capítulo 03

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Hero F.

Terça-feira| 8:00.

Acordo com o alarme e abro meus olhos devagar. Me levanto e sigo pro banheiro, faço minhas higienes e tomo um banho.

Depois de um tempo já estou pronto, então, desço às escadas e sinto um cheiro maravilhoso vindo da cozinha.

Waffles! A cozinheira nunca erra.

— Bom dia garanhão. Vai essa hora pra empresa? — a voz de Charles invade o local.

— Você sabe né, os trabalhos não param.

[...]

Estou olhando alguns gráficos e resolvendo coisas relacionadas a empresa, minha cabeça vai explodir de tanta informação.

Toc, toc, toc.

— Senhor Fiennes? Licença. Está aqui todas as fichas — Harry fala colocando elas empilhadas na minha mesa.

— Obrigada Harry, espero que isso me ajude em algo.

....

— Merda, merda, merda.

Estou a horas procurando alguma que pelo menos me chame a atenção e até agora nada! Refresco minha memória virando um copo de whisky, e o mesmo me ajuda a lembrar de...

{Flashback on}

— Olha por onde anda loirinha. Você ta cega?

— Você viu que foi sem querer seu idio... Você?

{Flashback off}

— A loirinha! — pego meu celular e mando mensagem pra minha secretária — Mande Harry subir agora.

...

— Resultados bons senhor?

— Preciso que vá a Washington e procure por uma garota.

— Isso é loucura senhor, lá não é tão pequeno assim.

— Washington? Vai voltar pra Washington? — escuto a voz de William na porta

— Desaprendeu a bater? Não, não vou voltar, foi só uma suposição. Agora por favor, nos dê licença.

— Te vejo depois irmão — ele fala sumindo pelo corredor

— Escuta, preciso que você procure um pouco mais, procure por loiras de Washington — olho pra janela e fixo meus olhos no além — Pra hoje de preferência.

— Vou resolver isso agora, licença.

Josephine L.

Terça| Washington.

Ainda tentando me recuperar da festa, agradeço por não ter visto nem a sombra de Spencer, não sei como reagiria.

Logo, meu interfone começa a tocar e já sinto meu coração estremecer.

— Boa tarde senhorita Langford, Inanna está aqui... posso liberar?

— Pode sim.

Sinceramente, não sei o que a única pessoa que poderia ter me apoiado no dia que tudo aconteceu, veio me ver hoje. Escuto as batidas na porta e abro sem nem olhar pra sua cara.

— Que mal humor todo é esse? Aconteceu algo?

— Aconteceu algo? Você tá de brincadeira?

— Qual foi amiga, o que aconteceu?

— O que aconteceu é que você é extremamente falsa e só olha pro próprio umbigo. Como você se diz minha amiga e só veio querer saber como eu estava hoje?

— Não sei se você se lembra que eu trabalho, deixa de pagar de louca, não combina com você.

— Pagar de louca? Qual é? Você é uma vendida pra macho, que no lugar de vim pra casa comigo, preferiu ficar agarrada com qualquer cara que chegasse em você.

— Vendida pra macho? — ela solta uma risada alta — Acredite em mim, seu namorado não reclama quando você nega sexo e ele vem pra mim. Vai dizer que nunca desconfiou?

As palavras soam como um gatilho pra mim, a única coisa que eu quero fazer é voar no seu pescoço e encher ela de tapa, porém, a única coisa que eu consigo fazer é sentir que vou desabar.

— Vai embora da minha casa, vai embora da minha vida! — grito

— Como quiser, Langford.

Ela fecha a porta e eu caio no choro. Parece que esse tempo todo foi uma grande mentira, eu vivo em uma grande mentira.

Hero F.

— Pode entrar.

— Aqui estão todas as fichas que eu consegui, analise-as com calma, tenho certeza que encontrará o que quer, agora se eu puder voltar a minha sala...

Acento com a cabeça dando a ordem para ele sair.

...

Folheando, folheando e folheando. Já estou ficando cansado de tanto procurar, porém, finalmente, só falta uma.

Quando abro, mal posso acreditar no que estava vendo.

— É ela! Josephine Langford.

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