Alguns dias haviam se passado e Christopher não havia conseguido falar com a amiguinha de Luca. O garoto estava eufórico e queria convidar a amiga para vir brincar em casa. Toda vez que Christopher tentava falar com pequena ela já havia ido embora.
Luca havia acordado cedo demais pela animação que estava. Hoje as crianças iriam para um passeio da escola, iriam até o bosque municipal. Alexandra fez questão de levar o neto até a escola naquele dia. Ela havia decidido que ficaria na casa do filho quando chegou.
— Chegamos, filho.— Alexandra estacionou o carro e tirou Luca da cadeirinha pegando sua mochila.
— Eba! — Luca olhou para os lados como se estivesse procurando alguém.
— O que foi, meu amor?— Alexandra perguntou curiosa.
— A Luna ainda não chegou.— Colocou o dedo na boca.—Eu quero ver ela, vovó.
— Vem aqui com a mamãe.— Alexandra o pegou no colo.— Quem é Luna?
— Minha amiguinha.— Olhou para os lados.— Ela vai brincar comigo lá em casa, o papai prometeu.
— Luca Uckermann, não leve estranhos para casa.— Alexandra disse autoritária.— Não quero que te coloquem em risco.
Na verdade, ela estava preocupada com as ligações que havia recebido. Todos os dias ela estava recebendo ameaças e não imaginava quem poderia ser o autor de todas aquelas ligações.
— Bom, a mamãe já vai. Se comporte.— Beijou a cabeça do pequeno que sorriu.
— Tchau, vovó.— Acenou com a mão.
— Não, filho. Diz "Mamãe"— Estreitou os olhos.— Tchau, amor.
Luca a olhou confuso e entrou na escola aguardando a amiga que ainda não havia chegado. Ficou brincando com alguns outros colegas enquanto esperava.
Dulce se atrasou para levar Luna na escola, ela estava pensativa e muito emocionada com o que acabara de receber. Uma caixa com um laço em cima e dentro era o que mais a havia chocado. Uma manta azul com bolinhas brancas. Ela lembrava muito bem daquela manta, Luna tinha uma igual só que rosa. Aquela manta era de Luca, seu bebê e ela junto com Christopher haviam comprado em uma loja de bebês justo para quando eles nascessem. Derramou algumas lágrimas tentando entender quem havia lhe mandado aquilo pois não havia remetente algum quando lhe foi entregue o pacote.
Luna estava pulando e queria logo ir para a escola, após as insistências da filha ela resolveu ir. Pegou a mochila de Luna e desceu com ela que tagarelava do quanto estava animada e queria ver logo o amiguinho. Meia-hora depois chegaram na escola e Luna desceu. Antes, Dulce a levou até a porta da escola e beijou suas bochechas. Estava atrasada para o trabalho.
— Mamãe, vem conhecer o Luca.— Luna tentou puxá-la.
— A mamãe promete que vai conhecer ele um outro dia, ok?— Beijou a mão da filha.— Só que estou atrasada, bebê.
— Por favor, mamãe.— A olhou piedosa. Dulce quase aceitou porém recebeu uma mensagem do escritório avisando que já havia um cliente.
— Amanhã a mamãe conhece ele, tudo bem?— Olhou para a pequena que fez uma carinha triste.— Se divirta, filha. Te amo.
— Também te amo, mamãe.— Abraçou a mãe e saiu pulando. Dulce sorriu e foi para o trabalho ainda com o pensamento na caixa que havia recebido.
Luna encontrou Luca sentado no banquinho e sorriu. Sentou ao lado dele e ao perceber que a garota estava lá abriu um enorme sorriso.
— Luna! Você chegou.— Abraçou a pequena.
— Sim, a minha mamãe demorou para me trazer.— Revirou os olhinhos.
— Quem me trouxe hoje foi a minha mamã... Vovó!— Sorriu.
— E o seu papai?— Perguntou com o dedo na boca.
— Está trabalhando. — Sorriu.— Ele disse que você pode ir brincar na minha casa!
— Que legal!— Sorriu animada.— Eu queria conhecer o seu pai.
— E eu a sua mamãe. Como é o nome dela?— Perguntou.
— Dulce.— Sorriu.
— Dulce?— Ela assentiu sorrindo.— O nome da minha mãe também é Dulce!
— Que legal, nossas mães tem os mesmos nomes.
— Só que você ainda tem a sua.— Luca falou triste.— Eu queria muito a minha.
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O Que A Vida Me Roubou
RomanceConcluída || A vida pode nos levar a caminhos diferentes um do outro. Christopher Uckermann e Dulce Blossom tinham o casamento dos sonhos e esperavam os frutos do amor dos dois. Mas o que eles nem imaginavam era que o destino pudesse ser tão cruel...
