18 de fevereiro de 2020
Ontem à noite, a Stella veio deixar a Arya, pelo que percebi até ao momento tudo estava a correr bem entre ela e o Peter.
Estava a rezar para dentro, para que corresse mal, queria que ele vazasse da minha vida, não preciso de gente tóxica. Para isso já me chega a Melissa.
Esqueci-me de referir a repercussão que teve a mensagem do tal "MENSAGEIRO ANÓNIMO"?
Não dormi nada, sempre a receber mensagem do Instagram e do Twitter, muitas a perguntar se ficar com o ex da melhor amiga nos torna putas.
É um tópico interessante, mas não queria me ver como tal, então preferi ignorar todas as mensagens.
Desci para tomar o pequeno-almoço:
- Filha, senta-te, o waffle está a ficar frio!
- A Alison está muito ocupada com os namorados. - disse a Arya.
A Arya é aquele tipo de rapariga mimada, cruel e chata, muito chata. Também apenas tinha 11 anos mas tinha que acalmar.
- Arya, mete-te na tua vida.
- Alison, tem calma, ela é mais nova que tu! - enunciou a minha mãe.
- Vou dizer ao meu pai, que me trataste mal!
- Ui cuidado, que medo. Aliás onde ele está?
- Foi comprar o jornal.
Soube que ele não ficou nada contente de não ter podido ir com os amigos jogar snooker, será que hoje ia aguentar a tentação?
Sabia que amanhã de manhã, a Stella vinha buscar a Arya e terminar com este pesadelo. Já me chega ter o machista do Peter não preciso de mais uma peste.
Cheguei à escola e fui ter com o Mateo:
- Bom dia, princesa.
- És um doce!
- Ontem a mensagem foi intensa.
- Pois foi!
- Nos nem fizemos sexo! - riu-se dizendo.
- Achas que era assim tão mau?
- Eu não disse isso, Alison, tem calma.
Naquele momento, vi o senhor Kurt Hummel a sair do carro, com um vestido, no seu corpo.
- Kurt, estou aqui!
- Olá Alison e Mateo, ouvi dizer que fizeram uma marotices, ontem à noite.
- Ó cala-te, estás de vestido?
- Sim, sabes que dia é hoje?
- 18 de fevereiro?
- E também o dia em que me assumiu aos meus pais como gay, faz um ano.
- Há pois é, amigo. Parabéns! Mas porque de vestido?
- Achei que era uma maneira linda de celebrar.
- Fica-te lindo o vestido - disse o Mateo de maneira amorosa.
- E as pessoas? - perguntei eu com medo do que os rapazes podiam fazer ao Kurt.
- As pessoas que se lixem. Importas-te muito com o que as pessoas pensam.
De seguida chegou o Miles.
- Olá amor. - disse o Kurt.
- Travesti com quem estás a falar? - perguntou o pai do Miles, que estava por detrás dele.
Não acredito no que estava a acontecer, como o Miles permitiu o seu pai dizer aquilo ao Kurt.
- Kurt, estás bem? Se fosse a mim eu não admitia este tipo de situações. Digo-te já...
- Mas não és tu que tens de admitir Alison, o Miles é meu namorado e não teu. Tenho de ir à casa de banho. - disse o Kurt saindo com as lágrimas nos olhos.
- Alison ele tem razão, é independente e sabe lidar com os seus próprios assuntos.
- Desculpa mas eu conheço o Kurt como ninguém. Vou atrás dele, vens comigo ou vais ficar aqui a dar-me conselhos de como reagir com o meu melhor amigo?
- Eu vou contigo. Mas tem calma...
Fomos os dois pelos corredores da escola, abrimos a porta da casa de banho dos rapazes e vimos o Archie a agarrar no Kurt pela parte de cima do vestido pronto para lhe dar um murro. Dizendo:
- A tua casa de banho não é aqui, maricas.
Ao ouvir isto, o Mateo foi ao encontro deles e deu dois socos com força ao Archie, o Kurt saiu pela casa de banho a chorar:
- Kurt queres ir para lá para fora?
- Vamos.
- Estás bem, ele magoou-te?
