EPÍLOGO.

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Todos pularam de alegria pela notícia. Henri ficou nervoso demais, não quis acreditar e me evitou um tempo, mas agora...é sem dúvidas um tio babão por duas crianças que tem quase 3 semanas. Eu ainda não acredito completamente. Todos os dias durmo chorando por Nathan, mas converso com meus filhos rindo e contando para eles como o pai ficaria feliz.

Estamos ainda no palacete, mesmo com os três problemas mortos: Leonizi, Sofi e o Homem gigante que queimei. Vamos ficar aqui mais tempo até as coisas melhorarem. Criei coragem e expliquei toda história para minha mãe, ela desmaiou umas 8 vezes durante todo o processo. Ela se lembrou do massacre. Parece que as pessoas não esquecerem, só estão escondidas no subconsciente. Minha mãe chorou horrores pelas lembranças com Leonizi, pediu perdão à Amélia por tudo mesmo que a culpa não fosse dela.

- Bom, sorte de nova mamãe de olhos brilhantes ai é que não tem prova segunda. - Anne joga a mochila no sofá.

Aqui virou nosso abrigo. Mamãe de olhos brilhantes, meu novo apelido, segundo Anne, pegou de pressa. A magia de Nathan ainda está em mim, Amélia disse que quando o aniversário acabasse, a magia extra sairia, mas ainda está aqui. Meus olhos ainda tem brilhos dourados e pratas, apenas por isso não volto para a escola, não posso controlar isso.

- Fora a prova, tem a professora nova. Você viu, Anne? Ela faz piadas desnecessárias o tempo todo e nem são engraçadas. - Henri reclama comendo uma maçã.

- Pelo menos ela não presta atenção quando saímos da sala, dá pra matar aula tranquilo - Chell mexe na geladeira.

- Parem de comer minhas coisas - digo com a mão na barriga.

- Sua mãe vai trazer mais. - Amélia faz anotações. Está estudando o sangue preto de Arthur.

- Olá! Eu sou Clavim. Clavim Sthreekwoodt. Nome grande eu sei, mas Amélia Sthreekwoodt reconhece ele. - uma aura verde aparece no centro da sala. Henri cai da cadeira, Chell deixa um grito agudo assustar todos. Parece um fantasma, mas depois do susto ninguém parece sentir medo. Pai de Amélia - Eu era o Fundador de Ouro que foi morto por Leonizi Rhouzana, minha mulher também foi morta, meu irmão e primos, tios e tias, mas meus filhos estavam vivos, e isso me deixa feliz mesmo com o inferno que aquele homem os enfiou, sei que estão livres agora.

Os olhos de Amélia brilham pelas lágrimas que querem cair.

- Fico feliz, filha, por estar viva. Eu te amo, minha prata pura, que orgulho  - Ame sussura que também o ama - Ao contrário de Nathan, que se foi, mas não exatamente - minha pele arrepia - Meu filho de ouro não está no mundo dos vivos nem no dos mortos, ele é um gênio que até mesmo a morte enganou - ele gargalha - típico de um Sthreekwoodt. Merdith Rhouzana, você tem esse nome mas não é seu pai! Carrega meus netos e é da família. Lembra quando meu filho te deu suas últimas forças? - digo que sim, lágrimas descem dos meus olhos - Ele colocou uma força transparente. Era vida dele, a alma dele. Nathan está com você. Amélia, querida, quando saíram da Montanha, Nathan fez um dectozirin, foi assim que Nathan perdeu a maioria dos poderes e você deu a ele metade do seu. Acha mesmo que um dectozirin faria um estrago daquele tamanho?

Amélia pensa, demora. Juntando as peças. Ela descobre o que Nathan fez, sabe porque o pai morto está na nossa frente agora. E provavelmente se perguntando como o irmão consegui esconder uma coisa tão óbvia.

- Sim. Ele me invocou, conseguiu invocar um morto de anos. Sabe porquê sou verde? Porque Nathan me entregou metade da sua vida, daquela força transparente. E metade para você, Mer, que creio ser a mulher dele. Está no livro lunar o feitiço de como irão trazê-lo de volta a vida. Assim como Mer sonhou com o pai revivendo, Nathan sonhou, um dia antes da morte de Leonizi, com a morte de todos vocês. Ele não teve escolha. Merdith e Amélia ; Nathan confiou a vida deles a vocês. Ele os ama mais que a ele mesmo.

Amélia estava paralisada, eu igualmente.

- Meu tempo acabou. Amélia, te amo filha; Merdith, eu te amo minha nora. Amo até vocês que não conheço, pois salvaram minha jovem família. Sua mãe também manda abraços, filha. Adeus.

Henri deixa cair a maçã, Chell a garrafinha de água e minha mãe as sacolas, nem vi quando ela entrou. Nathan vai voltar. Eu e Amélia nos abraçamos e choramos juntas. 

Me espere, Nathan. Vou te buscar.

RYSTTON HERGREELY: O Livro LunarOnde histórias criam vida. Descubra agora