Capítulo 21

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SEM REVISÃO

Estou ansiosa para que a noite chegue logo, pois será uma noite especial para mim, não entrei em detalhes com o Eloy, mas a ideia do Sarau é uma homenagem a mamãe. A mesma fazia uma noite dessas uma vez por ano, porém, papai cancelou após a sua morte, agora tendo a oportunidade de continuar sua tradição, irei.

Dou mais uma olha ao redor da vila e sorrio, tudo está perfeitamente arrumando, faltando só alguns pequenos detalhes. Todas as frentes das casas estavam enfeitadas com flores, as ruas decoradas com bandeirolas floridas, vários arcos de flores espalhados, deixando tudo colorido.

O que mais me agradou foi ver que os membros da alcatéia estavam empolgados e aceitaram de boa, a lista para as apresentações estava cheia, tive que fazer uma segunda, pois a primeira encheu rapidinho, isso me deixou muito feliz, ainda mais por ter o apoio do Eloy.

- Eleanor- olho para cima e encaro Erick que está terminado de pôr o último arranjo- agora está bom não é?

- Na verdade essa ponta está maior que essa- indico com um sorriso amarelo, pois abusei demais dele, hoje o mesmo está sendo o meu criado particular, não foi fácil convencê-lo, mas consegui quando disse que se ele não me ajudasse por bem ia ser por mal, ou seja, hipnose.

- Está de sacanagem comigo? Vai mandar o Eloy vim ajeitar então, seu pau mandado é ele, não eu- irritada com o que ele diz faço com que o mesmo caia da escada, escuto algo estalar, porém, não me preocupo, ele cura rápido.- qual é o seu problema?- sua voz sai sufocada devido a dor

- Você, poxa Erick, é tão difícil me ajudar?- meu tom sai manso- foda-se, não preciso de você, eu me viro- estava prestes a subir a escada quando ele me impede.

- Deixa- sobe as escadas e começa a concertar o arranjo.

Faço o máximo para disfarçar o meu sorriso, havia conseguido o que eu queria, nada que um pequeno drama não resolva.

Após resolver o arranjo com o Erick, vou dá uma última olhada nos outros pontos da praça para ter certeza que as coisas estão em ordem, vendo que tudo está ok, me despeço das pessoas que me ajudaram e vou em direção a casa do Eloy.

Adentro a mesma, mas não o encontro por perto, nem no quarto está, resolvo ir até o seu escritório, encontrando-o concentrado em uma papelada e em um dos sofás Ayira concentrada no celular.

- Olá- os dois pares de olhos se direcionam para mim, acompanhados de um sorriso- o que essa pitucha está fazendo aqui?- vou até a pequena e pego-a no colo, dou um beijinho na sua bochecha e ela retribui.

- Coisa errada, a primeira pessoa a ter a sua atenção deveria ser eu- meu namorado fala ciumento, reviro os olhos.

- Larga de ser ciumento, e você não respondeu o milagre dela está aqui- normalmente a pequena fica na casa dos avós quando os pais trabalham.

- Mamãe baio, papai ambém- a pequena me explica, uma coisa fofa.

- E meus pais foram comemorar o aniversário de casamento ontem, retornam hoje antes do festival, e por falar nisso como está lá fora? você sabe, eu queria ajudar, mas estou atrasado com esses papéis- sua cara frustrada me comove, eu sei que se dependesse dele, ele faria tudo do sarau só para me agradar.

- Não fique assim, eu compreendo você e as coisas estão ótimas, está tão lindo Eloy, você tem que vê- falo empolgada, estou animadíssima- e pode tratar de se arrumar, já está quase na hora, perdôo você por não ajudar, mas não perdoarei se faltar- finjo uma cara irritada e ele me mostra seu lindo sorriso, logo em seguida se levanta, vêm até mim e envolve minha cintura, sinto seus lábios nos meus, mas logo desvio ele me olha interrogativo- sua sobrinha está em meu colo- ele olha para Ayira em meus braços, ainda concentrada no celular, revira os olhos.

Destinada A Um AlfaOnde histórias criam vida. Descubra agora