Capítulo 14

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 Passei um perfume e penteei meus cabelos, deixando um topete bem legal num estilo que eu gostava muito

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Passei um perfume e penteei meus cabelos, deixando um topete bem legal num estilo que eu gostava muito. A blusa social azul-claro ficava um pouco apertada nos braços, exaltando os bíceps e tríceps que passei muitos anos para conseguir definir.

Hoje é sábado e é o aniversário da Ágatha. Por que uma grávida vai fazer uma festa de aniversário em uma boate foi o que eu passei o dia inteiro me questionando, mas como não sou o aniversariante, não posso julgar.

Apaguei as luzes e fechei a porta do meu apartamento quando recebi uma ligação da própria aniversariante. Olhei as horas e vi que estava apenas dez minutos atrasado, o que era bem aceitável para uma festa em uma boate.

Oi Ágatha. - Atendi a ligação.

Oi amigo. - O som estava alto e abafado, mas, mesmo assim, eu conseguia escutar ela.

Eu já estou indo para aí...

Você pode buscar a Kyra? Ela ficou responsável de trazer o bolo, só que atrasou para chegar lá em casa e quando ela foi sair o carro deu prego na bateria. - É muito errado dizer que eu fiquei feliz com a situação? Mais minutos a sós com ela. Ganhei meu dia.

Claro! Em quinze minutos eu chego lá. - Sorri e andei quase saltitante até o elevador.

Obrigada, Tony. Espero vocês aqui. - Ela gritou e desligou a ligação antes que eu pudesse me despedir.

Fui até meu carro e fiquei na dúvida entre mandar ou não uma mensagem para Kyra. Resolvi avisar apenas quando chegasse lá, pelo menos assim ela não teria chance de recusar minha carona. Dirigi todo feliz até o condomínio que frequentei muito alguns anos atrás, e não vou mentir, pretendo frequentar muito mais agora.

Cheguei na portaria e Kyra estava lá me esperando com uma caixa enorme na mão. Liguei o pisca alerta e fui a ajudar.

— Boa noite, bebê. - Dei um beijo na sua bochecha e peguei a caixa pesada que ela segurava.

— Boa noite, Tony. Coloca no porta-malas, acho que fica melhor para não estragar o glacê do bolo.

— Sim senhora. - Abri um sorriso para ela. Eu preciso admitir que a felicidade que eu estou sentindo só de vê-la me assusta. Coloquei o bolo no seu devido lugar e entrei no carro, sentando-me no banco do motorista, ao lado de Kyra, que já me esperava. — E aí bebê, como foi a dia?

— Tirando a bateria do meu carro que morreu, foi ótimo. - Eu segurei a mão dela que repousava em sua perna e apertei, um carinho singelo. — E o seu?

— Fui para a academia, pensei em você, cochilei, sonhei com você, lanchei, pensei em você de novo... basicamente isso. - Nós rimos.

— Até parece, Tony. - Ela me encarou. — Aposto que você diz isso para todas as mulheres.

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