Capítulo 44-ELOY

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Estou sofrendo, meu lobo está sofrendo, só vivo angustiado sem nenhuma resposta, sem nenhum paradeiro da minha mulher ou filho, me sinto perdido, temendo pelo pior, mas acredito que nada tenha acontecido, tenho certeza que elas iriam fazer questão de me atingir se tivessem feito algo com a minha Eleanor.

Apesar de tudo, não desisti, não parei de procurar por ela, está sendo difícil, já se faz uma semana, ela já está com cinco meses, o bebê está para nascer, mas apesar de tudo, não posso desisti, ela precisa de mim, depende de mim no momento, não irei decepciona-la.

Analiso o pequeno quarto do meu filho, todo pronto só esperando por ele, é aqui que venho passando os últimos dias, isolado, sem ninguém por perto, sempre quando chego de mais uma ronda atrás da minha menina, o local em questão me trás um pouco de paz, de esperança que o meu bebê ainda vai esta aqui e irei vê Eleanor amamentando nessa cadeira de balanço ao qual estou sentado.

Não consigo parar de pensar nela, como está, como estão tratando-a, se o meu filho está bem e saudável, se estão a alimentando, provavelmente sim, aliás, elas precisam do bebê ótimo para cumprir os seus planos, malditas, quando encontrá-las vou arrancar suas cabeças.

Levanto-me da cadeira e saio do quarto, vou liberar o meu lobo para dá uma caminhada, talvez a brisa da noite nos faça bem, nos traga um pouco de conforto.

Desse modo adentro a floresta, começando a correr entre as árvores, indo em direção a grande pedra, eu brincava aqui com a Eloá e Erick, vivia ameaçando jogar os dois daquela altura, Eloá dramática começava a chorar, já Erick, sendo Erick, avançava em mim, tentando inutilmente me acerta ou derrubar, no final eu me ferrava, Eloá falava tudo para o papai e eu ficava de castigo, bons tempos.

Olho para a brilhante lua, está maior que o normal, está muito bonita, sei que a culpa não é dela, mas pergunto-me, porque ela me deixa passar por isso, por toda essa angústia, porque me desamparou, me deixando sofrer.

Continuo a encara-la, meu lobo solta um uivo sofrido, pondo sua dor para fora, depois que conhecemos nossas companheiras e a perdemos ficamos mais fracos, ficar longe da Lea sem que ela corra perigo é torturante, mas é mil vezes pior quando penso o que pode acontecer com ela e o bebê.

Viro-me para retornar a minha casa, porém, fico estático ao ouvir um uivo, ainda mais ao perceber que o meu lobo reconheceu a quem pertence, não consigo acreditar, porra, é a minha Lea, minha menina tem um lobo dentro de si.

"Merda Eloy, não é hora para ficar pensando nisso, o uivo é angustiado, ela precisa da gente, temos que ir antes que seja tarde"- o lobo me alerta, soltando outro uivo para que ela saiba que estamos a caminho.

O extinto do meu lobo fica completamente aguçado, correndo pela floresta na direção em que o uivo tinha vindo, estou em uma velocidade além do sobrenatural, desviando das árvores com apenas alguns centímetros se bater contra uma delas, mas não me importo, só necessito chegar a minha bruxinha, só preciso vê se ela está bem, preciso deixa-la em segurança.

Paro de correr quando chego em certa parte da floresta, só vejo árvore e mais árvore, não sinto cheiro de nada, mas tenho certeza que o uivo veio daqui, não pode ter sido a porra da minha imaginação, ela tem que está aqui, não posso está ficando louco.

Começo a entrar em desespero, meu lobo começa a ficar angustiado e irado, querendo destroçar qualquer coisa que apareça em sua frente, ando de um lado para o outro, em círculo, a procura de qualquer pista, mas não encontro nada, absolutamente nada.

A vontade de chorar me bate forte, estou cansado de segurar o meu choro, é a minha Eleanor, a minha bruxinha, mulher e companheira, não quero viver sem ela, não quero viver sem o meu filho, não posso, só se passou uma semana e não suporto mais essa dor em meu peito, eu preciso da minha menina comigo, preciso dela mais do que o ar que eu respiro.

Destinada A Um AlfaOnde histórias criam vida. Descubra agora