- Alison sabes que eu tento sempre colocar as críticas dos outros sobre a minha sexualidade no lixo mas desta vez não consegui, ele ia-me agredindo por ser quem sou.
- Kurt, não fiques assim, sabes que és forte!
- Se calhar deixei de o ser depois de 1000 bocas acerta da minha sexualidade.
Neste momento aparece o Miles, muito agitado:
- Kurt, o que aconteceu contigo? O mensageiro anónimo mandou-me mensagem a dizer que o Archie quase te batia.
- Miles agora já é tarde para quereres saber, o Mateo teve de me defender porque o meu namorado não estava naquele momento comigo, estava com o pai em uma visita ao diretor.
- Sabes como é difícil a relação entre mim e o meu pai, ele não tenho vergonha de ser teu namorado mas sim da reação dele.
- E não é a mesma coisa? - perguntei eu.
- Alison, mas tu já tiveste que passar por isso? Porque te metes sempre entre mim e o meu namorado? - perguntou o Miles.
- Ex-namorado! - afirmou o Kurt choramingando.
- Isto é um adeus? - interrogou o Miles ao Kurt.
- Talvez até seja um até já mas eu acho que preciso de ficar sozinho por uns temos, xau Miles.
Naquele momento o Miles sai dali com um ar de irritado mas também de triste quase a chorar. Mas eu acho que o Kurt merece melhor, alguém que não tenha vergonha de estar com ele! Ou estou errada?
As aulas passaram a correr, e a Sam não apareceu estava preocupada, desde que a mãe descobriu que a sua sexualidade, anda diferente. E eu preciso de resolver as coisas com ela sobre o que se passou ontem entre nós. O Mateo foi suspenso dois dias por ter batido no Archie, e o agressor do Kurt continua na escola, só mostra que temos um diretor homofóbico. O Kurt agradeceu muito ao Mateo pelo seu gesto. Ele era um príncipe. Será que o merecia?
Decidi ir falar com a Brenda:
- Olá Bree, sabes alguma coisa da Sam?
- Alison, ela falou comigo hoje pelo telefone e acho que está com a gripe. Amanhã já deve vir, vais ver.
Pois, ela não sabia que eu ouvi a conversa delas na casa de banho, mas também não tencionava dizer.
Queria que a Sam me contasse pessoalmente.
Depois disto, estive a dar apoio ao Mateo e ao Kurt.
O Kurt está destroçado por ter acabado com o Miles mas achava que precisava de estar sozinho, o que se compreende.
A mãe do Mateo, a Emily, aceitou muito bem o facto dele ter batido no Archie, devido à motivação de levar o Mateo a fazer tal coisa.
Acho que me esqueci de referir que o Mateo tem duas mães maravilhosas, a Alison e a Emily.
Antes de ir para casa decidi passar pela casa da Sam, mas a sua mãe não me deixou falar com a filha. E ela não me atendia.
Em casa, estavam a minha mãe e os restantes a ver um filme, eu entrei e subi logo para o meu quarto. Passado uma hora, decidi ir chamar a minha mãe para ir ver a novela comigo:
- Vens ver "O amor maior"?
- Sim, já vou, deixa só cobrir a Arya, que ela acabou por adormecer no sofá.
- O Peter?
- Recebeu um telefonema urgente do trabalho e teve que sair.
Que desculpa mais parva para ir beber com os amigos, só não disse nada à minha mãe sobre as minhas suspeitas porque não a queria enervar.
Depois de ver a novela, ela saiu do meu quarto. E fui dormir.
Pelas 4 da manhã, acordei e ouvi um estrondo, vindo de lá de baixo, desci calmamente as escadas e vi que era a minha mãe a chorar, levando com um cinto do Peter.
Achei que não podia aparecer de repente pois ele deveria ter mais força que nós duas juntas, peguei no jarro do corredor, desci novamente as escadas e dei-lhe na cabeça, fazendo com que ele desmaiasse:
- Mãe, o que fazemos?
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Entre nós
Fiction GénéraleAlison e Sam, começam um novo ano, e sentimentos controversos e até inimigos podemos entrar no seu caminho, mas será que no final o amor entre elas é mais forte que qualquer obstáculo?
