Me procurava, amor?

569 50 3
                                        


(S/N)

- Que merda!

- O que? - Perguntou vendo minha cara transparecer o nervosismo.

- Mais desaparecimentos, muito mais! - Apontei para a TV à nossa frente que mostrava o noticiário - Eles estão terrivelmente despreocupados.

- E o Klaus não vai ajudar nem o próprio irmão? Típico dele...

- Ele ajudaria se eu tivesse contado... - Ignorei o ataque - É que antes que eu pudesse, me disse que estava tendo problemas com um grupo estranho em Nova Orleans que vem fazendo sacrifícios de... - Me recusei a terminar a frase. A capacidade de qualquer ser que o fizesse, me causava revolta. Não ser apegada a crianças não quer dizer que gosto que as... não gosto nem de pensar - Ele teme por Hope, e por isso Rebekah também correu pra lá. Ela disse que explicará o que houve aqui pra Freya e Hayley, mandando qualquer notícia ou ajuda delas. Não é a primeira vez que Kol causa massacres, então não é muito difícil de inventar qualquer desculpa para o Klaus.

- Eu não gosto da ideia de deixar Stefan cuidar disso. E... se eles fugirem de novo?

- Eu tô impaciente com isso. E pra piorar, não tô com um bom pressentimento, Bennett. Nenhum deles nos procurou antes. Já fazem quase dois meses... Por que só agora?

- Se eu tivesse minha magia, saberíamos de todos assim que saíram do cofre. - Ela secou o copo que antes estava preenchido com metade de Bourbon.

- Que porra! Aquela merda de monstro não passa de um maldito covarde, só se esconde e faz os meninos trabalharem por ele com controle mental porquê não se garante peito a peito. - Bati o copo contra a mesa, lidando com os cacos que se estilhaçaram em minha mão por eu esquecer em um lapso de momento da minha força sobrenatural. Ela ignorou o chilique, estávamos cansadas o bastante pra discutir por qualquer motivo - Que merda aquilo fez com o Kol? Ele nunca me deixaria sem notícias tanto tempo, mal desgrudava de mim. - Enfiei meus dedos nos meus cabelos. Saber que ele estava vivo, me aliviava, mas sumir assim e me ignorar de qualquer jeito, causava inumeráveis paranoias na minha mente que já nunca fora tranquila.

- Descobrir o que é seria o primeiro passo, mas nunca conseguimos alcançá-los... Enzo também não me deixaria sem aviso. Vamos ter que contar com o Stefan dessa vez. - Suspirou, acredito que se sentia tão derrotada quanto eu.

Depois do dia que os três foram trancados dentro daquele cofre que dava para um labirinto subterrâneo, fomos todo santo dia tentar abri-lo. Por vários dias não tivemos sucesso. E então, quando Stefan surtou e quase perdeu as esperanças, fomos apenas eu e a Bonnie, evitando qualquer sociabilidade que pudesse surgir entre nós.

Porém, ao adentramos o Arsenal e descemos para onde era o cofre, nossos corações dispararam no mesmo ritmo desesperado. A porta preta estava escancarada.

Eu e ela gritamos por eles assim que pusemos o primeiro pé para dentro. Minha audição apenas captou o eco de nossas vozes. Aqueles túneis pareciam suspeitos, e corri muito por toda sua extensão, encontrando nada mais que o cadáver dilacerado que nos lembrava Alex pelas roupas que vestia. Minhas mãos nervosas então tremeram com a onda gélida enviada por meu cérebro que arrepiou todo meu corpo. Não por ela, mas pela minha dedução do que poderia ter acontecido com o Kol.

Eu fiquei paralisada enquanto Bennet congelou o olhar naquele corpo que deveria ser Alex, assustada. Ela começou a andar de fasto e bateu com o calcanhar em um outro corpo não muito distante, quase caindo por cima do cadáver, mas sendo segurada pelo braço graças ao meu reflexo. Me amaldiçoei em perder uma cena tão icônica, mesmo não estando muito no clima.

Ela não agradeceu e eu nem ne importei também, nossa preocupação era outra.

Saímos de lá com o mesmo destino em mente, ainda que não trocássemos uma palavra, ambas sabiam qual a primeira pessoa que deveria saber.

...Onde histórias criam vida. Descubra agora