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Entro no quarto da minha namorada e a vejo cheia de máquinas ligadas em seu corpo, medindo as batidas do seu coração e pondo soro em sua veia. Mordo meu lábio inferior e tento controlar a vontade de chorar por ver a minha pequena desse jeito. Me sento no sofá de dois lugares e ponho a almofada que eu trouxe de casa atrás da minha cabeça.

- Você me deu um baita susto sabia Camz? Todo mundo ficou preocupado. - Começo a dizer olhando para seu corpo. Respiro fundo e fecho os olhos. - E foi uma luta minha mãe deixar eu ficar aqui com você, segundo ela eu tinha que banhar e deixar você descansando. Mas eu já banhei então por isso estou aqui...

Solto uma risadinha ao pensar que Camila iria ficar fazendo piadas com o que a minha mãe disse.

- E agora eu tô aqui vendo você descansar. Estou aliviada por você estar bem. - Confesso cansada. Tem sido uma noite bem louca. Respiro fundo e me ajeito no sofá de um jeito que não machuque meu pescoço. - Espero que não se importe amor, eu tô tão cansada e quero estar bem animada para quando você acordar.

Fecho meus olhos e cruzo meus braços, tentando criar um pouco mais de calor para esquentar meu corpo e lentamente eu me entrego ao sono que estava sentindo.

Algumas horas depois.

Acordei a poucos minutos, com a barriga quase pedindo socorro de tanta fome que eu estava. Comprei um sanduíche e um café preto na lanchonete do hospital e fui praticamente correndo para o quarto da minha namorada. Não quero sair de perto dela mais do que o necessário.

- Então Camz, eu trouxe um sanduba bem gostoso só pra mim... - Digo pensando que estaria sozinha no quarto com Camila. Mas assim que entro completamente dentro do quarto da garota e vejo uma enfermeira ao seu lado, e uma Camila totalmente consciente e acordada sentada na cama.

Quase deixo o copo de café cair da minha mão. A enfermeira logo percebe minha presença e me olha desconfiada.

- Isso aí é pra você certo? - Ela pergunta e a única coisa que eu consigo fazer e concordar com a cabeça alegre. A mulher termina de anotar algo em sua prancheta e sai do quarto. Camila me olha com um olhar confuso.

- Você é uma enfermeira também? Ou estagiária? Independente disso, você deveria estar com o uniforme. - Gargalho alto e deixo as coisas em minha mãos em cima de uma mesinha de canto e corro para abraçar a garota. Meus braços rodeiam seu pescoço, e eu finalmente posso sentir seu cheirinho. Ela está bem, é isso que importa. Separa nossos corpos e seguro em seu rosto.

- Eu fiquei com tanto medo amor. - E tento beijar seus lábios mas sou empurrada pelos braços de Camila.

- Quem você acha que é pra vir assim? - Ela pergunta. Sinto meu estômago embrulha e um sentimento ruim me cobre dos pés a cabeça.

- Lauren, sua namorada. - Digo nervosa. A morena faz uma cara estranha e me olha de cima a baixo, como de estivesse me julgando.

- Eu não sei de nenhuma Lauren. - Lágrimas encharcam meus olhos e minha visão fica embaçada. Só pode ser mentira! Tento dizer algo mas não sai nenhum som de minha boca. Minha boca treme em sinal de choro e quando as lágrimas iriam cair a morena levanta rápido e beija meus lábios em um selinho rápido.

- O quê?

- Eu estava brincando Lo. Calma, eu sei quem você é. - A latina diz segurando o riso. Eu solto um suspiro aliviado e empurro Camila de leve, e a mesma começa a rir. - Me desculpa meu bem, eu não pude aguentar.

- Porra Camila eu quase me caguei de medo. - Digo nervosa e Camila entrelaça seus braços em meu pescoço e junta nossos corpos. Faço um carinho em sua cintura e ouço o sons das máquinas ficarem cada vez mais altos. Olho para a máquina que examina seus batimentos cardíacos, e ela está marcando 100 bpm. - Seu coração tá tão rápido meu bem. - Digo em sua orelha e a morena solta uma risadinha.

- Desculpa, eu só estou feliz de te ver. - Beijo seu ombro e aperto seu corpo um pouco mais. Camila geme em dor e eu a solto na hora.

- Desculpa, eu não queria te machucar. - A morena balança a cabeça e se senta na cama de hospital, com as mãos em seus joelhos e respirando pesado. Me ajoelho preocupada em frente ao seu corpo e faço um carinho em seu rosto. - Como você tá se sentindo? Consegue respirar?

A latina balança a cabeça em concordância e respira fundo. Seus pais entram rápido e eu me afasto um pouco de Camila para eles poderem conversar com ela.

Alguns minutos depois.

- Toc toc. - Digo entrando no quarto de hospital da minha namorada. Camila que até então estava lendo um livro, levanta seu olhar para o meu e sorri de leve.

- Quem é? - Ela pergunta e eu fecho a porta atrás de mim. Sento ao seu lado e beijo sua bochecha e ponho meu braço ao redor de seu ombro.

- Banana. - A morena faz uma cara confusa e tenta responder mas uma loira alta entra rápido no quarto, acompanhada de uma mulher negra da mesma altura e um toquinho de gente ao lado delas.

- Aí a sapatona tá viva, ainda bem. - Dinah diz num suspiro só e corre em direção de Camila. Me levanto e saio do caminho, para Camila ser atacada pelas três garotas em minha frente.

- Incrível como hoje eu não tô conseguindo um tempinho com a minha namorada. - Falo dando ênfase no minha. As meninas dão língua pra mim e Dinah me dá dedo do meio.

- Você não pode tocar um dedo nela Lauren, a garota tá toda quebrada ela não aguenta dar a colega dela. - Fico envergonhada com o comentário de Dinah e um coro de risadas preenche o quarto. Camila põe a cabeça para fora daquele monte de cabelo e olha pra mim.

- Não escuta ela viu bebê? Voce vai descobrir se eu aguento mais tarde. - Se eu estava envergonhada antes, agora eu fico mais ainda com todas as piadas que eu escuto depois do comentário de Camila. Uma coisa é certa, se a minha pequena está assim é porque ela está melhor, e eu não poderia pedir mais do que isso.

Eai gays eu peço perdão por demorar tanto pra atualizar, eu apenas não estava tão bem assim pra transmitir coisas positivas nessa fic porém eu espero que gostem desse mimo.

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