12- Uma vítma e sua salvadora

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"Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida" - Sócrates

Eliza Armstrong:

Os finais de semana eram aproveitados de maneira diferente, metade da cidade bebia, frequentava baladas e saíam em encontros com seus respectivos parceiros. No meu caso, eu aproveito dentro de um galpão esquecido no meio do nada, com temperaturas mais altas do que o núcleo da terra enquanto sigo sentada diante de uma tela de notebook me sentindo frustrada.

O genial detetive Damon — este que eu carinhosamente o chamo de loiro do inferno — surgiu com a ideia de transferir os ocorridos das missões para um local além do meu apartamento, e nos arrastou para o outro lado da ilha de Manhattan — digo nós, porque o ilustre e muito mal humorado amigo tatuado.

— Já conseguiu? — ele perguntou, enquanto brincava de jogar uma lanterna que tinha em mãos para o ar.

— Não, e se perguntar mais uma vez juro que irei testar a cortina de fumaça venenosa em você! — ameacei, referindo-me ao gás mortal que guardo para momentos "especiais".

Meus dedos corriam pelas teclas do notebook, apertando-as de maneira contínua e olhando para a tela com um brilho de esperança no olhar.

— E você Dylan, conseguiu sucesso aí? — ele virou-se para o amigo.

Dylan analisa com atenção o celular descartável que encontramos no escritório do Lombardi, esse que com toda a certeza estava mais acessível do que os dados que estavam naquele pen drive.

— Nada de muito útil — disse Dylan — Nada além de chamadas aparentemente realizadas para o Oriente Médio

De repente, minha garganta se fechou e meus dedos paralisaram sobre as teclas do teclado. Eu não costumava ficar assim sempre, mas o fato de ter o Lombardi se comunicando com qualquer pessoa daquele país era assustador.

— Americanos e Mulçumanos juntos? Quando isso aconteceu? — perguntou Damon, claramente debochando da situação.

— Na noite em que estive nas Indústrias Lombardi eu vi as caixas com bombas sendo deixadas no local — informei, tirando minha atenção do computador para os detetives — E duvido muito com o Exército Americano iria entregar bombas para um lunático como ele

— E o que exatamente vamos fazer agora? — Damon perguntou

Nós três nos entreolhamos com um aspecto de cumplicidade no ar. Nós invadimos a mansão Lombardi juntos, já estávamos com alvos vermelhos em nossas costas — mesmo que ninguém soubesse sobre nossas identidades — E todos aqui tínhamos razão para o que estávamos fazendo.

Dylan era certo demais para ver aquilo tudo acontecendo e não fazer nada. Damon tinha um dever a cumprir com o Estado. E eu, bem, eu estava cumprindo ordens.

— Por favor, não diga o que estou pensando! — disse Damon, virando-se para mim.

No canto da sala, Dylan já pressionava as têmporas com os dedos, já presumindo o que viria a seguir.

— Vistam seus trajes — informei — Vamos, novamente, às empresas Lombardi!

{...}

Quando menos esperávamos, logo nos encontramos novamente dentro dos domínios dos Lombardi, desta vez, eu estava com a companhia dos dois detetives para me auxiliar cada um à sua maneira.

Há poucos metros de distância, Damon vigiava as ruas em seu ponto de vista dentro do carro preto. Do lado oeste da grande fábrica — não muito distante de onde eu estava — Dylan se embrenhou dentro da escuridão comigo.

A Justiceira {CONCLUÍDA}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora