Eu me levantei do gramado e meus olhos se concentraram no homem corpulento caminhando em minha direção.
O seu físico exalava confiança e conhecimento de quem eu era.
Uma luz apitou em meu subconsciente e a única coisa que me ocorreu era correr novamente.
Meus pés estavam cansados da corrida anterior, mas eu não tive outra alternativa a não ser me levantar e correr o mais longe que eu pudesse.
No momento em que eu estava atravessando a rua para ir até a próxima quadra o meu nome foi chamado.
Reconhecimento passou por mim.
Eu parei.
Me virei lentamente para a voz que havia saído de dentro do carro.
- Por favor, espere!
A exaustão estava me matando. Parei e meus olhos se arregalaram.
A dona da voz saiu de dentro do carro e caminhou em minha direção.
- Jill, eu não quero te ferir, espere. Precisamos conversar.... Não corra!
Eu costumava sempre em manter a senhora Carola como uma boa mulher para mim, afinal ela me abrigou e sempre foi muito generosa para mim. Todas as vezes eu conseguia ver o amor exalando dos seus olhos quando ela olhava para mim. Mas agora eles esta tão diferente... Seus olhos não tem o mesmo brilho, eles estão escuros, não transmitem nenhuma emoção.
Diferente do habitual em que eu costumava em vê-la em meus dias quando estava no orfanato. Agora ela exalava elegância e um certo de tipo de confiança. Ela caminhou com seus sapatos scarpins altos e finos, vestindo uma saia rosa bebê batendo em seu joelho e um blazer da mesma cor, ela caminhava ate mim com confiança.
- Jill, não fuja!
Não foi um pedido.
Ordens foram dadas e eu as acatava, mas eu fazia isso em situações nas quais eu não tinha escolha.
- Senhorita Carola... - um misto de confusão estava estampado em meu rosto. - o que a senhora esta fazendo aqui?
- Vejo que você esta em apuros - em instantes ela ficou a meros centímetros do meu rosto, seus dedos acariciavam minha pele - venha querida, eu irei te ajudar. Você não precisa se preocupar mais. - ela disse tão docemente que foi como uma tentação em não me atirar me seus braços.
Ela me agarrou pelo braço.
Porque eu sinto que o seu aperto não é uma carícia e sim uma posse?! Deve ser porque é isso, nada mais. Ela esta diferente, não é a mulher que eu conheço.
Ela tenta me arrastar, mas eu continuo parada no mesmo lugar.
Seu motorista vem imediatamente em minha direção, eu começo a entrar em desespero.
- O que esta acontecendo? - pergunto eufórica.
- Nada, querida. Precisamos ir, antes que eles cheguem - ela intensifica seu aperto em meu braço.
Seus cabelos castanhos escuros amarrados em um coque firme no alto da cabeça deixa seu rosto em um aspecto sisudo.
- Não, eu não vou! - ladro.
Inquietação passa pelo seu semblante seguido de um suspiro longo e cansado.
- Você não me deixa outra escolha - ela tira uma seringa de dentro do blazer.
Segurando o meu braço com força eu a empurro na tentativa de me afastar e correr. O motorista corre em minha direção. Ele chegaria em mim em questões de segundos.
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INTENSO DOMÍNIO
RomansaPLÁGIO É CRIME!!! A cidade de Chicago é deles. Os Millers dominam a tudo e a todos. Jill tinha apenas 19 anos quando foi designada para trabalhar na casa dos Miller. Órfã desde o nascimento, um desejo ardente de amar e ser amada se tornou o vazio...
