𝐗𝐗

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No dia seguinte, assim que o sol nasceu, iluminando o quarto com um clarão, ao atravessar a janela. Incomodado com tamanha claridade que batia em seu rosto, o homem se sentou na cama bocejando, e logo em seguida se espreguiçou. Esticando seu braço, ele alcançou o celular encima da mesinha de apoio e ligou o aparelho telefônico, com o objetivo de ver a hora. Assim que o telefone ligou, ele viu que ainda eram cinco horas da manhã, poderia simplesmente se deitar novamente e dormir mais um pouco, já que só iriam passar na sua casa ás oito e meia da manhã. Porém, a ansiedade do garoto não o deixava dormir, ele estava muito nervoso, por isso se levantou da cama e foi tomar um banho, bem morno, para ver se conseguia relaxar um pouco. Entretanto, o banho quente e relaxante, não foi capaz de acalmar o rapaz, nem que ele tomasse dez banhos ou passasse meia hora se banhando com água morna, pois ele estava tão nervoso que sua ansiedade chegava a ser do tamanho de uma onça, e o olha que uma onça é o maior felino da América. 

Após seu banho, ele seguiu até seu closet e experimentou todas as roupas que existiam em seu guarda-roupa, queria saber quais eram as melhores, quais eram as mais confortáveis e quais os deixava mais bonito. Geralmente, pessoas sem sentimentos procuram agradar outras pessoas apenas para usa-las, mas ele estava se esforçando para agradar por causa das borboletas em seu estômago e não só de uma forma romântica, e sim, pura ansiedade. Estava com receio de fazer algo de errado ou falar algo que não deveria, mas estava tentando entrar em seu personagem, só que essa aproximação com a pessoa que pode levar todo o seu plano por água a baixo, estava o atrapalhando um pouco. Após quase uma hora dentro do closet, ele decidiu vestir uma bermuda branca e uma blusa regata rosa claro. Logo em seguida, ele colocou algumas das roupas que havia provado em sua bolsa, e depois colocou outras coisas que iria precisar nesses dias. Mesmo com tudo pronto, ele fez questão de checar umas cinco vezes, para ver se nada estava faltando. Depois de revistar sua bolsa mais quatro vezes, ele decidiu ir até a cozinha para comer algo e quando percebeu, tinha acabado com dois pacotes de bolacha. 

Finalmente chegou a hora em que os homens chegariam para busca-lo, e ele não aguentava mais esperar, gastou todas as calorias que ganhou ao ingerir dois pacotes de bolacha, caminhando de um lado para o outro na casa. Ele se sentava, levantava, andava, ia até a cozinha beber um pouco de água, andava de um lado para o outro, ia até a sala, ligava a televisão para se distrair, se distraia do que estava assistindo ao pensar na viagem e desligava a televisão, depois levantava, andava, ia até a cozinha novamente, andava de um lado para o outro, e o ciclo se repetia sem parar. Às oito horas e trinta e cinco minutos, a campainha tocou, o que fez ele sair correndo, pegou a sua bolsa com todos os seus pertences e caminhou rapidamente em direção a porta, mas assim que ele chegou á porta, ele ficou parado em frente ao grande e branco pedaço de madeira, respirando fundo, tentando relaxar. Ao abrir a porta e dar de cara com Namjoon, ele abriu um sorriso largo e deu uma risada leve ao perceber que o homem estava com trajes super praianos, uma blusa cheia de flores e plantas, a bermuda era igual, mas o que estava fazendo ele rir era a boia que envolvia o homem, ela era de um pelicano e chamava muita atenção. 

— Oh meu deus, você está... — não tinha adjetivos para descrever o quão engraçado e bonito o homem estava.

— Charmoso? Eu sei — disse brincando e nem se quer notou o quão nervoso estava o homem na sua frente.

Isso porque o mais velho não permitiu que ele percebesse, assim que abriu a porta e saiu de casa, foi como se o Min Yoongi tivesse ficado em casa, e apenas Choi August existisse, ele tinha ocultado qualquer sintoma de ansiedade que antes estava bem explicito, pois não podia por seu disfarce em risco, e nem se demonstrar frágil na frente de qualquer pessoa que existisse. 

— Vamos? — o detetive pegou a bolsa alheia e colocou na mala do carro, entrando no automóvel logo em seguida.

O mais velho fez o mesmo e abriu um sorriso fraco para o homem ruivo, que estava sentado no banco ao lado do motorista. — Olá! Quanto tempo Jimin. 

Psycho | NamgiHistórias para pegar e não largar. Descubra agora