NÃO FALA NADA

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Nota da autora: Alcançamos nossa meta e como prometido, em forma de agradecimento por tanto carinho com esse meu sonho em forma de palavras transpassadas nessa estória, aqui está o segundo lançamento da semana. Nunca deixarei de ser grata a vocês por tanto.

Recebam os mimos desse casal daqui pra frente.

CAMILA

Aquele barulho que soava ao fundo de minhas percepções me incomodava profundamente. Fazia pouquíssimo tempo que eu havia conseguido adormecer, mas estava tão cansada, depois de uma semana exaustiva, que foi o suficiente para que entrasse em um pesado sono rapidamente.

Escutava o som tão distante de minha consciência tentando me despertar, e eu me remexia na cama, puxando o lençol com minhas pernas que se debatiam sem parar, ao mesmo tempo em que minhas mãos buscavam a ponta de minha coberta, a levando até minha cabeça, precisamente na altura de meu ouvido, afim de abafar aquele toque.

Em vão.

Fui obrigada a abrir os olhos, me deparando com a escuridão do meu quarto que estava sendo clareado pela única luz existente no ambiente, que era a luz da tela de meu celular acessa, ao lado do meu travesseiro, enquanto tocava.

Balancei a cabeça negativamente, piscando lento devido à minha sonolência, apoiando meu corpo sobre meus cotovelos, ficando de bruços, com o tronco levemente levantado, estendendo um de meus braços até meu aparelho.

Ligação de Lauren.

Seu nome na tela fez que eu me levantasse de solavanco, sentando na cama rapidamente, me despertando completamente em um ímpeto.

- Alô? – Minha voz soou sonolenta mesmo que eu já estivesse em alerta com aquela ligação. Esfregava meus olhos com as costas de minha outra mão.

- Me desculpe se te acordei. – Sua voz rouca soou do outro lado serenamente.

- Lauren? Aconteceu alguma coisa? – Estava preocupada com sua súbita chamada sem motivos aparente, mesmo que o seu tom não acusasse notícias ruins.

- Aconteceu. – Meu coração parou de bater por uma fração de segundo, me deixando assustada com a pausa de sua fala. – Você ainda precisa me ver?

- Sim, por quê? – Ela estava me deixando completamente perdida.

- Porque eu estou indo até você. Tem algumas coisas que eu preciso te falar, pessoalmente, assim como eu preciso te ouvir. Chego ai em algumas horas. – E ela simplesmente desligou, sem me dar tempo de falar mais nada.

Essa mulher consegue me deixar completamente confusa e sem estruturas com uma extrema facilidade.

Deitei novamente, jogando o aparelho de minhas mãos para o lado, tentando aliviar o turbilhão de pensamentos e sentimentos que me foram golpeados sem que eu estivesse preparada.

A viagem de carro, que eu acredito que ela fará já que consegui ouvir o motor do mesmo roncar em meio a ligação, durará em média de 5 horas se ela não parar e nem correr mais do que deve.

Olhei para meu pequeno relógio digital, que fica em cima da mesa de cabeceira ao lado de minha cama, que marcava quase uma hora da manhã e já faziam no mínimo uns dez minutos que eu estava imóvel, deitada, olhando para o teto escuro, sem sono.

Estava convicta que a ansiedade agora não me deixaria mais dormir.

Havia a ligado dizendo que eu precisava a ver em um grande impulso e mesmo sabendo que ela viria durante a semana a serviço, o que causaria nosso encontro, eu ainda não havia ensaiado o que deveria a falar.

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