer para contar a verdade?.

- Não! Não fala isso, o nosso filho não vai morrer.

- Eu não disse que ele vai morrer, eu só disse que não dava mais para esconder esse segredo, o Rafael precisa de um transplante de fígado e se a gente não falasse a verdade as coisas poderiam piorar.

- Eu só queria entender como o Rafa teve essa doença grave no fígado tendo os pais médicos para cuidar da saúde dele. Fala Júlio com lágrimas.

- Algumas doenças são silenciosas e por isso é importante fazer sempre os exames médicos para ver se está tudo certo, e foi isso que a gente esqueceu.

E de repente chega Aline para saber o que estava acontecendo.

- Descobriram o que o filho de vocês tem?.

- Ah Fátima! Eu não acredito que você contou para a Aline. Fala Júlio bravo.

- Júlio ela é a nossa amiga e eu confio muito nela.

- Mas pessoal não vai mais adiantar ficar escondendo isso, até porque nos corredores do hospital não se fala de outra coisa. Fala Aline rindo.

- Mas Aline respondendo a sua pergunta, o Rafa está com uma doença grave no fígado e precisa de um transplante o mais rápido o possível. Fala Fátima com lágrimas.

- Aí coitadinho! Espero que ele fique bem. Fala Aline abraçando Fátima.

- Eu conheço o meu filho, ele é um menino forte, eu sei que ele vai vencer. Fala Júlio.

- Eu queria ficar mais para dar apoio a vocês, mas eu preciso ir vou passar na casa do tio Luiz para ver como está as coisas por lá e depois tenho que cuidar da casa, a Renata uma amiga da Heloísa está lá e eu não confio muito nessa menina.

- Tudo bem Aline pode ir, manda um abraço para o Luiz. Fala Fátima.

- Mando sim, beijos. Fala Aline e sai.

Chegando na casa de Luiz, Aline entra e vê Luiz jogando um jogo no celular com a sua filha.

- Vai filha ganha dele, mostra quem manda aqui!.

- Que fofo esse momento, vocês querem que eu vá embora e volte outro dia?. Pergunta Aline.

- Capaz pode ficar! Eu acabei de tirar um bolo do forno, quer comer um pedaço?. Pergunta a esposa de Luiz.

- Não obrigada, eu só vim para ver como está as coisas por aqui.

- Estão indo bem, o Luiz consegue lembrar de algumas coisas.

- Que bom, espero que ele consiga lembrar de mais coisas.

- Foi tão emocionante quando ele se lembrou do Heitor.

- Verdade, eu também achei um momento muito bonito.

- E as coisas na sua casa como estão?.

- Difíceis! A Heloísa está sendo muito grosseira e arrogante ultimamente.

- Talvez seja por causa da idade, talvez quando ela crescer as coisas vão melhorar.

- Espero! Mas eu já vou indo, beijos para vocês. Fala Aline abraçando a esposa de Luiz.

- Tchau querida, beijos.

Chegando em casa Heloísa e Renata colocam música no volume máximo e ficam dançando na sala.

- Nada de música alta!. Fala Aline desligando o som.

- Aí mãe porque você desligou? A gente estava se divertindo. Fala Heloísa zangada.

- Esse volume estava muito alto, logo os vizinhos vão começar a reclamar.

- Aline não tem problema, lá na minha casa os vizinhos reclamam direto eu e nem minha mãe se importamos. Fala Renata.

- Mas eu não perguntei nada sobre a sua casa, aqui é minha casa e sou eu quem decide as regras.

- Olha mãe você está sendo muito exagerada, é só música não é nada muito chato que as pessoas não irão gostar.

- Filha você já olhou o relógio? Já são mais de 10hrs da noite, tem muitas crianças dormindo, idosos que querem descansar, e tem muitos outros motivos, você não pode ser egoísta e pensar só em você.

- Mas Aline a gente se quer se divertir um pouco, se você quiser pode dançar junto com a gente. Fala Renata rindo.

- Nada disso! Quero todo mundo escovando os dentes para ir dormir, amanhã tem escola.

- Ah tá bom, vem Renata.

Aline senta na poltrona da sua sala e começa a se lembrar da sua adolescência.

- Agora eu sei o que os meus pais sofriam comigo naquela época, eu ainda não consigo acreditar que eu desprezava a minha mãe por ela ser faxineira. Fala Aline pensativa.

Continua....























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