Paraiso infernal

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(Kol)

Não pude evitar a risada nervosa.

- Está me dizendo que quer que eu seja corno e concorde com isso?

- Primeiro que eu não propus um namoro, podemos continuar com nosso lance sem rótulos. Eu pego vocês dois e vocês pegam quem mais quiserem. Sem burocracia. - Respondeu ela na maior cara de pau - E pra ser corno precisa haver traição, o que não se encaixa quando estão todos de acordo.

- Até parece, você matou a Jessy quando eu falei que estava com ela. - Parker continuou.

- Então esse era o nome dela? Bem, isso foi porquê você não queria me deixar entrar. - Deu de ombros, mas pude notar que estava mentindo. Sempre que mentia, mexia nas unhas.

- Mentira! Você mexeu nas unhas, sempre faz isso quando mente. - O bruxo disse ao meu lado.

Droga, ele também a conhece bem.

- Eu não...

- Ele tem razão, você faz isso quando mente. - Concordei um pouco frustrado.

- Legal, os dois só concordam quando é pra se virarem contra mim. - Riu sarcástica - Ok, não gostei de te ver com ela, mas foi porque parecia estar casado por morar lá. Fiquei puta, por pensar que você não estaria disponível para mim.

- Devo me sentir ofendido com isso? - Perguntou à mim.

- Pelo menos ela não te empalou com o próprio braço. - Respondi.

- Pensando por esse lado...

- Quer saber? Se resolvam. Tenho uma festa pra ir e pessoas para torturar. - Me puxou para um beijo e fez o mesmo com Kai em seguida, sumindo logo depois.

- Estou me sentindo usado. - Pensei alto.

- Eu nem sei como estou me sentindo. - Parker comentou.

- Eu acho que vocês deveriam aceitar. - Bex disse do quarto.

- REBEKAH, VOCÊ NÃO TINHA SAÍDO? - Reclamei.

- Acha mesmo que a gente perderia esse Reality Show? - Continuou Freya.

- Privacidade não existe pra vocês?

- Não, irmão. Ficamos juntinhos Always and Forever! - Debochou Rebekah saindo do quarto com nossa irmã mais velha.

- Ainda bem que matei minha família inteira. - Parker disse com a maior tranquilidade se sentando no MEU sofá.

- Klaus também fez isso com todos nós. A diferença é que ao invés de morrermos, ficávamos em um vazio e angústia infinita até que a adaga com cinzas de carvalho branco fosse tirada da gente. - Me arrependi logo que terminei a frase.

Contei a única fraqueza de nossa família, por quê?

Mas talvez nem fizesse diferença, olhei para o sofá e o bruxo parecia estar dormindo. Eu e Rebekah nos encaramos confusos. Ele pegou no sono em segundos?

- Você fez alguma coisa? - Perguntou Freya voltando da cozinha. Neguei com a cabeça.

- Ô... esquisito... - Cutuquei sua perna com meu pé e ele acordou como se sua alma despencasse de algum lugar para o corpo.

- Sinceramente, não sei o que S/N viu em você... - Freya o olhava incrédula.

- Pra ser justa, nem em Kol. - Completou Rebekah.

- Já se decidiu? - Perguntou bocejando.

- O que... você... Cara, vaza da minha casa!

- Já estou indo, mas antes vou dizer, não espere que vou desistir dela.

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