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ʟ ɪ ʟ ɪ ʀ ᴇ ɪ ɴ ʜ ᴀ ʀ ᴛ ᴘ ᴏ ᴠ 's

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ʟ ɪ ʟ ɪ ʀ ᴇ ɪ ɴ ʜ ᴀ ʀ ᴛ ᴘ ᴏ ᴠ 's

ㅡ Pai! Você me assustou! -Exclamei, pondo a mão no peito e sorrindo sem mostrar os dentes.
Ele cruzou os braços e ergueu as sobrancelhas.

ㅡ Vamos, sente aqui e me diga a verdade -Caminhei até o sofá e me sentei de frente para ele.

ㅡ Só comprei algumas roupas, estava precisando -Tentei mentir, mas pelo visto não colou.

ㅡ Cem mil reais em roupa? Lili isso era um investimento para a sua futura carreira profissional, vinhamos com essa conta há muito tempo. Diga-me a verdade -Ri nervosamente.
Puta que pariu eu sou muito burra.

ㅡ Tudo bem -Desisti, suspirando-
Pai já faz umas semanas, desde que fui em uma ONG que ajuda moradores de rua.
Lá eu conheci uma mulher, e ela tem uma linda filha, com cinco aninhos.
Eu amei as duas. Mas a mulher, que se chama Rillary, me disse que tem um câncer -A expressão do meu pai suavizou automaticamente-
A ONG não podia arcar com o tratamento dela. Mesmo que ela ainda esteja no estágio II, ou seja, representa risco intermediário. E ela também não quis aceitar minha ajuda. Mas eu não iria deixar ela morrer.
E a filha dela? Como ela ficaria se a mãe morresse? -A essa altura, minha voz já estava trêmula e falhando-
Então eu conversei com a líder comunitária de lá, e ela topou me ajudar. Dizer para Rillary que ela ganhou um tratamento totalmente gratuito.
Mas na verdade eu estou pagando o tratamento para ela -Dei de ombros e limpei às lágrimas que teimaram em descer.

ㅡ Filha... -Meu pai murmurou, praticamente sem voz- Você é um anjo. Um anjo! -Veio até mim e me abraçou, beijou minha testa e pegou meu rosto entre suas mãos- Eu te amo. Estou orgulhoso de você, muito -Não consegui segurar o soluço.
Me desmanchei de chorar nos braços do meu pai.
Essa pequena frase, me fez sentir a garota mais sortuda desse mundo.
Tudo que eu quero é simplesmente um pouco de carinho dos meus pais. Da minha mãe, isso não será possível, mas sei que do meu pai, terei de sobra.
...

Me joguei na cama e me preparei para dormir.
Foi quando meu celular vibrou, o peguei e sorri.

[Ogro Gostoso: Boa noite, boneca]

[Me: Ei, babaca. Me faz um favor?]

[Ogro Gostoso: Ok. Fala aí]

[Me: Me envia um daqueles poemas toscos]

[Ogro Gostoso: Ou! Respeita meus poemas. Mas tudo bem, vou te enviar um] -Gargalhei e balancei a cabeça em negação. Esperei alguns segundos e logo ele me enviou um poema.

[Ogro Gostoso: Não é um poema, mas eu gostei disso: "Às vezes os idiotas são capazes de coisas maravilhosas"]

[Me: HAHA! Rindo alto. Está tentando fazer uma propaganda de si mesmo??]

[Ogro Gostoso: Entenda como quiser]

[Me: Certo. Vou dormir agora. Boa noite, e já sabe... sonhe comigo!]

ᴛʜᴇ ɢᴏᴏᴅ sɪᴅᴇ ᴏғ ᴛʜᴇ ᴄᴏɴᴛʀᴀᴅɪᴄᴛɪᴏɴ ➳ sᴘʀᴏᴜsᴇʜᴀʀᴛ (CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora