Quando despertei todo o meu corpo doía horrores, e a claridade que batia em meus olhos me fez fazer uma careta de dor.
- Maite, está tudo bem? - Perguntou William preocupado segurando firme minha mão.
- Não, está tudo péssimo. - Resmunguei. - Maldita hora que me enfiei na frente daquela bala.
- Você também é trouxa viu, tudo bem que você me ama, mas tomar um tiro no meu lugar só pode ser burrice mesmo.
- Obrigada pelas palavras de gratidão por ter salvo a SUA vida.
- Desculpe, meu amor... Eu não gostei do que você fez, preferia mil vezes ser eu aí sofrendo no seu lugar. - Disse acariciando meus cabelos.
- Tudo dói, puta que pariu!
- Vou chamar o doutor.
Quando ele saiu eu finalmente notei a presença de Lagarto ali.
- Pelo menos não morreu. - Declarou ele e eu acabei rindo.
- Realmente eu devo ser uma gata com 7 vidas, estava dentro de um carro que capotou, levei uma facada no braço e depois um tiro.
- Ximena não teve tanta sorte...
- Como assim?
- Quando ela atirou em William... Quer dizer você, um dos homens pulou em cima dela para impedi-lá de continuar, e nisso ela acabou batendo a cabeça muito forte na quina de uma mesa.
- Ela... Morreu?
- Ela está internada sobrevivendo só por causa de aparelho, William pediu para que mantessem os aparelhos funcionando até o bebê se desenvolver e dar para fazer uma cesária, ela já está com 4 meses, então temos que esperar no mínimo mais uns 3 meses e meio.
- Pelo menos a criança vai viver.
- Senhorita, Maite. Como se sente? - Perguntou o médico chegando junto com William.
- Cheia de dores.
- É normal, eu vou te dar um remédio que ajudará diminuir o desconforto, mas não irá parar de doer totalmente.
- Tá bom. Aliás, conseguiram tirar a bala?
- Ela estava alojada bem no canto de sua cintura, então foi fácil de retirar e graças a Deus não lhe atingiu nem um órgão, senão aí sim você estaria ferrada. - Respondeu.
O médico ainda estava aplicando o remédio em minha veia quando derrepente entra um padre e um juiz no quarto.
- Que merda é essa? - Perguntei.
- Nós vamos nos casar - Disse William sorrindo.
- O que? Você só pode estar de brincadeira.
- Eu não quero perder mais tempo, quero que seja logo minha mulher, quero te dar meu sobrenome de uma vez.
- William olha meu estado. - Falei abismada.
- Linda como sempre, Lagarto e doutor aceitam ser nossas testemunhas?
- Bom... Sim - Disse o médico sorrindo meio confuso.
Lagarto olhou para nós por alguns segundos, e depois de respirar fundo deu sua resposta.
- Aceito.
E então o padre fez uma breve cerimônia, e eu chorei obviamente, quando chegou o momento dos votos eu estava desesperada, não tinha nada em mente para falar.
- Bom... Nem sei se devo falar aqui na frente de um padre como foi que nos conhecemos, só posso dizer que foi de uma maneira bem turbulenta, conviver com William é viver intensamente, sem saber como será o dia de amanhã e por incrível que pareça eu gostei disso, desde o começo eu senti algo por ele, mas eu jamais confessaria isso. Com o tempo ele foi ganhando meu coração, e ele começou a cuidar de mim de uma maneira que nunca ninguém cuidou, e hoje eu sou totalmente entregue a ele, eu sou totalmente dele e nada mais me importa. - Quado terminei de falar ele tinha os olhos cheios de lágrimas e me deu um rápido beijo.
- Em todos os pensamentos que um dia eu tive do meu futuro eu jamais me imaginei em um momento como esse, me casando. Em meio a tanta destruição e morte que era minha vida, você chegou derrepente, e me trouxe luz, me trouxe esperança. Eu sinto que na verdade foi você quem mudou, deixou de ser aquela menina inocente e se tornou como dizem por aí "um mulherão da porra", o padre que me perdoe o palavreado. Maite, eu não consigo mais imaginar minha vida sem você ao meu lado, me desculpe por isso, por estar fazendo você se casar em cima de uma cama cheia de fios, de soro, com dores, mas é que eu não aguentava mais, eu queria estar finalmente unido a você em carne e alma, mas também na justiça, queria a junção do meu sobrenome no seu. E a partir de hoje, agora por lei, tudo o que é meu é seu e vice versa, e o mais importante de tudo eu sou seu Maite, sou seu para você fazer o que quiser. Espero que me perdoe por todos os erros que cometi com você, por todas as vezes que te magoei, saiba que eu me arrependo de cada lágrima que um dia te fiz derramar. Eu te amo, Maite Perroni... Quer dizer, Maite Perroni Levy.
Eu já chorava feito um bebê, e em troca ganhei um beijo na testa dele.
- Bom... Então com esses votos tão bonitos, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
William se abaixou e me beijou, se dependesse de nós teria durado longos e longos minutos, mas lembramos que tinham outras pessoas no quarto e nos afastamos. Depois chegou o momento de assinar as papeladas do casamento, e enfim estávamos casados legalmente.
- Bela lua de mel teremos. - Falei quando todos já haviam saído do quarto, e William se espremeu para se deitar comigo.
- É que a gente teve a lua de mel antes de casar. - Disse rindo.
- É verdade.
- Mas pode deixar, assim que você se recuperar iremos para uma praia bem bonita e teremos a lua de mel dos sonhos
- Vou esperar ansiosa por esse momento - Falei me aproximando e me aconchegando ainda mais perto de seu corpo, e assim juntinhos adormecemos.
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O Agiota
ActionAté onde você é capaz de chegar para realização de um sonho? Colocaria sua vida em risco para alcançar um tão desejado objetivo? E foi exatamente isso que Maite fez, para conseguir se formar na faculdade recorreu a um caminho perigoso e sem volta, a...
