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sina.

Eu estava apreensiva e animada que a Heyoon estava indo para a festa.

Ambas as sensações se agitaram no meu estômago enquanto eu dirigia com a Sabina até a área rural onde o celeiro ficava.

— Então ela vai? — Eu falei para a Sabina que a Heyoon e a Hina iriam nos encontrar lá.

— Sim. Nós não vamos ser oficiais, mas essa é a primeira vez que nós saímos juntas em público, então… — Eu deslizei para uma estrada de terra e diminuí a velocidade para que meu carro não atolasse nos buracos.

— É uma pena que vocês não possam simplesmente ficarem juntas igual todo mundo. — Eu desviei para evitar um galho enorme e estremeci quando balançamos na estrada irregular.

Tínhamos que pegar a estrada da parte de trás para a fazenda porque os policiais da cidade gostavam de andar por aí procurando festas para acabarem.

— Sim, é. Algum dia, quem sabe.

Finalmente chegamos e estacionei meu carro no campo ao lado de uma caminhonete enferrujado e procurei pela Heyoon. Enviei uma mensagem para ela e depois a vi acenando de outra fileira de carros.

Sabina e eu nos aproximamos e nos juntamos a Heyoon e a Hina.

— Ei.— disse para as duas. Eu esperava que isso não fosse dolorosamente estranho.

Heyoon apenas pegou minha mão e me deu um beijo na bochecha. Eu estava chocada quando me afastei.

— Desculpa, eu não pude evitar.

— Elas são tão fofas, é doloroso.— Hina disse para a Sabina

— Nem me fale.

E foi isso.

Nós quatro fomos para a festa, Heyoon e eu de mãos dadas já que estava escuro e provavelmente ninguém veria. Hina e Sabina começaram a conversar sobre quadrinhos (aparentemente a irmã mais velha da Saby estava indo para a faculdade para estudar arte para quadrinhos) e nos ignoraram completamente.

— Bem, isso funcionou. — Heyoon disse no meu ouvido quando nos aproximamos do celeiro. Algumas pessoas fizeram uma fogueira perto (mas não muito perto) do celeiro e estavam jogando coisas nele e gritando quando as faíscas subiam.

Havia música vindo das portas abertas do celeiro.

Suspirei e soltei a mão da Heyoon. Foi como um soco no estômago até que ela pegou de volta.

— Não. Eu não estou me escondendo. Eu não vou me impedir de tocar em você por causa das outras pessoas. Sério, foda-se isso. — Parei de andar e me virei para encará-la.

— Sério?

— Porra, sim. Eu pensei nisso o dia todo hoje e estou pronta. Estou pronta para isso. — Ela levantou as nossas mãos unidas e senti lágrimas nos cantos dos meus olhos.

— Então é isso? Estamos fazendo isso em uma festa de merda onde todos provavelmente estarão muito chapados ou bêbados para se lembrar na segunda-feira? — Ela encolheu os ombros.

— Acho que sim.

Sabina e Hina pararam de andar à nossa frente, bem na entrada do celeiro. As duas olharam para as nossas mãos e começaram a bater palmas.

— Ah, parem com isso.— Heyoon disse.

— Eu costumava pensar que você era uma completa vadia, mas a Heyoon me assegurou que você não é, então eu estou te dando o benefício da dúvida.— Hina disse, olhando para mim.

STYLE - Heyna/SiyoonOnde histórias criam vida. Descubra agora