XXI(Revisado)

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Dimitri

Raissa havia dado à luz ao meu primeiro filho.
Mas ela desmaiou.

Algo estava errado.

- Meu Deus... doutora Drizza! - ouvi uma das enfermeiras dizer, alarmada.

Quando prestei atenção no alvoroço ao redor, algo me paralisou por alguns segundos.

Raissa ainda estava em trabalho de parto.

- Tem outro bebê - disse alguém, em choque.

Minutos depois, outro choro ecoou pela sala.

Uma menina.

Minha mulher havia dado à luz a dois filhos.

Sentei-me no consultório da médica responsável pelo parto, tentando manter o controle.

- Senhor Romanov - começou a doutora Drizza -, ocorreu um caso raro. Sua esposa deu à luz gêmeos.

Permaneci em silêncio.

- O menino estava posicionado de forma a esconder a menina - continuou. - Além disso, ele estava absorvendo a maior parte dos nutrientes durante a gestação. É um verdadeiro milagre que a menina esteja viva.

Fechei os punhos.

- Quero saber o estado de saúde da minha mulher.

- Ela está bem, senhor - respondeu prontamente. - O desmaio foi causado por exaustão extrema. Raissa esgotou todas as forças, mas está fora de perigo.

- Quando ela vai acordar?

- Não aplicamos sedativos - explicou. - Ela pode acordar a qualquer momento. O senhor deseja ver seus filhos?

- Quero ver minha mulher.

- Senhor, talvez seja melhor deixá-la descansar...

Levantei-me lentamente.

- Eu quero vê-la agora. Não estou pedindo sua opinião.

A médica assentiu, tensa.

- Me siga, senhor.

Caminhei pelos corredores do hospital - meu hospital.
Mandei construí-lo para atender exclusivamente membros da Máfia.

Raissa estava no melhor quarto. Havia seguranças por toda parte.
Ivan ainda estava solto, e eu jamais permitiria que ela ficasse desprotegida.

Não era minha intenção ter uma filha.
Já era difícil proteger uma criança - agora eu teria que proteger duas.

Ao entrar no quarto, vi minha mulher pálida, exausta, com a aparência frágil que me tirava o controle.

Ainda não havia contado a ninguém da Máfia que ela tivera dois filhos.

Quando Raissa desmaiou, eu perdi a cabeça.
Se ela tivesse morrido por culpa daqueles incompetentes, todos estariam mortos agora.

Aproximei-me da cama e segurei sua mão com cuidado.

- Aguenta, bonequinha... - murmurei. - Eu estou aqui.

E ninguém jamais ousaria tocar nela.
Nem nos meus filhos.


Império RussoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora