Nossos planos de jantarmos fora, foram por água a baixo, tudo pelo simples fato do meu bebê ter resolvido me fazer sentir um mal estar.
Passei o dia inteiro perfeitamente bem, meu estômago estava tranquilo, consegui comer tudo a vontade sem me preocupar, mas como tudo que é bom dura pouco, assim que Eloy anunciou que conseguiu vaga no incrível restaurante externo beira mar, uma tempestade ocorreu no meu estômago e comecei por tudo para fora, ao ponto de uma forte tontura tomar conta do meu corpo fazendo-me quase desmaiar.
Já não aguento mais isso, estou aliviada ao saber que essa fase já está para passar, pois nem mesmo os comprimidos contra enjôos que Laura receitou estão fazendo efeito corretamente, fico alguns minutinhos de boa, mas logo corro para o banheiro por tudo para fora.
Em compensação, Eloy resolveu melhorar um pouco nossa noite, solicitou serviço de quarto, pedindo comida as quais eu estava desejando, como alguns morango, torta de chocolate, um delicioso suco limão e algumas jujubas, sei que posso correr para o banheiro a qualquer momento, mas por hora, só quero matar os meus desejos.
Na TV estava passando MIB, estou deitada na cama, com as costas recostada no peitoral do Eloy, que me abraça leve e uma vez ou outra faz um cafuné. Estou confortável dessa forma, amo está em seus braços, faz-me sentir protegida, segura, amo sentir o calor do seu corpo, sentir seu corpo junto ao meu, é tão bom ter alguém que te dá amor e carinho, alguém para chamar de meu.
Sinto as mãos do Eloy acariciar a minha barriga, um pequeno sorriso brota em meus lábios, não tem sido muito os momentos que estamos trocando esse tipo de carícias, ainda mais em relação ao bebê.
São raros os momentos que nós dois falamos do bebê, por causa das coisas que vêem acontecendo, mas o desejo que aumentar o nosso vínculo com nosso filhote é grande, porém, eu tenho medo de me apegar demais e no final não conseguir salvar o meu pequeno ou pequena.
- Acha que é menino ou menina?- sua voz alcança os meu ouvidos, abro um pequeno sorriso e ponho minha mão por cima da sua.
- Não sei, não me importo com o que nosso bebê seja, só quero que esteja bem, saudável e seguro- acima de tudo seguro, quero ter meu bebê em meus braços, para poder mima-lo, encher de amor e carinho.- Tem idéias para nome?- ergo meus olhos para encarar o seu rosto, ele faz uma cara pensativa.
- Se for menino, Eloy Júnior, se for menina, Eloyna- explodo em uma gargalhada, de onde Eloy tira essas idéias? Eloyna? Meu Deus, meu companheiro é maluco.
- Eloy, nossa filha vai sofrer bullying- ele faz uma careta diante ao que eu falo, mas é uma pequena realidade.
- Combina com o meu nome e ninguém é louco de tirar sarro da minha filha, eu mato- reviro os olhos, ele é tão exagerado, mas não duvido que será um pai extremamente protetor se nosso bebê for uma menina- mas estou brincando em relação ao nomes, acho melhor escolhermos quando nascer, para vê qual nome combina- assinto concordo com o que diz, é melhor desse modo, não sou boa em escolher um nome, talvez assim que eu veja seu rostinho algo se ilumine para tomar uma decisão importante.
- Gostei disso- falo por fim ainda encarando o seu rosto perfeito, Eloy me olha serenamente, consigo vê o amor e carinho através dos seus olhos.
Aos poucos tudo ao nosso redor deixa de ser importante, o filme não tem mais a mesma graça, a comida não aparenta ser tão saborosa, tudo o que importa é a conexão dos nossos olhares.
Não resisto por mais nenhum segundo, ergo mais meu corpo, aproximo meu rosto do seu, ponho a mão na lateral do seu pescoço e tomo seus lábios com volúpia, Eloy imediatamente enfia as mãos nos meus cabelos me puxando mais para ele, fazendo o beijo ficar mais intenso.
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Destinada A Um Alfa
Hombres LoboLivro 3( NÃO É PRECISO LER OS ANTERIORES PARA ENTENDER ESSE) #VEZDOELOY Eleanor Waterhouse tem uma vida um tanto triste e solitária, desde a morte da sua mãe, quando ela tinha somente 9 anos, seu pai vêm se dedicando somente ao trabalho, deixando de...
