Kol parou em algum lugar mais longe da boate e me pôs no chão.
- Por que paramos aqui? - Perguntei
- Não acho que devemos ir pra casa agora...
- Estou com a roupa suja de sangue, acabei de criar a maior confusão... Acho que devemos sim.
- Exatamente, precisa relaxar! E eu, particularmente, adorei o show. - Sorriu brincalhão
- Marcel não gostou nada...
- E você liga? Mostrou quem manda lá. Só precisa se preocupar com sua autodefesa, agora...
- Okay, onde quer me levar? - Concordei pois precisava espairecer de qualquer jeito.
- Você vai ver... - Virou as costas pra eu subir
- Estou de saia, vai subir demais.
- Ninguém vai ver... além de mim.
Ri e subi em suas costas.
Alguns minutos depois, estávamos em um lugar lindo.
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Aquela vista parecia um quadro de tão perfeita.
- Fujo pra cá, de vez em quando... - Ele comentou enquanto sentava nas pedras
- Eu poderia morar nesse lugar. - Suspirei, me sentando também
- Como é o Brasil? - Puxou assunto
- Tinha tudo pra ser perfeito e de primeiro mundo, mas graças ao azar com os governantes, tem muita pobreza e violência. É bem evoluído em algumas coisas, mas duplamente atrasado em outras. Os governantes preferem manter as pessoas sem a devida educação, pra ter mais controle sobre eles. Mesmo assim, os brasileiros são bem acolhedores e até felizes com o pouco que têm. Sem contar os lugares lindos e paradisíacos espalhados por lá.
- E por que quis sair de lá?
- Ah... como eu disse, o lugar é lindo, mas é super difícil crescer por lá. Pra conseguir qualquer coisa, é necessário o triplo de esforço e mesmo que consiga, precisa pagar metade, ou mais, do que tem pro governo. - Senti tristeza e Kol se aproximou, me abraçando de lado.
- Sua mãe? - Perguntou e fiz que sim com a cabeça - Me conta sobre ela?
- Ela é tudo o que tenho! Somos muito próximas, minha melhor amiga. Sempre me ensinou a contar tudo o que fazia pra ela, pois não era uma "chefe", e sim uma amiga experiente... - Limpei uma lágrima que escapou - E agora, aqui estou, escondendo coisas dela.
- Entendo que só quer protegê-la.
- Sim! Ela me teve nova, tinha 20 anos quando nasci. Devo tudo à ela!
- E seu pai?
- Nunca conheci. Ela sempre me disse que não lembrava quem é e eu nunca entendia isso. Não lembrar é diferente de não saber... Mas agora eu entendo, ela deve ter sido hipnotizada a esquecer. Por isso não quero que ela saiba de nada daqui, um fio solto pode descosturar tudo. E se eu a pôr em perigo, nunca irei me perdoar!