"- Me diz que eu posso te beijar... - Assoprei no seu pescoço e depois dei uma leve mordiscada, atiçando-a. - Diz, bebê. Não quero ser acusado de coagir minha funcionária novamente. - Continuei distribuindo mordidas e beijos no seu pescoço e colo. A...
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Olhei para o relógio que indicava onze horas da manhã e fechei meus olhos novamente, desejando não ter acordado, pelo menos não agora. As cenas da noite anterior invadiram meus sonhos e rondavam meus pensamentos, quando minha única vontade era esquecer tudo que aconteceu e tudo que eu sentia.
Ontem, quando cheguei, roubei uma garrafa de vinho que meu pai guardava na sua pequena adega climatizada e tomei tudo sozinha, remoendo os últimos acontecimentos da minha vida e martirizando o fato de estar sexualmente satisfeita com um homem que nem deveria passar pelos meus pensamentos, que dirá pela minha vagina. Não preciso nem dizer que estou com uma ressaca daquelas, né?
Fechei meus olhos e cobri meu rosto com um travesseiro, mas antes que eu conseguisse tentar dormir, ouvi uma batida na porta e escutei os passos leves da mamãe entrando no meu quarto e sentando ao meu lado na cama.
— Não vai acordar, meu bebê? - Dona Lilian puxou o travesseiro do meu rosto e deu um beijo na minha testa.
— Argh... ultimamente todo mundo resolveu me chamar de bebê. - Resmunguei, muito mau humorada. Ter vinte anos ainda dava o direito das pessoas te chamarem de bebê?! Pelo visto sim.
— Todo mundo quem?
— A senhora... o Anthony...
— Huuum, quer dizer que os seus suspiros nessas últimas semanas tem um motivo?
— QUÊ? - Sentei-me na cama e encarei minha mãe com o pior olhar que eu poderia reproduzir com sono e ressaca. — Acho que a senhora está delirando.
— Esqueceu que eu te conheço como a palma da minha mão? - Fechei os olhos e respirei fundo. Eu não conseguia enganar minha mãe, era humanamente impossível. Deitei minha cabeça em seu colo e ela iniciou um cafuné absurdamente delicioso.
— Mãe, você acha que eu sou uma vagabunda por ficar com meu chefe?
— Claro que não, Kyra.
— E com o ex da minha irmã?
— Levando em consideração que foi um namorico de crianças inocentes e que sua irmã não gosta e nunca gostou dele, a resposta continua sendo não.
— E com o cara que minha melhor amiga é apaixonada?
— Que história é essa, Kyra? - Mamãe arregala os olhos. — Ainda estamos falando do Tony? - Ela para o cafuné e espera que eu responda.
— Infelizmente, sim. - Aperto sua mão para que ela continue mexendo em meu cabelo, pois assim eu me sentia mais tranquila.
— A Olívia está apaixonada pelo Tony? - Seu tom de voz demonstravam confusão, sem entender toda essa situação.
— Acho que sim, mãe. - Fecho os olhos, tentando conter uma lágrima que insiste em se formar no canto do meu olho esquerdo. — Sempre que ela me vê, pede para que eu marque um encontro entre eles. Ela stalkeia ele em todas as redes sociais e passa o dia me mandando mensagens sobre como ele é lindo e educado e maravilhoso...