Capítulo 11

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Hello, guys. Me perdoem pela demora, mas essa semana e semana passada é semana de prova na faculdade. Mas eu sempre vou recompensar minha garotas. Dessa vez escrevi um capítulo bem longo. Espero que gostem, curtem, e indiquem minhas obras para outras garotas. Isso deixa a autora bem feliz aqui. 

- O que você quer dizer? - perguntei.

Minhas mãos gelaram e a minha respiração estava travada.

Ele ficou me analisando, estudando os meus passos, mas eu não fiz nenhum. A cama, a poltrona, o criado mudo, a estante de porta-retratos sem fotos, tudo , tudo tinha sumido da minha visão, exceto ele. Eu ainda o via, e sua voz era a unica coisa que eu ansiava em escutar nesse momento. Ele era uma constante.

- Por favor... - minha voz saiu esganada.

Ele não sibilou, nem ao menos se moveu do lugar. O meu olhar se encravou de encontro ao seu.

- Os seus pais eles foram assassinados!

O meu peito chiou. 

Eu estava ficando sem ar

Estava ficando sufocada.

Fiquei travada so observando a sua imagem.

- Eles foram assassinados há 5 anos atrás. Você não foi abandonada em um orfanato, bem... você foi, mas não por escolha deles. Você havia sido sequestrada e deixada em um orfanato quando ainda era uma bebê.

Um segundo

dois segundos

Três segundos

Quatro segundos

Cinco segundos foi o tempo que levei para assimilar.

Minha visão ficou turva. Lágrimas banhavam minha face, estava chorando pelos meus pais  e não pelo risco de vida que corro.

Pais?

- Seus pais são pessoas procuradas, eles eram... - ele me olhou calmamente, mas eu podia sentir a tempestade ja formada em seus olhos - coisas ilegais, envolvimento com as pessoas erradas o fizeram terem esse final... eu não queria ser o portador dessa notícia para você, Jill, não quando você não os conheceu, mas por diversos momentos eu acredito que foi o melhor que eles poderiam ter feito à você, ter ficado com eles. Você não estava segura  junto deles, eu sei que há pessoas lá fora, nesse exato momento querendo você. Não é seguro, infelizmente não é. Eu queria poder falar de uma forma que não fomente tanto a sua dor, no entanto eu não sei. Você esta segura comigo, você terá minha proteção. Isso é tudo.

Meus olhos inundaram, e de repente eu não conseguia mais olhar com clareza o homem a minha frente. Tudo estava embaçado e, quando digo tudo, é tudo mesmo.

Palavras lutavam para saírem de minha garganta, eu queria gritar, porém de alguma forma eu não conseguia. Estava paralisada demais. Tudo doía. Parecia que era o meu fim.

Eu tossi, na tentativa de disintalar uma pedra na minha garganta.

- Porque? - minha voz saiu arrastada.

Capitei a dilatação da veia em seu pescoço. Seu corpo estava rígido como se fosse uma pedra. 

Eu não iria fraquejar. Não agora, pelo menos.

- Porque você se importa comigo?

Seu rosto embranqueceu, e como se ele sentisse isso, no mesmo momento ele voltou ao normal, nenhuma feição passou pelo seu semblante, nenhum indício de nada. Aquele olhar em que eu o encontrei no primeiro dia em que eu o vi naquela quarto coberto de sangue é o mesmo olhar de agora. Um nada. Não demonstra nada.

INTENSO DOMÍNIOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora