Relações conturbadas

299 35 7
                                        

(Narradora)

S/N: — Relaxem, estão fazendo um clubinho do drama à toa.

Caroline: — Você deve estar de sacanagem com a porra da minha cara. — Andava de um lado para o outro com as mãos na cintura, hiperventilando — Eu nem deveria estar aqui só por ter inibido meu luto pelo Matt. Estou tendo que fingir para a Elena, me sinto horrível.

S/N: — Se está te fazendo mal, eu posso te fazer sentir de novo. Pode até ir embora em seguida. Não vou ficar magoada.

Caroline: — Bela tentativa, senhorita "good vibes". Pena que não vou sair daqui enquanto não entender o que está acontecendo.

Kai: — Você não tá nenhum pouquinho chateada com a Elena por ter te dedurado?

Caroline: — Sério, Kai?!

S/N: — Eu não. Se eu estivesse preocupada, teria a compelido pra não falar. Queria que ela visse como é se divertir, vocês todos estão perdendo o jeito. Inclusive você, amor.

Kai: — Por mais que te ouvir me chamando de amor, poderia ser o toque do meu celular e me deixe completamente bobo em um nível patético, você vem agindo estranho. Como se não ligasse pra nada. — Brincou com os próprios dedos, disfarçando o sorriso que queria aparecer — Você queria que eu — Engoliu em seco, perdendo qualquer resquício de felicidade que havia aparecido antes — Transasse com a Dina ontem. Na sua frente.

Damon: — Posso ir embora?

Caroline: — S/N, você perdeu o juízo? Vocês se amam. Ou são obcecados um pelo outro, não sei. A questão é que não se faz isso. E não venha me dizer que é fetiche pois você já me listou todos os seus!

Damon: — Sério, posso ir?

Caroline: — Damon, calado! Você não sair daqui até descobrirmos o que ela, Enzo e Stefan têm.

S/N: — Eu já disse que não tenho nada. Por que estão bravos com a gente por estarmos tentando ser melhores? Mais tranquilos?

Caroline: — PORQUE VOCÊ NÃO É! — Bateu as duas mãos na mesa, ficando apoiada sobre os braços, e encarando o fundo dos olhos dela — E acabou se tornando uma das minhas melhores amigas por isso. Eu não sei nem explicar.

A essa altura, Damon sequer ligava para o relacionamento daquelas duas, nem a risadinha irônica foi solta.

Kai: — Você nem está preocupada com o Kol, gata. O que está acontecendo? Enjoou da gente?

S/N: — Kol é um original, amor, sobreviveu literalmente um milênio sem mim. Eu só estou entediada, a Gina foi só pra dar uma apimentada, uma emoção a mais.

Kai: — Dina, vampira gay.  E a bruxa que queria me comprar... você ia mesmo me vender?

Caroline: — Âhn?

S/N: — Era somente uma brincadeirinha. Sem contar que você que entrou lá de lacaio, sabia que estava propenso a isso acontecer. Se não te agradou, não precisava ficar lá. — O herege abaixou o olhar para esconder a mágoa — Ah, qual é, bruxinho. Foi no calor do momento só, a vibe Chris Brown "under the influence". Você já foi mais animado.

Kai: — Tenta inverter os papéis e verá o problema. Eu não faria isso com você.

S/N: — Pois faça próxima vez.

Caroline: — Para de me fazer querer defender o Kai!

Kai: — Tudo bem, S/N. Tenta ligar para o Kol. Sabe né, seu noivo?! Pergunta se ele tá bem depois de te ver pegando algum dos irmãos dele. — Levantou-se da mesa com a cabeça e os ombros baixos, também pesado pelo arrependimento de ter falado demais.

...Onde histórias criam vida. Descubra agora