Capítulo 30

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- Onde estamos indo? - perguntei enquanto Will dirigia o carro.

- É um até breve, Katherine.

Tentei não focar minha mente na dor que estava sentindo em meu pulso. Enrolei uma camisa velha ao redor dele, mas obviamente não amenizou a dor.

- Eles iriam te matar. - Will estava possesso.

Tentei não olhar dentro dos seus olhos, porque eu via a fúria refletida dentro deles.

- Você tem a noção, caramba?! - ele batia furioso no volante.

Parou de chover, o dia amanheceu, o sol brilhou. O tempo tava lindo, mas a situação...

Eu não queria acreditar que eles enviaram alguém para me matar. Mas isso era o óbvio, eles mataram meus pais, era para mim ter morrido. Eles destruíram minha infância. Eu só não estou querendo acreditar. Não quero acreditar que as pessoas que me receberam na sua casa para trabalhar foram os assassinos de minha família. Não quero acreditar que eu me apaixonei pelo garoto que me usou. Não quero acreditar que minha vida foi uma completa mentira.

Não quero acreditar que quase morri pela segunda vez.

Estava ansiando pela verdade. Só que o mais importante de tudo foi o quão forte ela é capaz de me destruir.

Will estava andando com o carro lentamente atrás de um balcão. Percebi que estávamos longe da civilização, passamos por estradas de terra e vários outros carros pretos estavam parados a nossa frente. Alguns homens estavam parados do lado de fora do carro.

- Will, o que está acontecendo? - perguntei alarmada.

- O início da queda de um império. - disse ele com determinação nos olhos.

Will saiu do carro e foi conversar com os homens mais a frente. Por mais que eu fizesse um esforço para escutar o que estava sendo dito entre eles, não pude ouvir nada.

Estava mordendo meus lábios em ansiedade até que senti o gosto metálico do sangue. Meu coração estava acelerado. O meu pulso não parava de doer, eu precisava de analgésicos. Foi tudo tão rápido que pegamos o essencial e fomos embora do apartamento.

Will voltou em passos fortes. Até que ele entrou dentro da caminhonete, respirou profundamente e seus olhos encontraram os meus.

- É só o começo.

Dito isso ele ligou a caminhonete e foi se distanciando do galpão, do lugar e dos homens. Estava olhando pelo retrovisor a imagem ir se diminuindo.

Até que houve uma explosão. O barulho atingiu meus tímpanos.

O galpão estava tomado pelas chamas.

- Os Miller não iniciaram seu império da maneira mais correta. Eles presenciarão cada um deles ruir.

O galpão estava repleto de drogas que vieram da costa leste. Agora só restaram as cinzas delas.

Narcotraficantes.

O carro foi se distanciando do fogo. Eu fechei minha mão em punho, a mesma que estava doendo e tentei imaginar um futuro para mim.

Era difícil, mas precisei olhar para frente.

INTENSO DOMÍNIOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora