"Pode fugir dos outros, mas não de ti mesmo" - Sêneca
Eliza Armstrong:
Era o final de uma tarde de sexta-feira, o trânsito de Manhattan estava uma bagunça, havia carros transitando de um lado para o outro, pedestres passando pelas calçadas, adolescentes voltando de suas aventuras cotidianas. Mais um dia normal para todas aquelas pessoas.
Enquanto isso, eu subia os degraus do lance de escadaria rumo ao meu apartamento. Tive uma longa semana, semana essa que foi carregada de homens engravatados e cantadas rebuscadas por elogios desnecessários de um grupo de homens todos casados e com família que não faziam questão de sequer disfarçar os olhares maldosos para meu corpo.
Neste meio tempo, eu tentei me aproximar mais dos Lombardi, ganhar sua confiança — e convenhamos, não era algo tão difícil — mas isso incluía gastar meu precioso tempo com cafés da manhã ao som de conversas estúpidas, e uma quantidade maior do que o necessário de tempo ouvindo asneiras.
Mas, no final de contas, valeu a pena. Arthur em meio aos seus momentos falando da glória de suas empresas deixou escapar algumas características das sede das fábricas. Todas as fábricas estavam devidamente trancadas as sete horas da noite, os alarmes eram ligados, assim como as câmeras, cães famintos eram colocados de plantão no local. "Uma fortaleza impenetrável" nas palavras do próprio Arthur.
Bem, ele com toda certeza não conhecia a HARPIA
Porém, mesmo com tantas outras coisas para pensar, a imagem daquela mulher que eu salvei um beco naquela fatídica noite após o jantar entediante com Arthur não me saía da mente.
A preocupação não era exclusivamente com aquela mulher. Minha preocupação é que entre ela há tantas outras que não tiveram a sorte dela. Minha preocupação é que se fosse em outras circunstâncias e em outra realidade, poderia facilmente ser eu no lugar dela. Minha preocupação é que há pessoas que estão em situação tão ruim — ou até mesmo pior — do que ela.
Desde o ocorrido, passei a dar algumas voltas após sair do "trabalho" pelos bairros mais humildes de Nova York, me aventurei até mesmo em sair da ilha de Manhattan, e a visão que tive era sempre a pior.
Enquanto a elite brindava com suas taças de champanhe, ternos caros e bolsas da Chanel, havia pessoas que dormiam na rua com apenas um papelão como travesseiro, pessoas essas que boa parte que perderam seus empregos — pelo que informantes me avisaram — havia também outros que tentavam ganhar na vida mas que tinham seus lucros roubados por pessoas em estado pior.
Em outras palavras, a cidade estava ruindo, e ninguém fazia absolutamente nada. Talvez fosse loucura pensar, mas quem sabe não fosse uma má ideia termos um herói brincando de Arqueiro Verde por aí.
Assim que coloquei meus pés na soleira do apartamento, algo começou a me causar uma estranheza, a começar pelo fato que um pequeno tapete que ficava na soleira da porta estava um pouco mais afastado do que o natural. Por enquanto, estava tudo "aceitável", afinal, eu mesma poderia ter batido no maldito tapete e o afastado.
Porém, minhas suspeitas de que algo estava errado aumentaram quando ao girar uma única vez a chave na maçaneta da porta ela se abriu. Normalmente, eu sempre dava uma volta completa na chave antes de sair — um hábito estranho, eu sei, porém sempre me foi de grande ajuda.
Agindo como se não tivesse notado nada, adentrei na penumbra do local, cujas luzes ainda permaneciam apagadas. Caminhei normalmente, ouvindo os saltos emitirem um som ao irem de encontro com o carpete a cada passo que eu dava, enquanto caminhava em direção a cozinha.
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A Justiceira {CONCLUÍDA}
AçãoEliza Armstrong uma agente que serve à uma organização secreta é enviada para a cidade de Nova York com uma única missão: quebrar o grande sistema de corrupção, latrocínio e lavagem de dinheiro que está se formando dentro de uma das maiores empresas...
