Capítulo 16

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O ronco do motor do carro de Ryan causou calafrios em meu corpo. Seus olhares intensos me fizeram estremecer. 

Nem ao menos ele tentou disfarçar, é como se ele quisesse que eu soubesse disso e, estivesse bem ciente dos meus sentimentos em relação à ele.

- Você esta tensa -  falou depois de minutos, ultrapassando carros no transito caótico de Chicago.

Segurei na beirada do banco, controlando a minha respiração,  mais pela ansiedade,pela sensação.

Não é tanto pela ansiedade, vou tentar ser sincera e não mascarar meus sentimentos, é pela maneira intensa que ele; o causador das minhas maiores alucinações, dos meus sentimentos mais intensos, o causador dos meus calafrios, dos pelos arrepiados que se levantam quando estamos perto, é por ele. É pela maneira veloz em que ele dirige. É pelo ronco alucinante do motor do seu carro, de como ele tem domínio sobre o trânsito, sobre todos, em como ele dirige sem se importar com as represálias.

Jamais pensei que um dia iria pensar sobre isso, mas aqui estou eu doida pra caramba por esse cara ao meu lado, me olhando como se eu fosse a coisa mais importante do mundo. Do seu mundo.

É louco não? Jamais imaginaria que eu pudesse sentir sentimentos tão arrebatadores como o que estou sentindo. Eles estão me consumindo a cada dia mais. Sentimentos assim, tão alucinantes e arrebatadores de tirar o seu fôlego só existem nos livros e contos de fadas. Estamos na vida real, qual é?!

- É normal - falei. Meu sorriso ficou estremecido.

Eu posso ter ficado emotiva demais.

- Não precisa ficar apreensiva, eu estarei com você. - ele colocou uma mão um pouco mais acima do meu joelho alisando minha pele, tentando me tranquilizar.  Mas o seu polegar roçou a minha pele lisa fazendo movimentos circulares, meus pelos se levantaram, o meu centro palpitou. Era desejo.

Sua atenção estava equilibrada no trânsito e em mim.

- Além disso, não ficaremos até o final da festa. - continou a falar.

Seu dedo fez carinho em minha coxa. Seu olhar malicioso me fez errar uma batida no coração.

Quando nossos olhos se encontraram e eu vi de relance o que estava dentro deles, eu vi que o que ele queria não era diferente do que eu queria. Diferentemente dele, eu estava reprimindo os meus desejos, já Ryan estava demonstrando

- Seus pais...

- Eles já devem estar lá. Há uma mesa separada para nossa família.

Um bolo se formou em meu estomago quando ele disse  "nossa família".

- Sua perna esta melhor?

Ele se assustou com a minha mudança de assunto.

- Sim, os tratamentos, as idas até o médico me fez ficar novinho em folha. - disse como se não fosse nada relevante.

Ele já não mancava e fazia mais  o uso de sua muleta, então, presumi que a sua resposta era uma verdade.

Outra manobra. Dessa vez o ronco do motor do carro foi estrondoso. Me segurei no banco.

- Você foi a minha última lembrança quando eu apaguei, por causa do acidente - ele virou para falar comigo e notei o brilho em seus olhos e em como ele estava apertando o volante com tanta força. - eu sei que as coisas entre nós aconteceram muito cedo e, que você se sente sozinha e não quer confiar o seu coração à mim. Você tem medo, eu sei disso. Por que eu, querida, sou um grande filho da puta, eu não nego.

Eu rio com a sua declaração.

- Você esta rindo minha, loirinha?! Pois ria, eu sou um grande filho da puta, mas um filho da puta que te faz rir. 

INTENSO DOMÍNIOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora