Capítulo 10

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Eu me levantei do gramado e meus olhos se concentraram no homem corpulento caminhando em minha direção.

O seu físico exalava confiança e conhecimento de quem eu era.
Uma luz apitou em meu subconsciente e a  única coisa que me ocorreu era correr novamente.
Meus pés estavam cansados da corrida anterior, mas eu não tive outra alternativa a não ser me levantar e correr o mais longe que eu pudesse.

No momento em que eu estava atravessando a rua para ir até a próxima quadra o meu nome foi chamado.

Reconhecimento passou por mim.

Eu parei.

Me virei lentamente para a voz que havia saído de dentro do carro.

- Por favor, espere!

A exaustão estava me matando. Parei e meus olhos se arregalaram.

A dona da voz saiu de dentro do carro e caminhou em minha direção.

- Jill, eu não quero te ferir, espere. Precisamos conversar.... Não corra!

Eu costumava sempre em manter a senhora Carola como uma boa mulher para mim, afinal ela me abrigou e sempre foi muito generosa para mim. Todas as vezes eu conseguia ver o amor exalando dos seus olhos quando ela olhava para mim. Mas agora eles esta tão diferente... Seus olhos não tem o mesmo brilho, eles estão escuros, não transmitem nenhuma emoção.

Diferente do habitual em que eu costumava em vê-la em meus dias quando estava no orfanato. Agora ela exalava elegância e um certo de tipo de confiança. Ela caminhou com seus sapatos scarpins altos e finos, vestindo uma saia rosa bebê  batendo em seu joelho e um blazer da mesma cor, ela caminhava ate mim com confiança. 

- Jill, não fuja!

Não foi um pedido. 

Ordens foram dadas  e eu as acatava, mas eu fazia isso em situações nas quais eu não tinha escolha.

- Senhorita Carola... - um misto de confusão estava estampado em meu rosto. - o que a senhora esta fazendo aqui?

- Vejo que você esta em apuros - em instantes ela ficou a meros centímetros do meu rosto, seus dedos acariciavam minha pele - venha querida, eu irei te ajudar. Você não precisa se preocupar mais. -  ela disse tão docemente que foi como uma tentação em não me atirar me seus braços.

Ela me agarrou pelo braço.

Porque eu sinto que o seu aperto não é uma carícia e sim uma posse?! Deve ser porque é isso, nada mais. Ela esta diferente, não é a mulher que eu conheço.

Ela tenta me arrastar, mas eu continuo parada no mesmo lugar.

Seu motorista vem imediatamente em minha direção, eu começo a entrar em desespero.

- O que esta acontecendo? - pergunto eufórica.

- Nada, querida. Precisamos ir, antes que eles cheguem - ela intensifica seu aperto em meu braço.

Seus cabelos castanhos escuros  amarrados em  um coque firme no alto da cabeça deixa seu rosto em um aspecto sisudo.

- Não, eu não vou! - ladro.

Inquietação passa pelo seu semblante seguido de um suspiro longo e cansado.

- Você não me deixa outra escolha - ela tira uma seringa de dentro do blazer.

Segurando o meu  braço com força eu a empurro na tentativa de me afastar e correr. O motorista corre em minha direção. Ele chegaria em mim em questões de segundos.

INTENSO DOMÍNIOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora