Ajuda Necessária - Revisado

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-Não quero ficar deitada... - Ayla reclamou chorosa, se encolhendo de frio. Nem mesmo as cobertas grossas pareciam a esquentar.

-Mas você ainda está com febre. Não pode ficar andando por aí. - Shaka falou trocando o pano da testa dela.

-"Puque" ele me odeia? - Ela perguntou olhando para o virginiano.

-Não creio que ele te odeie. Talvez seja ciúmes ou só receio por você ser um anjo caído. - O loiro respondeu se levantando da beirada da cama.

-Você fala difícil... - Ela falou sorrindo e fazendo o loiro sorrir.

-Você que é muito pequena para entender. - O loiro respondeu retribuindo o sorriso, indo até a mesa de vidro pegando o termômetro.

-"Puque" está cuidando de mim? - Ela perguntou vendo ele voltar na sua direção.

-É complicado. Tenho meus motivos. - O loiro respondeu puxando um pouco as cobertas e colocando o termômetro embaixo do braço dela.

-Quais?

-Te explico depois. - O virginiano falou com um leve sorriso.

-"Puque" você fica com o olho fechado? - Ela perguntou segurando a mão dele.

-Você gosta de fazer perguntas... Para acumular cosmo.

-Ah ta... Eu tive um amigo que não falava nada... Ele foi torturado e assassinado... Só "puquê" queriam ouvir a voz dele e ouvir ele grita pu ajuda... - Ayla falou com a tom de voz meio triste.

-E conseguiram fazer com que ele falasse algo? - O virginiano falou segurando a mãozinha dela com um pouco mais de força.

-Não. Billy não deu esse prazer a eles... - Ela disse sorrindo. - Eu tô me acostumando a língua humana... Talvez amanhã já fale direito... - Ayla disse rindo baixo.

-Isso é bom... - Shaka sorriu.

-De que cor é seu olho? - Ela perguntou sorrindo fraca.

-Você quer ver? - Ele perguntou arrumando a barra da coberta com a mão livre.

-Sim...

Shaka abriu os olhos devagar, olhando gentilmente para a garota e vendo o quanto ela era parecida com o Milo e o Camus. Ela deu uma leve risada enquanto olhando atentamente para os olhos dele.

-Você também tem o olho azul... - Ayla falou sorrindo.

-Sim, mas os seus são mais bonitos. - Ele disse sorrindo.

-Tem problema se você ficar com o olho aberto quando eu tive "pu" perto? - Ela perguntou.

-Nenhum... - O loiro respondeu passando a mão nos cabelos dela e pegando o termômetro. - Quarenta e dois graus... Ayla, você vai ter que tomar outro banho. - Ele falou colocando o termômetro do lado e puxando as cobertas dela devagar.

-Não... Já tomei dois banhos... - Ela reclamou enquanto o loiro a pegava no coloco com cuidado.

-Eu sei, mas é necessário... - Ele falou com o tom de voz meio triste.


Camus se ajeitou melhor na cama tentando ignorar a falta do Milo e o sentimento de solidão e mágoa que apareceu. Nem mesmo ele entendia o que estava acontecendo e o porquê de estar com tanto receio da menina. Podia ser ciúmes ou qualquer coisa no estilo, mas algo dentro de si insistia que aquilo era errado e que deveria se desculpar.

-Mestre Camus... - Ouviu a voz do Hyoga do lado de fora do seu quarto e só então reparou o quanto estava distraído.

-O que quer Hyoga? - O ruivo perguntou ignorando a surpresa por saber que o menino voltou do Japão.

-Cheguei a alguns minutos e já fiquei sabendo de tudo o que aconteceu... - O menor respondeu meio hesitante.

"Povo fofoqueiro..." O ruivo pensou irritado.

-O que você quer? - Camus reforçou a pergunta.

-Eu sei que você não está bem. - Hyoga respondeu abrindo a porta.

O loiro entrou no quarto vendo o mais velho enrolado nas cobertas até a cabeça e de costas para ele. O loiro suspirou e fechou a porta indo até a cama, se sentando na beirada da cama.

-O senhor já tentou conversar com o Milo? - O loiro perguntou.

-Não consigo... Você sabe... - O ruivo respondeu simplesmente.

-Mas se vocês têm um relacionamento, vocês precisam conversar. - Hyoga acrescentou olhando para o ruivo.

-Eu já tentei...

-Não... se tivesse tentado teria falado o que estava sentindo. O senhor não pode se esconder do mundo assim... Sem contar que agora tem outra pessoa que precisa de você.

-Ela é tão pequena e frágil comparada aos outros. - Camus disse com a voz meio falha.

-Mais um motivo para cuidar dela, não é? - O loiro falou suspirando por saber que o ruivo iria chorar, mesmo não querendo.

-É... - Camus murmurou deixando um soluço escapar e se encolhendo mais. - Eu perdi tudo... - Fala entre soluços, mas não teve resposta nenhuma.

Anjinhos Dourados Histórias para pegar e não largar. Descubra agora