"A água que não corre forma um pântano, a mente que não pensa forma um tolo" - Victor Hugo
Eliza Armstrong:
Dentro da sala, apenas o barulho ensurdecedor da televisão onde noticiários informam sequencialmente a respeito da morte "súbita" do excelentíssimo vereador e empresário, dono de uma das maiores indústrias do país.
Tudo que se sabe é que ele e o filho mais velho foram baleados por uma sequência de tiros em sua própria casa, a polícia não encontrou nada que levasse à ninguém, assim não tem nenhum suspeito. Bom, eles não tem nenhum suspeito, mas eu tenho.
Ao notar a expressão que se encontrava no rosto de Anthony, Damon tentou passar o canal, porém, não importava qual jornal assumisse o local na tela, todos falavam a mesma coisa, até que a televisão finalmente foi desligada.
Ele tentava não demonstrar, mas estava visivelmente abalado pelo o que aconteceu. O pai era um louco psicopata e futuro genocida, mas mesmo assim, ele fazia o melhor pela família, e exigia sempre o máximo de Anthony, porque no fundo sabia que ele era capaz de fazer.
Eu não tinha nenhuma palavra de consolo para oferecê-lo, não sei, não entendo e não compreendo o que ele está sentido. Na realidade, seria um dia glorioso caso eu recebesse a notícia que meu pai estava morto. Fiz a única coisa que podia por ele, coloquei-me ao seu lado enquanto apertava seu ombro como forma de consolo.
— Acho que não preciso de dizer que todos sabemos o que causou a morte dos dois Lombardi's! — disse Hilary, chamando a atenção de todos, incluindo Anthony. — Isso certamente não é coisa boa!
— Tem ideia o que ele pode querer, Eliza? — perguntou Dylan.
Olhei para o homem de cabelos escuros que estava de braços cruzados do outro lado da sala, seu rosto estava carregado pela expressão séria de sempre, porém, desta vez tinha uma leve suavidade no tom de voz.
Desde que descobriu um pouco mais sobre minha história, ele vem diminuindo os comentários a respeito da minha longa lista manchada de sangue, até mesmo nossas discussões diminuíram. Parece até que nós viramos bons conhecidos, se é que isso existe.
— O mesmo que todos da cultura dele querem, chamar a atenção do mundo para si, mostrar que os EUA não é a única potência capaz de colocar o mundo abaixo, e principalmente, mostrar que podem facilmente destronar o líder mundial facilmente! — expliquei.
— Acredite, eles não são os únicos! — falou Hilary, tomando a frente do assunto — A HARPIA vai querer bater de frente, e aí sim vocês verão o que é um banho de sangue!
— Ou seja, estamos cercados por espadas em ambos os lados! — Anthony falou, pela primeira vez, naquele diálogo.
— Não vai dar para lutar uma briga com dois opositores! — confessou Damon — O que vamos fazer?
— O que for preciso! — falei, encarando a parede.
Hilary ainda entreabriu os lábios para falar algo, porém, seja lá o que ela iria falar a seguir, foi interrompida por um grande estrondo vindo do outro lado da construção que nos encontrávamos. Antes mesmo que nos levantássemos, um segundo estrondo foi ouvido, este que causou um impacto grande o suficiente para nos lançar do outro lado.
Caí em cima de Hilary, que por sua vez estava jogada sobre a perna de Dylan, enquanto minhas costas serviam de apoio para a cabeça de Anthony. tentei enxergar o que estava acontecendo, mas a única coisa que consegui enxergar foi a cortina de fumaça cinza subia, além do grande buraco na parede.
Nas quatro semanas que ficamos aqui, nos colocamos a aprimorar o lugar para nossa segurança. Instalamos câmeras e alarmes de segurança, fizemos uma dupla parede forrada e impenetrável, além de levantarmos um segundo cômodo para guardar o carro dos detetives e a moto que usava para me locomover à noite. Tudo isso, em um tempo recorde de quatro semanas.
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A Justiceira {CONCLUÍDA}
ActionEliza Armstrong uma agente que serve à uma organização secreta é enviada para a cidade de Nova York com uma única missão: quebrar o grande sistema de corrupção, latrocínio e lavagem de dinheiro que está se formando dentro de uma das maiores empresas...
