"A diferença entre amor e ódio, é que pelo o ódio a gente mata e pelo o amor a gente morre" - Renato Russo
Eliza Armstrong:
Cada dia que passava, mais o pânico se espalhava pela cidade. De um lado, tinha o poder público que afirmava que tudo estava sob o mais perfeito controle, enquanto a mídia dizia que a cidade estava em um estado de calamidade — o que de fato estava — o mundo estava praticamente caindo ao redor de Nova York, mas ninguém estava vendo.
Após o meu "desabafo" — se podemos dizer assim — os demais não fizeram questão de fazer algum questionamento, aparentemente tudo que falei os deixaram um tanto quanto escandalizados. Na realidade, eu agradecia mentalmente por isso, por mais satisfeita que eu estivesse por finalmente ter falado para alguém uma verdade sobre mim, isso não significava que eu gostaria de continuar a responder perguntas ao meu respeito.
Era o final do dia, e novamente nos encontrávamos dentro do nosso "esconderijo", cada um realizando suas atividades cotidianas. Dylan assumiu o posto de ensinar Anthony a defender-se, este último, que acabou descobrindo que o arco e flecha era sua arma ideal.
Dylan, que afirmava ter uma certa afinidade com o arco flecha — de acordo com ele, havia um dos amigos que deixou Spokane que o usava — diante disto, ele encarregou-se de ensiná-lo.
Neste meio tempo, eu assumi a frente nos computadores, monitorando cada mínimo movimento realizado pelos caminhões Lombardi — por via das dúvidas, Anthony instalou rastreadores nos carros que o pai utilizava para transportar as cargas pela cidade — estes, que eu os monitorava fielmente. Enquanto isso, Damon ficava de olho nos radares da polícia, que permaneciam em silêncio desde as chegadas dos terroristas na cidade.
Meus olhos deslizavam pelo monitor do computador na mesma velocidade em que meus dedos pressionavam as teclas do teclado, entretanto, o mapa recebeu o norteamento de um caminhão que saía neste exato momento de dentro da companhia de Arthur, fazendo com que o pequeno ponto vermelho do rastreador se movimentasse.
— Ele tá saindo! — gritei, chamando a atenção dos outros para mim.
Todos pararam o que faziam antes para observar a mesma tela que eu. O rastreador estava sendo levado em direção aos subúrbios da cidade, uma das áreas que em situações normais eu costumava vigiar.
— Nesta área certamente não há nenhuma entrega a se fazer! — disse Anthony, ao meu lado.
— Acha que ele realmente tem alguma coisa a ver com isso? — perguntou Dylan, desta vez olhando para mim
— Provavelmente, da última vez estavam todos escondidos dentro da mala do caminhão! — falei.
Damon afastou-se do círculo de pessoas, caminhando até uma mesa e agarrando a máscara que costuma usar, enquanto a levava para o rosto.
— O que pensa que está fazendo? — perguntei.
— Nos preparando para ir! — falou, logo em seguida, jogou a outra máscara para Dylan que a agarrou no ar — Deve ter outra para você ali!
Ele indicou com o lado esquerdo com o polegar, local esse que Anthony marchou em direção, começando a vasculhar.
— Eu vou sozinha! — falei, enquanto observavam todos vestirem seus trajes
— Da última vez você foi sozinha, e olha no que deu — dessa vez quem falou foi Dylan — O que já deixou claro que toda vez que tentamos fazer alguma coisa separados nós perdemos!
— Essa briga não é de vocês, essa é a minha missão! — me levantei, parando entre os três que continuavam suas ações como se eu não estivesse falando.
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A Justiceira {CONCLUÍDA}
AçãoEliza Armstrong uma agente que serve à uma organização secreta é enviada para a cidade de Nova York com uma única missão: quebrar o grande sistema de corrupção, latrocínio e lavagem de dinheiro que está se formando dentro de uma das maiores empresas...
