Capítulo 29 - Plano.

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AMÉLIA

Merdith deve estar na escola. Que sorte a deles estudar só de manhã e as vezes a tarde, no meu tempo, eu e Nathan acordávamos 4 da manhã e iamos dormir treinando. A casa tem certos barulhos agora, depois que Mer aprendeu a andar de saltos sem tropeçar, a casa ficara em um implacável silêncio. No entanto agora tem uma criança que nunca viu a metade das coisas que tem aqui, o pior é que não posso brigar, nem dar umas surras, nem enfeitiçar e muito menos atirar estacas no garoto.

Ele deve ter mais energia que todo açúcar do mundo. Os adultos também não deixam o menino para trás, desde que descobriram que podem ter magia, tentam incendiar essa casa sem descanso. Mas hoje a casa está intacta em silêncio, talvez eles tenham morrido.

Saio do meu quarto, ando pelos corredores até as escadas. Do alto vejo uma das mulheres se revirar no chão, o garoto baladeira está jogado ao seu lado paralisado, encarando aquele zumbi sem piscar. Me lembro de quando Leonizi nos fazia fazer experimentos em pessoas mortas. Sem tempo para isso, Ame. Pulo da escada e corro até o menino. Nos teletransporto até meu quarto.

- Se mexer em alguma coisa que te mato!

Ele concorda, tranco a porta e me transporto de novo ao salão. O sangue dela não tinha ficado completamente preto, mas agora está. Ela grita e Nathan aparece pela porta da frente.

- Que merda é essa?

- A poção só demorou para fazer o efeito total. Ela não vai suportar a transformação.

Antes que termine a frase, Nath já enfiou uma adaga na cabeça da mulher. Ela cai e o seu corpo derrete. O dos outros não fizeram isso! Por que o dela está? Odeio não ter informações. Nathan percebe e com fogo verde, na minha mão aparecem tubos para colher a pele antes que vire gosma preta como petróleo.

Está feito.

- Quando pensei que estavam mortos, era uma piada, não era sério - digo bufando. Nathan me olha confuso - Notícias de Mer? Chegou inteira? - limpo as mãos na meia calça.

- Claro que sim, hoje foi para a escola - ele diz pegando a adaga no meio gosmento.

- Já sabia. Mande limpar isso.

Vou para meu quarto. O menino não saiu do lugar, está em choque. Me sento ao seu lado e ele levanta os olhos para mim, vai ser um homem lindo demais, por que não podia ser mais velho?

- Ela não aguentou, morreu. - tento dizer da forma mais simples possível. Passo a mais pelos cabelos lisos dele - Fez amizade com ela?

- Não...apenas gostava dela.

- Tudo bem, então, quer ver uma coisa legal?

- Você não vai me matar? - acho graça da sua carinha. Com esse cabelo, lembra muito Mer quando nos conhecemos.

- Só se quebrar alguma coisa. - toco a ponta de seu nariz e ele sorri, para mim isso já está bom. - Gosta de armas?

Joseph me olha torto, concordando em dúvida, ele vai gostar sim. Pego na sua mão e andamos silenciosamente pelos corredores até a sala preferida do meu pai. Armas de todos os tipos. Eu e Nathan sabemos usar todas, facas são nosso forte desde os primeiros treinos; adagas, punhais, facas de todos os tipos.  O que seria mais lindo do que lâminas? Lâmina que corta a pele dos homens e faz jorrar sangue. Até arrepio.

RYSTTON HERGREELY: O Livro LunarOnde histórias criam vida. Descubra agora